Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Shows do Garbage no Brasil tem grande procura por ingressos

 

 
 
 
 
 
 
O Garbage confirmou recentemente, que vem pela segunda vez, ao Brasil em mais de 20 anos de carreira. Um dos maiores nomes do rock alternativo mundial se apresenta, em São Paulo (10/12 – Tropical Butantã) e Rio de Janeiro (11/12 – Circo Voador). Shows fazem parte de turnê pela América do Sul, que também vai passar por Argentina e Chile. Ainda há ingressos de pista (4º lote) e camarote (1º lote) para a performance na capital paulista; pista premium está ESGOTADO. Já na Cidade Maravilhosa, os fãs interessados devem se antecipar para não ficar de fora. Últimos ingressos à venda.

 

Banda traz a turnê mundial do álbum “Strange Little Birds” especialmente para São Paulo e Rio de Janeiro – foto: divulgação

Foram necessários esperar quatro longos anos para que os fãs brasileiros finalmente pudessem voltar a assistir a explosiva apresentação do Garbage, um dos nomes mais importantes da história do rock alternativo mundial, no país.

Toda ansiedade para conferir, pela segunda vez, a performance dos carismáticos Shirley Manson (vocal), Steve Marker (guitarra/teclado), Duke Erikson (guitarra/teclado) e Butch Vig (bateria) em São Paulo (10/12 – Tropical Butantã) e Rio de Janeiro (11/12 – Circo Voador), tem promovido uma verdadeira corrida por ingressos.

A produtora Liberation Tour Booking informa que os fãs interessados em garantir presença em ambas as exibições devem se antecipar para não ficar do lado de fora.

Na capital paulista, não há mais entradas de PISTA VIP. Restam apenas ingressos de PISTA NORMAL (4º lote) e CAMAROTE (1º lote) pelo site Clube do Ingresso (
http://www.clubedoingresso.com/garbage). Já na Cidade Maravilhosa, o show está praticamente SOLD OUT. Os últimos tickets estão à venda no Ingresso Rápido (https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=52795), além de pontos autorizados. Mais informações nos serviços abaixo.

Dono dos inconfundíveis hits “Only Happy When It Rains”, “Stupid Girl”, “I Think I'm Paranoid”, “Push It”, “Special”, “Queer”, “When I Grow Up”, “Androgyny”, “Why Do You Love Me”, “Milk”, “Blood For Poppies”, “#1 Crush”, “Cherry Lips”, entre outros clássicos, o Garbage está realizando extensa turnê mundial para promover o já aclamado novo álbum “Strange Little Birds”, tocando nas principais e mais importantes casas e grandes festivais da Europa e EUA.

A nova passagem de pela América do Sul consiste nas seguintes datas:
10/12 – Tropical Butantã – São Paulo, Brasil
11/12 – Circo Voador – Rio de Janeiro, Brasil
13/12 – Luna Park – Buenos Aires, Argentina
14/12 – Coliseo – Santiago, Chile

Quatro anos após o aclamado “Not Your Kind Of People” e de celebrar 20 anos de lançamento do seu autointitulado debut álbum, o Garbage recentemente voltou a surpreender o mundo com o lançamento de mais uma obra de arte, “Strange Little Birds”, que chega ao mercado de forma "totalmente independente" via STUNVOLUME, selo da própria banda.

A produção e gravação desse disco tem assinatura da própria banda, que chegou a gravar cerca de 20 músicas em quase dois anos, no porão do baterista e mega produtor Butch Vig (Foo Fighters, Nirvana, Smashing Pumpkins, Against Me!, Sonic Youth, Helmet). A mixagem e masterização ficaram por conta do engenheiro Billy Bush, no Red Razor Sounds studio, em Los Angeles.

No Brasil, o lançamento é de exclusividade da PIAS (Faith No More, Interpol, Alt-J, Dead Can Dance, DMA's, Marissa Nadler, Chet Faker) com distribuição da Voice Music.

“Strange Little Birds” traz 11 faixas ardentes, arrojadas, ambiciosas, espontâneas e que expandem ainda mais a personalidade e atitude explícita de Shirley Manson, Steve Marker, Duke Erikson e Butch Vig. Experientes e sonoramente evoluídos, o quarteto ratifica a sua própria natureza, resgatando propositalmente a essência do inicio de carreira, além de ampliar ainda mais a personalidade e excelência musical .

Formado em 1993, a Garbage é uma das bandas mais influentes e criativas da década de 90. Suas composições com uma mistura explosiva de guitarras pesadas com elementos de música eletrônica, se tornaram clássicos, marcaram um geração e são considerados essenciais para a formação da cena alternativa. O quarteto já vendeu mais de 25 milhões de discos ao longo da carreira, sempre integrando o time de gravadoras conceituadas como Geffen e Warner.

 


Links relacionados:https://www.facebook.com/GarbageOfficial
https://www.facebook.com/liberationmcofficial
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR
Serviço São Paulo
Liberation Tour Booking orgulhosamente apresenta Garbage
Dia: sábado, 10 de dezembro de 2016
Local: Tropical Butantã
End: Av. Valdemar Ferreira, 93 – 200 metros da Estação de Metrô Butantã
Como chegar:
http://www.tropicalbutanta.com.br/comochegar
Horário: 18h (open doors)
Imprensa:
press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Informações gerais:
info@liberationmc.com
Capacidade: 2.500 lugares
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-16 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos.
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações da Tropical Butantã (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

SETORES / PREÇOS
PISTA PREMIUM: ESGOTADO
PISTA
:
R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 360,00 (inteira)
CAMAROTE:
R$ 250,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 500,00 (inteira)
*doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).

COMPRA PELA INTERNET
http://www.clubedoingresso.com/garbage
*Consulte o ponto de venda mais próximo da sua região, no site do Clube do Ingresso.
Ponto de venda sem taxa de serviços (pagamento em dinheiro):
Galeria do Rock – loja 255 – 1º andar – (11) 3361-6951
*Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei;
**A produção do evento NÃO se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais;
***É expressamente proibida a entrada com câmeras fotográficas e filmadoras profissionais ou semi-profissionais.

Serviço Rio de Janeiro
Liberation Tour Booking e Circo Voador orgulhosamente apresentam Garbage
Data: domingo, 11 de dezembro
Local: Circo Voador
End: Rua dos Arcos S/N
Hora: 18h
Informações gerais:
www.circovoador.com.br
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Capacidade: 900 lugares
Classificação etária: 16 anos
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

COMPRA PELA INTERNET:
https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=52795
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
SETOR / PREÇOS (4º lote)PISTA: R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 360,00 (inteira)
*doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).

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Introdução à mise en scène com Marcelo Müller

 

                       

A construção da mise en scène é a tarefa central do trabalho do diretor cinematográfico na realização de qualquer tipo de filme de ficção. Antes de ser o autor, o idealizador do projeto ou um profissional contratado, o diretor é o responsável pela passagem das palavras escritas no roteiro às cenas registradas em algum tipo de suporte cinematográfico. Este processo de construção acontece em etapas, que vão das primeiras ideias à mixagem, mas fica mais intenso durante a preparação para a filmagem, a captação e a reconstrução das cenas a partir dos planos captados, no inicio da montagem.
O objetivo do curso é aproximar os estudantes às tarefas básicas do diretor cinematográfico na construção da mise en scène. Para isso, serão analisados os elementos que compõe a cena, tanto no espaço físico quanto no suporte cinematográfico, discutindo as opções disponíveis para o diretor em cada um dos momentos da realização.
A prática será experimentada em alguns exercícios em grupo, durante as aulas.Saiba mais
Datas De 17 a 22 de outubro
Segunda a sexta, das 19h às 23h
+ Sábado, das 11h às 20h
INSCREVA-SE
Marcelo Müller, 38, é diretor e roteirista. 
Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/ USP e formado pela  Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV- Cuba, 1999- 2001). Entre os diversos cursos livres que participou, destaca-se a oficinaComo Contar un Cuento, do Prêmio Nobel de Literatura Gabriel Garcia Marquez, ministrada na EICTV em dezembro de 2005 e em Guadalajara em março de 2006.
Dirigiu Eu Te Levo, seu primeiro longa-metragem de ficção como diretor, que estreou no 11o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo (2016) e os curtas-metragens São Paulo Railway (2010), Bendita TV (2001) e do documentário Cititur pelo Velho e Novo Santo Amaro (2010). Atuou também na área institucional e publicitária. Entre seus trabalhos institucionais de mais destaque está o vídeo para a Petrobras Sonidos de la Tierra: La musica transforma las personas, filmado no Paraguai (2011).
É roteirista de O Outro Lado do Paraíso, pelo qual recebeu o Prêmio Assembleia Legislativa de melhor roteiro no Festival de Brasília e Infância Clandestina, que recebeu o Prêmio Coral de Melhor Roteiro Inédito, o Prêmio Sur e o Prêmio Condor de melhor roteiro.
Atua como professor de direção e de roteiro na EICTV- Cuba desde 2007 até hoje.

 

 
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Últimos dias de inscrição para o curso de mestrado FPA

 

 
 
 
 
 

 

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Ni Salles interpreta Elis Regina no TUC

 

 
 
A cantora curitibana Ni Salles apresenta o seu novo projeto, o show “Ni Salles interpreta Elis”, com o repertório das canções mais marcantes de Elis Regina. O show será apresentado na próxima sexta-feira (23), às 19h30, no TUC – Teatro Universitário de Curitiba.
Segundo a artista, a intenção do projeto é passar ao público toda a técnica, paixão, posicionamento político, personalidade forte, criatividade, suingue, maternidade, entre outras características de Elis Regina. A cantora estará acompanhada da banda formada por Gegê Félix, Luis Panteleoni, Rafael Mello e Fernando Wadouski.
 
Show “Ni Salles interpreta Elis Regina”
Local: TUC – Teatro Universitário de Curitiba – Galeria Júlio Moreira – Largo da Ordem
Data e horário: 23 de setembro de 2016 (sexta-feira), às 19h30
Ingressos: R$ 30
 

 

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A Quatro Vozes no Circuito Sesi

 

 

 

aquatrovozessesisp foto-  Agueda Amaral
 
A música popular brasileira cantada e tocada de maneira apaixonada.
23/09 – Sesi Mogi das Cruzes
24/09 – Sesi Itapetininga
O grupo mineiro atualmente A Quatro Vozes em trio apresenta a diversidade musical do nosso país. É uma das grandes referências entre os atuais grupos vocais dedicados à MPB. O trabalho se destaca pelos arranjos vocais elaborados e escolha do repertório, baseado em pesquisas sobre as raízes da música popular brasileira.

 

 
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FPA e FES promovem sétima sessão de ciclo de debates

 

 
 
Em parceria, as fundações Perseu Abramo (FPA) e Friedrich Ebert (FES) promovem a sétima sessão do ciclo de debates Uma Agenda Democrática para o Brasil Rural. Com o tema  Agricultura familiar, agroecologia e alimentação saudável, o debate acontece no dia 26 de setembro, das 10 às 13 horas, na sede da FPA, na Vila Mariana, em São Paulo. Toda a atividade será transmitida pelo portal da Fundação Perseu Abramo. Leia mais

 

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Obra de Tim Maia é destaque no palco do Citra nesta sexta

 

 
 
O pai da soul music brasileira é homenageado no Citra Bar nesta sexta-feira (23/9). A banda Freela faz um especial Tim Maia, unindo grandes sucessos e as preferidas dos fãs em um show único. A casa abre às 18h com double de chope e caipirinha até 20h, entre outras promoções.
 
Tim Maia é um dos maiores nomes da música brasileira, com uma carreira recheada de sucessos que marcaram gerações. "Não Quero Dinheiro", "Que Beleza" e "Me Dê Motivo", entre tantas outras canções, até hoje animam as pistas e emocionam o público. Freela realiza especiais toda sexta no Citra, dedicando cada noite a um artista ou banda que marcou a música nacional.
 
Freela Especial Tim Maia no Citra Bar
Data: Sexta-feira, 23 de setembro
Horário: a casa abre às 18h
Entrada: Até 20h feminina free e masculina R$ 10, até 22h feminina R$ 10 e masculina R$ 20, após 22h feminina R$ 15 e masculina R$ 25
Endereço: R. Itupava, 1163 - Alto da XV
Reservas e informações: (41) 3328-7668
www.citrabar.com.br

 

 
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Banda John apresenta pocket show de novo disco na Fnac

 

 
 
A banda gaúcha John apresentam canções do novo EP no palco da Fnac Curitiba nesta terça-feira (27/9). O terceiro trabalho gravado da banda terá seu lançamento oficial em outubro, após uma turnê iniciada em São Paulo. O disco “Pompeia” conta com quatro faixas e produção do músico e compositor Lucas Silveira, ex-Fresno que busca novos talentos do folk rock nacional. O evento começa às 19h30 e tem entrada gratuita.
 
“Pompeia” marca o terceiro ano da banda John, iniciada em 2014 com o EP “Sobre Amor e Café”. O grupo realizou mais de 150 apresentações pelo Brasil, incluindo a abertura dos shows do inglês Jake Bugg e do uruguaio Franny Glass. Na formação atual, conta com Sandro Saldanha na voz e violão, Jonathan Cunha no banjo e Rodrigo Kovara no baixo.
Banda John na Fnac Curitiba
Data: Terça-feira, 27 de setembro
Horário: a partir das 19h30
Endereço: Park Shopping Barigui - Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville
Ingressos: Entrada franca
www.agendafnac.com.br

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Brasileiros de destaque internacional esquentam fim de semana da Vibe

 

 
 
 
Grandes nomes da música eletrônica brasileira que vêm conquistando seu espaço internacionalmente esquentam a pista do Club Vibe neste fim de semana. A brasileira radicada na Áustria Joyce Muniz é o destaque de sexta-feira (23/9), e o paulista Dee Bufato encabeça o sábado (24/9) na festa da TechGrooves. Ingressos antecipados podem ser adquiridos no site www.aloingressos.com.br. A casa abre às 23h.
 
Representando a nova geração de e-music vienense, Joyce Muniz abre o fim de semana da Vibe com seu set dançante, marcado por ritmos brasileiros e caribenhos. DJ, vocalista e produtora, já produziu faixas para grandes produtoras como 2020 Vision e Exploited. Em poucos anos de carreira, já conquistou a crítica e o público com lançamentos como "Party Over Here" e "Back In The Days". Sua união do melhor da música eletrônica europeia com toques sul-americanos, equilibrando referências, é o grande diferencial de seus enérgicos sets. A noite tem ainda os DJs Rick Maia e Gromma.
 
A produtora e gravadora TechGrooves retorna ao club com uma seleção de seus DJs e Dee Bufato como convidado no sábado. Produtor e DJ, já lançou tracks para selos internacionais como o canadense Archipel e o inglês Sakadat. Seu trabalho parte do techno para ramificações do gênero, se destacando no microhouse. A festa tem ainda Ale Albieri & Crash Toniatti e Victor Fischer na pista principal, e na VIP Room conta com Sampaio e Eduardo Aguiar.
 
 
Fim de semana no Club Vibe
 
DATA: Sexta-feira, 23 de setembro
HORÁRIO: 23h
ATRAÇÕES: Joyce Muniz + Rick Maia + Gromma
ENTRADA ANTECIPADA: feminina R$ 40 e masculina R$ 70
 
DATA: Sábado, 24 de setembro
HORÁRIO: 23h
ATRAÇÕES: TechGrooves + Dee Bufato
ENTRADA ANTECIPADA: feminina R$ 30 e masculina R$ 60
 
ENTRADA ANTECIPADA: www.aloingressos.com.br
 
ENDEREÇO: Rua Desembargador Motta, 2311, Bigorrilho, Curitiba - PR
INFORMAÇÕES: (41) 3093-9911 | www.facebook.com/ClubVibeOfficial

 

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O Avatar: Concepções Digital, Cristã, Monista e de Bhakti

 

 

por Chaitanya-charana Dasa

 

 

O conceito de avatar no mundo dos jogos, na teologia cristã e na filosofia monista têm um elemento em comum: na transposição de um mundo para outro, quem o faz não permanece o mesmo – o avatar de bhakti possui uma lógica diferenciada.

Central no conceito de avatar está a ideia de transpor de um reino para outro. Em seu contexto filosófico original, em sânscrito, avatar se refere à Verdade Absoluta descer do mundo espiritual para o mundo material. A existência do Divino além deste mundo se chama “transcendência”, ao passo que Sua existência neste mundo se chama “imanência”. A questão de como o transcendente pode Se tornar imanente intrigou muitos pensadores ao longo da história. Para compreendermos um pouco da profundidade do assunto, consideremos as concepções de avatar no mundo digital, no cristianismo, no monismo e em bhakti.

Avatar Digital

A palavra sânscrita avatar se tornou bem conhecida no mundo devido a um sucesso de bilheteria de Hollywood e a jogos de RPG de computador. No uso contemporâneo, avatar se refere a um ícone ou personagem tridimensional representando uma pessoa em ambientes virtuais, como videogames e fóruns de internet. Nesse uso, a “transposição” implícita no avatar é do mundo físico para o mundo digital. Nosso avatar digital é um passo para fora da realidade de quem somos. Mesmo se nosso avatar no videogame for hábil em fazer muitas coisas, ele não tem consciência alguma. Sua consciência aparente resulta da projeção de nossa consciência nele através do mecanismo de interface do jogo. Então, quando nos referimos a algo inconsciente como nossa avatar, concebemo-nos em termos reduzidos. Essa redução é reveladora, pois aponta para duas linhas de pensamento distintas:

  1. Uma concepção mecânica do eu, que nos faz pensar que podemos ser representados por um perfil digital que é tão inconsciente quanto os elétrons que constituem o mundo digital.
  2. Uma ansiedade por se transpor para uma realidade diferente de nossa realidade mundana atual com toda sua nulidade.

Criação de um avatar em um jogo de computador.

Embora a palavra avatar, tradicionalmente, refira-se ao advento da Verdade Absoluta para este mundo, o uso contemporâneo da palavra se refere ao eu, e não ao Absoluto. Ainda assim, os problemas da “transposição” associados com a noção de avatar vêm à tona quando aplicados ao eu também, pois o avatar e o eu são distintos.

Encarnação Cristã

O termo “avatar” é frequentemente traduzido por “encarnação”. Essa palavra é intrincadamente associada a concepções abraâmicas acerca de como o Divino Se manifesta neste mundo. No cristianismo, a palavra “encarnação” se refere, em geral, a Jesus, que é tido como Deus em um advento de carne como um ser humano. Jesus nasceu em uma família judia que era fortemente messiânica, movida pela ansiedade de aguardar um messias que libertaria as pessoas de seus vários problemas. Com base nos ensinamentos e milagres de Jesus, seus seguidores o consideraram o messias. Essa noção foi negada por alguns diante de sua crucificação, mas foi reforçada por outros devido à alegada ressurreição. Por quase quatro séculos depois, a identidade de Jesus foi uma questão de debate vigoroso, ou mesmo “amargo”, na comunidade cristã. Por fim, o Credo Niceno elevou Jesus de “messias” a “encarnação”. O Credo determinou que a divindade de Cristo se manifestara na humanidade de Jesus, que era, por conseguinte, tanto completamente humano quanto completamente divino. Todavia, atribuir completa divindade a ele foi algo problemático, haja vista a memória histórica inegável e recente da vida de Jesus como um humano. A própria Bíblia insuflava o problema com declarações como: “O Pai é maior do que eu”. (João 14:28) Enquanto algumas citações apoiam a unidade do Pai e do Filho, a Bíblia também indica que essa “unidade” com Deus não é exclusiva dele, senão que pode ser obtida por outros também: “Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em mim, e eu em Ti; que também eles sejam um em nós.” (João 17:21)

“E o verbo se fez carne.”

Essa falta de clareza dos limites entre humano e divino na concepção da identidade de Jesus reflete a falta de clareza ainda maior dos limites de matéria e espírito na filosofia cristã. A Bíblia se refere à alma, mas não a descreve claramente, nem a diferencia categoricamente do corpo – é frequentemente utilizada como uma referência metafórica para nossa essência imaterial. Com essa ambiguidade ontológica em relação à alma, surgiu a noção de que todo crente fiel receberia uma ressurreição corpórea, como aconteceu com Jesus. Aqui, mais uma vez, vemos como concepções do Divino se entrelaçam com concepções do eu.

Avatar Monista

Monistas defendem que a realidade é constituída, em última instância, de uma substância. Tecnicamente, materialistas que dizem que a matéria é tudo o que existe também são monistas – são monistas materialistas. Convencionalmente, porém, o termo “monista” se refere a espiritualistas que defendem que uma substância espiritual é tudo o que existe. Para tais monistas, o mundo material, com toda sua variedade, é, por fim, uma ilusão. Também sustentam que nossa autoconcepção como seres individuais também é uma ilusão. Acreditam que libertação é se fundir na unidade não-diferenciada do Absoluto.

Para os monistas, a matéria é simplesmente uma ilusão; o espírito é tudo o que existe, e é uma unidade não-diferenciada. Assim, na visão de mundo monista, não existe mundo material para se transpor, tampouco existe um ser espiritual supremo para fazer essa transposição.

Na tradição monista, o avatar é uma ilusão útil, mas que, no final, deve ser dispensada.

Monistas tentam solucionar tais problemas em sua filosofia atribuindo uma realidade provisória para a matéria – a matéria é vista como real enquanto as pessoas estão em consciência material, ou, em outras palavras, em ilusão. Defendem que o avatar também está nessa realidade provisória – o absoluto impessoal se torna pessoal temporariamente durante o período do advento. O avatar, assim, é tratado como uma ilusão útil, a qual pode nos ajudar a resistir às ilusões danosas da existência material: os muitos objetos dos sentidos que nos persuadem em direção aos prazeres mundanos. Quando focamos nossa consciência no avatar, podemos nos desapegar dos objetos dos sentidos e nos situarmos em um modo relativamente elevado: a bondade. Ainda assim, independente de quão útil ou prestativo, o avatar é tido, em última instância, como uma ilusão – uma ilusão que precisa ser dispensada para se obter a libertação. Assim, o monismo não trata o avatar como uma realidade espiritual, mas como uma ficção conveniente e útil para o crescimento espiritual.

Avatar de Bhakti

Enquanto o cristianismo sustenta que a encarnação é, de alguma forma, tanto material quanto espiritual, e o monismo advoga que o avatar é material, bhakti explica que o avatar permanece espiritual mesmo enquanto está no mundo material.

Para entendermos como isso é possível, precisamos primeiramente compreender como bhakti entende a relação entre matéria e espírito. A Bhagavad-gita, em seu segundo capítulo, apresenta uma dualidade radical entre matéria e espírito. O espírito é descrito como não tendo nenhum dos atributos da matéria – a alma não nasce nem morre (2.20) e é imutável, estando além de fragmentação, incineração, dissolução e dissecação (2.24-25). A Gita, porém, balanceia essa dualidade radical com uma unidade orgânica em seu sétimo capítulo, onde se declara que tanto a matéria quanto o espírito são energias da mesma Verdade Absoluta (7.4-5). O espírito ser uma energia do Absoluto deixa implícito que o Absoluto está situado não apenas do lado espiritual da divisão matéria e espírito, mas que está situado no ápice da realidade espiritual. A Gita (10.12) revela que essa Verdade Absoluta é Krishna, declarando que Ele não é apenas brahma (espírito), mas param brahma (o Espírito Supremo). O Srimad-Bhagavatam (8.3.4), outro texto de bhakti destacado, reitera essa posição do Absoluto ao declarar que Ele é parat parah, o que Srila Prabhupada explica como sendo que “Ele é transcendental ao transcendental”, ou “acima de toda transcendência”. Com esse plano de fundo metafísico, estamos melhor preparados para entender como o avatar permanece espiritual mesmo no mundo material.

Krishna, segundo a Bhagavad-gita, não é influenciado pela natureza material mesmo quando está nela.

Para ilustrar, Srila Prabhupada, algumas vezes, dava o exemplo da eletricidade: é uma só energia que pode se manifestar como calor através de um aquecedor e como frio através de um ar-condicionado. Pensemos ainda nos aparelhos que podem, pelo girar de um botão, passar de aquecedor para ar-condicionado. Aquele que controla esse aparelho pode, à vontade, se valer da mesma energia elétrica para aquecer ou esfriar. Se a existência é como uma máquina, Krishna é como o controlador. Girando o botão de Sua onipotência, Ele pode impedir que a energia material atue materialmente sobre Ele até mesmo quando Ele Se manifesta no mundo material.

Embora a Bhagavad-gita não utilize a palavra específica “avatar”, fala sobre o advento do divino no capítulo 4, nos versos de 6 a 10. A Gita começa essa discussão declarando que Krishna permanece o Senhor imperecível de todos os seres vivos até mesmo quando Ele entra na natureza material, que pertence a Ele. Essa declaração indica que Ele não fica sob o controle da natureza material, que sentencia todos os seres corporificados através do fluxo inexorável do tempo à deterioração e destruição.

A transcendência eterna do avatar grifa uma diferença sutil entre “avatar” e a tradução “encarnação”. Etimologicamente, “encarnação” significa “entrar na carne”. Krishna, entretanto, não faz Seu advento em uma forma de carne; Ele permanece transcendental.

Não obstante, instrutores de bhakti frequentemente introduzem audiências ao conceito de avatar com a tradução “encarnação”. Fazendo isso, evitam de colocar sobre nós o fardo de uma dupla falta de familiaridade: tanto um termo estranho quanto um conceito estranho. Termos são instrumentos verbais para conceitos mentais. Ao primeiramente nos darem um meio familiar para acessarmos um conceito estranho e, em seguida, explicarem as dimensões estranhas do conceito, eles nos ajudam a progredir até a compreensão, com um passo de cada vez.

Quando Krishna faz Seu advento neste mundo e realiza Seus passatempos, Ele faz com que este mundo deixe de ser um palco para exibição de ilusão e o torna um palco para exibição da realidade espiritual mais elevada: os passatempos amorosos entre Ele e Seus devotos. A Gita (4.9) declara que aqueles que se atraem pelo advento e pelas atividades de Krishna, entendendo Sua posição transcendental, não renascem – senão que alcançam Sua morada eterna.

Trailer e Trilha

O passatempo que o avatar realiza serve a duas funções extraordinárias: como trailer e como trilha.

Trailer: O amor é nossa aspiração mais profunda; todos nós desejamos amar e sermos amados. Contudo, devido à natureza temporária das coisas neste mundo, nossa avidez por amor é frustrada – inevitável e repetidamente.

Os passatempos de Krishna são atuações do amor que jamais é frustrado.

Os passatempos de Krishna são atuações do amor que jamais é frustrado – o amor puro e espiritual entre o todo-atrativo Supremo e Seus devotos que segue eternamente no mundo espiritual. Quando Krishna faz Seu advento neste mundo, Ele realiza alguns desses passatempos aqui, dando-nos vislumbres provocativos de uma região onde nossa avidez por amor pode ser satisfeita eterna e perfeitamente. Assim, Seus passatempos servem como um trailer com a finalidade de nos atrair para Sua morada.

Trilha: Aqueles com um entendimento superficial dos passatempos de Krishna pensam que se tratam de histórias destinadas a entreter. Quem compreende esses passatempos verdadeiramente, porém, sabe que não são mero entretenimento, mas algo em que podemos ingressar – eles ocorrem na realidade espiritual eterna, à qual nós, como almas espirituais, partes de Krishna, pertencemos.

Para adentrarmos essa realidade, precisamos redirecionar nosso coração do mundo para Krishna. Para esse redirecionamento, Seus passatempos proporcionam tópicos encantadores e purificantes, os quais podemos contemplar, analisar e desfrutar. Quanto mais pensamos em Krishna dessa maneira, mais nosso coração se atrai por Ele e mais progredimos em direção a Ele. 

De modo geral, o avatar demonstra a centralidade do amor no crescimento espiritual. É o amor de Krishna por nós que inspira o transcendental a se tornar imanente, e é nosso amor por Ele que nos permite transpormos da matéria para o espírito, experimentarmos nossa identidade além da matéria e nos situarmos na realidade espiritual.

Se gostou deste material, também gostará destes: Os Avataras do Senhor Krishna, Um Amor Interminável, Significados Bhaktivedanta: Um Avatar entre Nós.

 

publicado por o editor às 14:09
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