Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Exposição em Mobiliários Urbanos conta a história do centro de Curitiba



A exposição exibe imagens de arquivos pessoais e álbuns de família, cedidas pela população. A mostra faz parte do projeto Arqueologia da Memória, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba

Desde a última sexta-feira (21), duzentas faces de Mobiliário Urbano espalhados por diversos bairros de Curitiba estão exibindo imagens cedidas pela população que foi convidada a buscar, em seus arquivos pessoais e álbuns de família, fotos antigas e recentes tiradas no centro da cidade. Nos painéis, que poderão ser vistos pelos próximos trinta dias, estão também depoimentos de moradores sobre a cidade.

A exposição nos mobiliários traz parte dos resultados do projeto Arqueologia da Memória: na trilha do Paço, que tem como objetivo promover a preservação e revitalização do patrimônio histórico-cultural do centro de Curitiba, tendo como foco o Paço Municipal e seu entorno. Promovido pela Fundação Cultural de Curitiba, o projeto tem o apoio da UNESCO, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Ministério da Cultura – IPHAN/Monumenta.

Cerca de 600 fotografias tiradas no centro de Curitiba, que fazem parte da história de vida do cidadão, e diversos depoimentos sobre a relação dos moradores com a cidade foram reunidos pelos pesquisadores da Casa da Memória. O material selecionado compõe a exposição nos mobiliários, transformando a cidade num verdadeiro museu a céu aberto.

Além dos mobiliários, duas maquetes que retratam o mapa da região central estão expostas na Galeria Julio Moreira. São dois mapas que fazem referência ao passado e ao presente de Curitiba, ressaltando as transformações que a cidade sofreu. Em ambos estão dispostas as fotografias recolhidas com a população. “A déia é que a população se sinta como parte integrante da história da cidade, que os moradores sintam que pertencem ao espaço e que cada história particular ajuda a formar a história da coletividade”, explica a pesquisadora Lilian Amaral, curadora do projeto. Ela destaca que “o centro está no imaginário das pessoas. Revitalizá-lo é revitalizar e contagiar a cidade como um todo.”

Os resultados do projeto também estão sendo divulgados em um DVD com os depoimentos colhidos e num jornal que contém, além das imagens, depoimentos e textos sobre o projeto. Todo o material coletado fará parte do acervo da Casa da Memória, ficando à disposição para pesquisa.

O projeto - O Arqueologia da Memória: na trilha do Paço, funda-se no conceito ampliado da cidade como Museu. A pesquisadora Lílian Amaral, destaca que os espaços só têm vida quando habitados e carregados de sentido simbólico. “São as micro histórias que formam a macro história da cidade, por isso é importante resgatar e divulgar o modo como cada um participa na construção coletiva da memória de sua cidade.” O que se pretende é mostrar que “a história da cidade é formada todos os dias, nos acontecimentos do cotidiano das pessoas. É importante destacar esta participação dos moradores”, diz ela.

Dentre as ações realizadas está também o “Seminário Internacional - Arte, Patrimônio e Esfera Pública: formas de habitar a cidade contemporânea”, ocorrido em setembro, que teve como objetivo iniciar o processo de mobilização da comunidade para o levantamento e resgate da sua memória audiovisual (fotografias e depoimentos). Durante o evento, uma das atividades realizada pelos participantes foi a expedição por sete roteiros distintos, onde cada um pode registrar suas impressões sobre a região central da cidade. O material também compõe os resultados do projeto.


publicado por o editor às 11:00
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