Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

MONÓLOGO COM GREGÓRIO DUVIVIER NA CAIXA CULTURAL CURITIBA

 



Comédia premiada de João Falcão, “Uma Noite na Lua” recebe remontagem estrelada por um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos





A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de sexta-feira a domingo, a remontagem de “Uma Noite na Lua”, peça de maior sucesso de público e crítica do autor e diretor teatral João Falcão. Encenada pela primeira vez em 1998, o monólogo cômico protagonizado por Marco Nanini recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, o Shell de melhor autor e o Sharp de melhor espetáculo. Na nova montagem, quem encarna “um homem em cima de um palco pensando alto” é o ator Gregório Duvivier, um dos roteiristas e criadores do portal de humor Porta dos Fundos. O papel já lhe rendeu o Prêmio da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro – APTR 2013 de Melhor Ator.

Duvivier encara o desafio de, sozinho em cena, passear pela imensa gama de emoções que surgem a todo instante a partir do acelerado fluxo de pensamento do personagem – um escritor sem obras que luta para, enfim, terminar uma peça sobre um homem solitário que processa suas ideias em cima de um palco e vive às turras com a recordação de Berenice, sua ex-mulher. Experiente no universo do humor, o ator tem a oportunidade de exercitar sua verve cômica na plenitude, desta vez sob a direção de uma figura familiar: João Falcão, pai de sua namorada, a atriz Clarice Falcão – os três já foram parceiros em outros trabalhos, como na série “Louco Por Elas”, da TV Globo, escrita pelo casal e dirigida por João Falcão. “A peça é cômica, poética, dramática e romântica ao mesmo tempo. É hilariante e arrebatadora. É o texto mais completo que eu já li”, avalia Duvivier.

Este é o primeiro monólogo do ator, cria do Tablado, onde encenava produções com elenco numeroso. “A peça fala da dificuldade de se pensar numa coisa quando você só pensa em outra. Não somos uma pessoa só, mas uma multidão de pessoas, sós, e a peça transpõe para o palco a balbúrdia dessa multidão. Nesse sentido, não se parece com um monólogo, mas com uma peça enorme, com números musicais e grande elenco”, avalia o intérprete, que vem do sucesso “Inbox”, comédia romântica teatral escrita em parceria com a namorada, e estrelada por ele e pela atriz Maria Eduarda.

Ao contrário da montagem anterior, de cenário grandioso e cheia de efeitos visuais, o novo espetáculo de 60 minutos foi pensado com opções minimalistas. Para encarar o desafio de entreter a plateia em um palco sem cenário ou pirotecnias, Duvivier contou com a preparação corporal de Gilvan Gomes, acrobata e um dos criadores do AfroCirco (circo do AfroReggae). A direção musical do espetáculo é de Dani Black, parceiro de Maria Gadu, e Maycon Ananias, e a iluminação ficou por conta do diretor João Falcão.

Sobre o diretor:
Depois de iniciar a carreira no Recife no início dos anos 80, o diretor e autor teatral João Falcão fez do Rio de Janeiro sua casa: ali, na década de 90, estreou o musical infantil “A Ver Estrelas” e, a partir de então, enfileirou um número considerável de peças de sucesso, entre adaptações, textos de sua autoria e direções como “O Burguês Ridículo”, “A Dona da História”, “Uma Noite na Lua”, “A Máquina”, “Mamãe Não Pode Saber”, “Ensina-me a Viver” e, mais recentemente, “Clandestinos”. No cinema, dirigiu dois longas-metragens, as adaptações homônimas das peças “A Máquina” e “Fica Comigo Esta Noite”. Na TV, firmou parcerias com o diretor Guel Arraes, como é o caso de “O Auto da Compadecida”, “Clandestinos – O Sonho Começou” e “Louco por Elas”.

Confira o vídeo “teaser” da peça:
http://www.youtube.com/watch?v=dcofnAk0EN4

Serviço:
Teatro: Uma Noite na Lua
Data: de 07 a 09 de fevereiro de 2014 (sexta-feira a domingo)
Hora: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba (PR)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira, das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos
Lotação máxima do teatro: 125 lugares (2 para cadeirantes)

 

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Ano novo chinês: Ano novo, língua nova

 

 

Ano novo chinês: Ano novo, língua nova


Aproveitando a data comemorativa da cultura chinesa - celebrada no próximo dia 31 -, especialistas desmistificam algumas lendas em torno do mandarim. Segundo eles, é possível, sim, aprender rápido e começar a falar o idioma com confiança

São Paulo, 29 de janeiro de 2014 - O estudo da língua chinesa assusta a muitos: “Muito complexa, hermética, tão diferente do português... e, como se não bastasse, é quase impossível alcançar a fluência necessária”. Essas são algumas das queixas mais frequentes. Entretanto, como ano novo é tempo de língua nova, especialistas aproveitam a chegada do Ano Novo Chinês - desta vez, o Ano do Cavalo - para dissipar equívocos como esses e auxiliar o aluno a ir em frente com sua resolução de aprender mandarim em 2014, agregando valor a seu currículo profissional.
Diferente do que muitos acreditam, o chinês é sim uma língua possível de ser dominada de forma relativamente rápida. “Entendemos que o chinês é um idioma bastante intrigante, mas apenas porque é, de certa forma, bem diferente do português. No entanto, também é uma língua muito lógica, quase matemática, o que ajuda muito no processo de aprendizado”, afirmou Gustaf Nordback, gerente geral da divisão de Varejo da Rosetta Stone no Brasil.
A gramática chinesa não requer conjugação e, frequentemente, suprime verbos e sujeitos quando falada. Por exemplo, “em chinês, dizemos ‘Ni Hao’. A expressão quer dizer ‘Olá!’, mas traduzida literalmente é ‘Você bem?’, que seria o equivalente em português a ‘Você está bem?’, isto é, funciona sem o verbo”, exemplificou Nordback.
Os caracteres chineses e suas letras/ palavras peculiares também assombram. Mas o idioma pode ser ensinado usando o alfabeto latino. Esse método é chamado Pinyin. No entanto, caso queira, o aluno que planeja morar na China, por exemplo, pode se concentrar em aprender a ler e escrever somente o essencial em caracteres do mandarim. Experts afirmam que uma base de 400 caracteres permite a comunicação na vida cotidiana. Já para ler o jornal sem muita dificuldade, sugerem de dois mil a três mil caracteres. O que é uma quantidade bem menor do que os 50 mil caracteres existentes no idioma.
TONS

Outro fantasma são os temidos tons da língua. O chinês é uma língua fácil e monossilábica, mas tonal. Por isso, muitos estudantes desanimam por acreditar erroneamente que nossa audição latina não é capaz de reconhecer os sons chineses. O idioma usa quatro diferentes “tons” essenciais para entender e distinguir as palavras. Por exemplo, a palavra “Yao”. Seu significado altera drasticamente dependendo do tom. No primeiro tom significa “um”, no segundo é o “alto”, no terceiro o verbo “querer” e no quarto “remédio”.

Outros reclamam por acharem que é impossível aprender um idioma em que não há nenhuma referência - diferente de línguas irmãs, como o espanhol, ou, até mesmo, o inglês e seu vasto vocabulário latino. Por isso, motivação e imersão são fundamentais no estudo do mandarim.
“Esse é um dos pontos no quais o método de ensino online de idiomas da Rosetta Stone - que suprime totalmente a língua materna do aluno durante as aulas, sem traduções nem memorizações - totalmente imersivo é o mais indicado. Para realmente aprender essa língua - pois o mandarim é completamente diferente de qualquer uma das línguas com que se tem contato de forma mais frequente -, o estudante deve imergir no idioma e em uma maneira completamente diferente de pensar”, alertou o executivo.
Outro ponto é o temor do “candidato” a estudante de chinês que, mesmo já começando a acreditar que é possível aprender, acha que passará anos ainda sem poder iniciar a comunicação na língua e acaba desanimando. “Esse é outro mito. Se o aluno leva o estudo a sério e está motivado, por meio do método online da Rosetta Stone, pode aprender o chinês - em um nível suficiente para enfrentar, por exemplo, uma teleconferência - de uma forma muito rápida e já começar a se comunicar na língua desde a primeira aula”, adicionou Nordback.
A Rosetta Stone - uma líder mundial em ensino com base em tecnologia e presente em 150 países - oferece cursos em 24 idiomas, incluindo chinês (mandarim). Com o método, o aluno aprende de um modo imersivo, sem tradução, da mesma forma que aprendeu sua língua materna. O foco está em todas nas habilidades principais de comunicação, incluindo fala e escrita. O método possui um sistema de ativação de fala proprietário que inclui um espectrograma (http://rosettastonebrasil.com/store/rstbr/pt_BR/html/ThemeID.36393000/pbPage.Method#, desenvolvido especialmente para o ensino de línguas - como o mandarim - nas quais a pronúncia correta é um dos maiores desafios.

Sobre a Rosetta Stone
Presente no Brasil desde 2011 por meio da divisão de Enterprise & Education e com escritório nacional sediado em São Paulo, a Rosetta Stone já estabeleceu parceria com empresas e instituições de ensino nacionais de porte. Com atuação recente no varejo no Brasil, a companhia fornece uma tecnologia de ponta interativa que está mudando a forma como o mundo aprende idiomas. As técnicas de ensino desenvolvidas e patenteadas pela companhia - aclamadas por seu poder de desbloquear a capacidade natural de aprendizado em línguas - são utilizadas por 20 mil instituições de ensino, oito mil empresas, nove mil organizações governamentais e milhões de pessoas em todo o mundo. A Rosetta Stone oferece cursos em 24 idiomas, dos mais comumente falados (como inglês, espanhol e mandarim) aos menos frequentes (incluindo sueco). A empresa foi fundada em 1992, sobre os preceitos fundamentais de que aprender a falar uma língua deve ser um processo natural e instintivo, bem como que a tecnologia interativa pode ser usada poderosamente como forma de ativação do método de imersão em idiomas para aprendizes de qualquer idade. A Rosetta Stone tem matriz sediada em Arlington (Virgínia, Estados Unidos) e escritórios também em Harrisonburg (Virgínia), Boulder (Colorado), San Francisco (Califórnia), Seattle (Washington), Austin (Texas), Tóquio, Seul, Londres, Dubai, Phoenix (US), Beijing e Changai (China), Paris (França), Itália e Espanha.

A4 Comunicação - 
Franciane Barbosa - 


Ano Novo Chinês - ALGUMAS CURIOSIDADES


1. Para desejar “Feliz ano novo!” em chinês, diga: “Ma Nian Kuia Le!”. A frase em mandarim significa literalmente “Feliz ano do cavalo!”

2. Intrigantes tons
Há um poema em chinês antigo no qual alguém escreveu o texto na íntegra usando a “mesma” palavra - “shi”, porém em diferentes tons.
Na latinização em pinyin, a poesia fica da seguinte forma:
“shi2 shi4 shi1 shi4 shi1 shi4 shi4 shi1. shi4 shi2 shi2 shi1. shi4 shi2 shi2 shi4 shi4 shi4 shi1 shi2 shi2. shi4 shi2 shi1 shi4 shi4 shi4 shi2. shi4 shi1 shi4 shi4 shi4 shi4 shi4 shi4 shi2 shi1. shi4 shi3 shi4 shi3 shi4 shi2 shi1 shi4 shi4 shi4 shi2 shi4 shi2 shi1shi1. shi4 shi2 shi4 shi2 shi4 shi1. shi4 shi3 shi4 shi4 shi2 shi4 shi2 shi4 shi4. shi4 shi3 shi4 shi2 shi4 shi2 shi1 shi1 shi2 shi2. shi3 shi4 shi3 shi2 shi1 shi1 shi2 shi2 shi2 shi1 shi1 shi4 shi4 shi4 shi4”

A tradução seria como:
“Um poeta de nome Shih Shih, que vivia em uma toca de pedra, gostava muito de leões. Como tinha jurado comer dez leões, ele saiu para o mercado, todos os dias, às 10 horas, para procurar leões. Em um dado momento, de repente, dez leões foram ao mercado na mesma hora em que Shih Shih. Confiando em seu arco e flechas, ele matou os 10 leões. Shih pegou os cadáveres desses dez leões e foi para seu refúgio de pedra, que estava úmida. Shih encontrou a toca varrida por seu servo. Como a caverna de pedra estava limpa, Shih iniciou sua refeição, começando. Quando começou a comer os cadáveres dos 10 leões, percebeu que esses 10 leões mortos, na verdade, eram 10 cadáveres de leões de pedra e tentou se livrar disto.”

 

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Últimos dias para ver a mostra "Brasil – Um País, Um Mundo"

 

 


A exposição Brasil – Um País, Um Mundo, que acontece no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem fica aberta ao público até o próximo domingo, dia 2 de fevereiro. Curitiba foi a segunda cidade a receber a mostra que já recebeu mais de 15 mil visitantes, desde o dia 8 de janeiro, e que passará por todas as doze cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. O evento conta com apoio do governo federal, da Prefeitura de Curitiba, governo estadual e patrocinadores.

A exposição revela um grandioso e exclusivo acervo de peças históricas do futebol brasileiro no decorrer dos anos. Através de fotos, objetos e instalações interativas, o público tem a possibilidade de conhecer a história e a evolução de materiais esportivos como chuteira, bolas e camisas e também de equipamentos relacionados ao mundo da bola, como a estrutura de estádios utilizados no decorrer das copas. “O material exposto é resultado de anos de pesquisa. Conta com peças de diversas coleções e são itens que realmente foram utilizados em jogos pelos atletas”, explicou Ana Gonçalves, uma das organizadoras da mostra. “Foram anos de planejamento para montarmos a exposição. Este projeto visa resgatar o orgulho do brasileiro em relação às Copas do Mundo. Mas a exposição é muito mais que futebol, já que revela aspectos da cultura e arte do nosso país”, complementou Marco Scabia, também organizador do evento.

O pentacampeonato da Seleção Brasileira de futebol nas copas com as conquistas de 1958, 62, 70, 94 e 2002 também é o tema da mostra que  convida o público para interação. Por meio de um painel multimídia,  os visitantes podem montar a sua seleção brasileira ideal de todos os tempos. “A exposição é o primeiro grande gol do Brasil antes do início da Copa. É um projeto que dá possibilidade às pessoas de conhecer um pouquinho daquilo que vivemos (dentro de campo)”, afirmou o ex-jogador Clodoaldo. “É a oportunidade para que o povo brasileiro participe mais desse importante evento que será realizado em nosso país. O projeto resgata o orgulho de ser brasileiro. É uma exposição única”, complementou Cafu.
Serviço:
Exposição Brasil – Um País, Um Mundo
Data: até dia 2 de fevereiro (domingo)
Local: Memorial de Curitiba
Horário(s): 9h às 18h (3ª a 6ª feira) e 9h às 15h (sábados, domingos e feriados)
Ingresso: gratuito

 

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A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos

 


A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos


Começou nesse dia 28, em Cuba, a segunda reunião da Celac, uma realização até então inédita de união dos estados latino-americanos e caribenhos. A proposta do encontro é discutir ações conjuntas que possam ser defendidas por todos os envolvidos e que avancem na consolidação da soberania dos povos, tal como instigou Hugo Chávez, em dezembro de 2011, na instalação da Comunidade: “União, esse caminho é o único caminho. Com suas variantes, com suas diversidades. A unidade entre nossos povos, entre nossos estados, nossas repúblicas, nossos governos. Aceitando, insisto, e respeitando nossas diferenças. Mas, sem permitir que a intriga vingue entre nós. Sem permitir que a cizânia venenosa venha impedir, mais uma vez, o esforço unitário. Estou seguro de isso não vai descarrilhar, que não vai triunfar a intriga que permitiu ao monroísmo impor-se e sepultar bem fundo o projeto de Bolívar, Morelos, Artigas, Juana Azurduy e Manuela Saenz”.
A história da unidade 
O sonho de uma integração latino-americana e caribenha paradoxalmente foi gerado pelo invasor. Antes de 1492 – quando Cristóvão Colombo aportou em Santo Domingo - o continente abrigava inúmeros povos, alguns conformando gigantescos impérios. Há notícias de que muitos desses povos se comunicavam, se visitavam, intercambiavam mercadorias, e até guerreavam. E, talvez, por não identificarem nenhum inimigo forâneo, não há, pelos menos até agora, registros de que buscassem algum tipo de integração. Cada povo conservava seus deuses, sua cultura, sua língua. Mas, os “estranhos barbudos” que aportaram no Caribe mudaram toda a maneira de ver o mundo que existia em Abya Yala.

O primeiro morador dessas terras a tomar consciência de que havia um inimigo poderoso a exigir uma união das gentes foi o cacique Hatuey, da etnia Taíno, que habitava a ilha de Quisqueya, chamada de “A Espanhola” por Colombo, e depois de Santo Domingo. Pois, Hatuey, observando a selvageria dos espanhóis decidiu rebelar-se contra eles e uma de suas primeiras ações de solidariedade com as demais gentes do continente foi remar até a ilha de Guanahany (Cuba) para avisar os moradores sobre os invasores e iniciar uma aliança. Segundo Bartolomé de las Casas, essa era a fala do cacique taíno: "Nos dizem esses tiranos que adoram a um deus de paz e igualdade, mas usurpam nossas terras e nos fazem de escravos. Eles nos falam de uma alma imortal, de suas recompensas e castigos eternos, mas roubam nossos pertences, seduzem nossas mulheres, violam nossas filhas. Incapazes de se igualarem a nós em valor, esses covardes se cobrem com ferro que nossas armas não podem romper… Por isso temos de atirá-los ao mar”.

E Hatuey fez a guerra aos espanhóis, que o capturaram e o queimaram vivo. Contam que, na fogueira, um padre perguntou se ele queria se converter. Hatuey perguntou se, convertido ele iria ao céu cristão. – Sim, respondeu o padre. E o cacique taino, cuspindo de nojo, replicou: - Então não, prefiro o inferno, onde não encontrarei gente tão cruel como vós.

Depois dele, muitos outros povos se rebelaram contra a invasão, mas, derrotados, sucumbiram a opressão e Abya Ayala virou uma grande colônia pertencente aos reinados espanhol e português. Foi só em 1780 que, a partir do grito de Tupac Amaru II e Tupac Katari, mais uma vez os povos originários tentaram uma guerra – envolvendo aliança com outras etnias - contra os espanhóis. Foi um momento memorável que chegou a juntar milhares de índios em batalhas gigantescas. Mas, também aí foram derrotados.  Dez anos depois, Francisco de Miranda, agora das fileiras criollas (espanhóis nascidos na América) apresentou um plano no qual propunha juntar toda a América espanhola numa espécie de confederação. Esse sonho de Miranda foi levado a concretização por Simón Bolívar, nas lutas de independência iniciadas em 1815. Desde a Jamaica, para onde fora exilado, depois da primeira tentativa de libertar a Venezuela, que não deu certo, Simón percebeu que a liberdade não poderia vir isolada, numa única província. Era preciso uma integração e foi aí que conclamou aos povos do continente: “Temos de formar uma só nação, com um só vínculo, que una suas partes entre sí e com o todo”. A Pátria Grande.

E foi com essa ideia na cabeça que ele peleou por várias regiões da América até conquistar a expulsão dos espanhóis em 1824. Em 1826 fez sua primeria tentativa diplomática para garantir a integração das províncias recém liberadas e convidou todos a um Congresso no Panamá. Queria fundar ali uma confederação das repúblicas, a Pátria Grande, enfim, buscando garantir, inclusive, a libertação de Cuba e Porto Rico. Mas, Simón encontrou resistência entre os seus próprios generais que, mordidos pela mosca do poder, não queriam abrir mão de suas repúblicas. Foi traído nesse sonho e acabou morto, fugindo de seus ex-aliados.  Com ele, também morreu a ideia de uma América integrada e unida. Até porque, no norte, crescia o germe daquilo que mais tarde viria a ser outro foco de opressão: o imperialismo dos Estados Unidos.

E foi a partir dos Estados Unidos e seu projeto de dominação que nasceu o Panamericanismo, a consolidação da proposta de Monroe: a América para os americanos, e aqui, a América era, na verdade, a do Norte, Central e  do Sul. O bolivarianismo colocado “patas arriba”. Para o governo dos EUA, a união dos países se dava na dominação por um só: ele mesmo. Foi assim que a Primeira Conferência dos Estados Americanos, realizada em 1889, na capital dos Estados Unidos, já buscava impor aos governos latino-americanos um tribunal de discussão territorial, relações de comércio unificadas e até uma moeda de circulação regional, tudo coordenado pelos EUA. Sobre esse evento, que cobriu como jornalista, o grande poeta cubano José Martí escreveu: “Podem os Estados Unidos convidar a américa espanhola para uma união sincera e útil? Convêm a américa espanhola uma união econômica e política com os EUA?” Ele sabia que não. Tanto que, mais tarde, conclamou seu povo à luta contra o monstro que principiava a dominar tudo abaixo do Rio Bravo. E Martí não ficou nas palavras, partiu para a luta armada, na qual caiu morto.

O século XX foi o período de crescimento e expansão do império estadunidense, consolidado justamente com a ideia de “união”. Foi assim que nasceu, inclusive a Organização dos Estados Americanos, logo depois da segunda grande guerra, sempre com a promessa de proteção e ajuda.  Assim, o sonho de Hatuey, Tupac, Miranda e  Bolíviar ia ficando cada vez mais longe. Uma dominação trocada por outra. Nada de soberania, ou no máximo, uma soberania tutelada, na qual as elites locais seguiam no poder, mas sob o comando dos EUA.

E a vida corria tranquila para os Estados Unidos no seu projeto de tomar toda a Abya Ayala para si. Não contavam com a bravura de alguns jovens cubanos que, articulados com movimentos de resistência na ilha de Martí, decidiram afrontar o domínio estadunidense fazendo explodir uma revolução em pleno Caribe, então considerado como um quintal, um espaço de festa e diversão para os ricos dos EUA. Desde as montanhas de Sierrra Maestra, os “barbudos” impuseram uma derrota espetacular aos Estados Unidos, liberando Cuba de uma ditatura e abrindo novamente a caixa do sonho integracionista, tão decantado pelo mentor de toda a luta: José Martí.  Desde aí, 1959, essa “rugosidade” no plano do império inspirou dezenas de lutas de libertação numa América Latina que seguia dominada. Ainda assim, apesar da resistência da ilha de Cuba e de uma série de movimentos revolucionários que explodiram no continente, os Estados Unidos conseguiram garantir a hegemonia política e econômica. A integração proposta agora por Fidel, não conseguia se fazer. Os demais países acabaram sucumbindo às ameças estadunidenses, impondo, inclusive, um bloqueio a Cuba, que já dura mais de 60 anos.  Nesse meio tempo os EUA também garantiram governos amigos e de mão-dura em praticamente todo o continente. E, devagar, também foi inculcando a proposta de uma união de todos, mas sob a sua batuta. Assim, no início dos anos 90 surge a proposta da ALCA (Área de Livre Comércio das América), na qual haveria porteira aberta em todas as fronteiras, ainda que só numa direção. Os Estados Unidos comandariam e manteriam as suas porteiras bem fechadas, afinal, livre comércio é bom para os outros.

Chávez e o bolivarianismo insurgente

Mas num continente que já finalizara – na maioria - sua libertação das ditaduras, os movimentos sociais se levantaram firmes. Muitas foram as lutas, em todos os países, contra essa proposta de neocolonialismo. E, no meio dessa batalha que envolvia uma visão dominadora do processo de integração, inclusive, reduzido a sua dimensão econômica, aparece aquele que iria retomar as propostas de uma integração em outros moldes, com soberania e com equidade: Hugo Chávez.

Aliado às lutas já desencadeadas pelos movimentos sociais de todo o continente, ele se integrou a batalha contra a Alca. E aí, não eram mais só os “baderneiros” de sempre – como costumam chamar os lutadores sociais. Era um estado livre e soberano que começava, na prática, a atuar em consequência de um outro tipo de integração. Foi assim que ele propôs a ALBA, para se contrapor ao projeto de dominação dos Estados Unidos. A ALBA seria a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América. Não apenas trabalhando com elementos da economia, mas garantindo a parceria política e as trocas culturais. Na esteira dessa aliança Chávez propôs a PetroCaribe, um plano de cooperação com os países empobrecidos do Caribe de troca de alimentos por petróleo, a Telesul – uma televisão integradora da vida e da cultura latino-americana, o Banco do Sul, para se contrapor ao FMI, trabalhando de forma a garantir a equidade e a justiça nas relações econômica. E assim, em 2005, ele mesmo, Chávez, foi a televisão para dizer do seu modo peculiar: “La Alca se fue al carajo!” E era verdade.

Logo em seguida, outros países da América Latina começaram a eleger presidentes que se alinhavam com as ideias de Chávez. Lula, no Brasil, Rafael Correa, no Equador, Nestor Kirchner, na Argentina, Evo Morales, na Bolívia. Com eles foi sendo consolidada outra vez a ideia de uma integração aos moldes do que sonhara Bolívar. Encontros foram acontecendo até que culminaram na criação da Unasul – União das Nações Latino-Americanas, uma entidade autônoma sem a participação dos Estados Unidos.

Mas a Unasul ainda era um mecanismo de integração só das nações sul-americanas e era preciso avançar mais, incluir o Caribe, o México. Assim em fevereiro de 2010 foi criada a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, com instalação em dezembro de 2011 na Venezuela, na realização de sua primeira reunião. Muitas coisas começaram a mudar a partir daí. Cuba teve de ser incluída em outros organismos, por conta da força de todos os países unidos e vários planos de desenvolvimento passaram a ser traçados envolvendo os países como um bloco. Mas, em 2012, quando a presidência do órgão esteve com o Chile, a Celac teve de enfrentar a interferência dos Estados Unidos, que não poderia deixar barato essa ideia. Como Sebastián Piñeda não era um governante afinado com o processo bolivariano, o projeto claudicou, com a comunidade tendo mais um caráter de fórum consultivo. Agora, com a direção de Cuba, a entidade se institucionalizou e está tentando produzir documentos que realmente venha interferir no andamento das políticas.  

Hoje teve início a II reunião da Celac, desta vez em Havana, Cuba, com a presença de 33 nações. E é a primeira sem Chávez, aquele que impulsionou e revigorou o conceito de bolivarianismo, dentro do qual a soberania e a união das nações era ponto fundamental. O tema central do encontro capitaneado por Cuba é a soberania. Segundo Raul Castro, o documento mais importante que está sendo produzido visa declarar a região como um espaço de paz, livre de armas nucleares. A ideia é, com isso, discutir a presença das bases militares estadunidenses na América Latina, que já chegam a 33. Certamente esse será um ponto altamente polêmico, se considerarmos que a Colômbia, sozinha, tem sete delas e é uma aliada dos Estados Unidos.

A presença de  José Miguel Insulza, o secretário geral da Organización de Estados Americanos (OEA), pode ser um elemento perturbador, como foi a de Edward James Dawkins, no Congresso Anfictionico do Panamá, chamado por Bolívar. Representando a Grã Bretanha, que foi como observadora, ele acabou fazendo negociações em separado com os países e de todo aquele encontro foi o que mais lucrou em negócios e acordos. A medida de chamar Insulza pode parecer simpática, mas ele pode muito bem ser um cavalo de Tróia.  

Outro ponto que a reunião deverá tratar é a luta contra a pobreza, a fome e a desigualdade. Como disse Raul Castro, na abertura, os 10% mais ricos da população latino-americana recebem 32% dos investimentos, enquanto os 40% mais pobres recebem apenas 15%. Tendo mais de 15% de toda a superfície terrestre, com 8,5% da população total, a região tem reservas consideráveis de minerais não renováveis, um terço das reservas de água doce, 12% da área cultivável, 21% de bosques naturais e o maior potencial em produção de alimentos. Talvez, nesse tema, muitos dos presidentes progressistas tenham de explicar por que, ao mesmo tempo em que praticam algumas políticas importantes de distribuição de renda, insistem em destruir comunidades em nome do lucro, como é o caso do Equador, que desaloja gente para atender mineradoras; e o caso do Brasil que tem permitido crescer os conflitos indígenas, dando margem para que os latifundiários, monocultores, sigam exercendo seu poder. Também aí, as divergências deverão aparecer. Muitos dos países na região são os maiores do mundo em produção de minério. Chile, com o cobre, Brasil, com o ferro, México, com a prata, Bolívia e Peru, com o estanho. A região tem ainda 65% das reservas mundiais de lítio, 42% de toda a prata, 38% do cobre, 33% do estanho, 18% de bauxita e 14% de níquel, isso sem contar o petróleo e os mais importantes aquiferos do mundo.

Essas riquezas são as causas da cobiça e ao mesmo tempo poderiam ser a salvação, se utilizadas de maneira a não destruir o ambiente e em favor das gentes. E aí não se trata de transplantar a lógica do desenvolvimento sustentável, que não existe no capitalismo. Haveria que se caminhar para outras alternativas de desenvolvimento, que levasse em conta o equilíbrio do planeta. É fato que mesmo com toda essa riqueza, a América Latina tem 47 milhões de pessoas na condição de famintas. Segundo pesquisas da ONU esse número diminuiu em três milhões desde 2008, mas ainda assim, é gente demais passando fome, com os pés em tantos recursos. Além do mais é a região que mais produz comida, podendo alimentar o mundo inteiro. Nada justifica esse paradoxo.

De qualquer sorte, mesmo com tantas diferenças, a Comunidade de Estados Latino-Americanas e Caribenhas é uma preciosa novidade, desde o grito de Hatuey. E o desafio sempre será encontrar caminhos de ação conjunta – nesse território de 20 milhões, 453 mil e oito quilômetros quadrados  - em defesa não apenas das economias, mas também das gentes que conformam essas nações. O perfil do encontro, sem a presença abrumadora de Chávez, já veremos, tão logo sejam divulgados os documentos.

Fontes :  Abel Gonzáles Santamaria - El destino común de Nuestra América: la unidad, Agencia de Informação Frei Tito para América Latina, Digna Castañeda, História do Caribe.



Por elaine tavares  - jornalista

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Lucas Santtana disponibiliza clipe da música “Dia de Furar Onda no Mar”

 

 

 


Músico faz homenagem ao filho em clipe dirigido por Ava Rocha

Lucas Santtana lança, nesta terça (28), o clipe de “Dia de Furar Onda no Mar”, canção composta pelo artista em parceria com seu filho Josué. A faixa faz parte do álbum “O Deus Que Devasta Mas Também Cura”.
Gravado na praia do Arpoador, Rio de janeiro, o videoclipe nasceu da casualidade do encontro da cineasta e cantora Ava Rocha com o músico no dia do aniversário de 11 anos de Josué, comemorado na Praia do Arpoador. O clipe tem participação especial e também casual de Luciana Fróes.
Ava Rocha assina direção, fotografia e edição.
Assista o clipe: http://vimeo.com/m/79072641

 

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Abujamra e Badulaque em simbiose no Teatro do Paiol

 



No último dia de janeiro e no primeiro de fevereiro, o palco do Teatro do Paiol recebe o espetáculo "BADU ABU – Badulaque convida André Abujamra". As apresentações especiais, que fazem parte do projeto Música no Paiol, marcam a reunião do grupo Badulaque. No dia 31, ainda, a banda e o artista participam de um bate-papo no Conservatório de MPB.

Desde que se formou nos corredores da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), em 1999, o grupo chama atenção pelas suas peculiaridades estéticas. Suas performances transformam sons em aventuras repletas de emoção, com influências teatrais e tecnológicas.

Após uma pausa de 10 anos no trabalho, seus integrantes Paulo de Nadal, Pedro Solak, Janio ED Rodrigues, Eliane Campelli, Val Ofílio e Marcelo Pereira – todos atuantes na cena artística de Curitiba – decidiram convidar para o show o multiartista André Abujamra, que atuou recentemente no remake da novela global Saramandaia (2013).

No espetáculo, os artistas conduzem o público por uma viagem pop bem-humorada, numa simbiose de versões Badulaqueiras de sucessos de Abujamra como Alma não Tem Cor, O Mundo, Juvenar e Imaginação, e versões com a pitada “abujâmrica” no repertório do Badulaque.

BADU ABU – BADULAQUE CONVIDA ANDRÉ ABUJAMRA
Datas: 31 de janeiro e 1º de fevereiro 
Horário: 20h30
Local: Teatro do Paiol
Ingresso: R$20 e R$10
BATE-PAPO COM ANDRÉ ABUJAMRA E BADULAQUE
Mediação de Heitor Humberto
Data: 31 de janeiro
Horário: 12h30
Local: Conservatório de MPB
Ingresso: gratuito

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Banda instrumental Hurtmold vem a Curitiba para lançar álbum em vinil

 







Um ano após lotar o Paiol, grupo paulista volta à cidade para novo show

O sexteto Hurtmold já tem data para voltar a Curitiba e mostrar suas composições instrumentais, repletas de camadas e ambiências. A banda apresenta-se no dia 8 de fevereiro, sábado, às 21h, no Teatro do Paiol. O show marca o lançamento do seu disco mais recente, "Mils Crianças", em vinil.

No ano passado, a banda lotou o Teatro do Paiol. Também pudera, o público curitibano havia ficado seis anos sem ver a banda na cidade. Agora, com uma ausência bem mais curta, o Hurtmold volta para apresentar seu som com base no rock, mas empilhando outras diversas referências (musicais ou não). O grupo se utiliza de inúmeros instrumentos, resultando numa sonoridade de forte caráter orgânico, recheado de texturas, ora tensas, ora delicadas e sempre aberta a improvisações.

Formado em 1998, o sexteto também é conhecido por acompanhar o músico carioca Marcelo Camelo, do Los Hermanos, como banda de apoio em shows e gravações. Entre outros nomes com quem o Hurtmold já dividiu o palco estão o norte-americano Rob Mazurek, o brasileiro  Paulo Santos (Uakti) e o suíço Thomas Rohrer. Individualmente, seus integrantes colaboraram com os artistas Naná Vasconcelos, Pharoah Sanders, Bill Dixon, Roscoe Mitchell, Prefuse 73, Dan Bitney (Tortoise), Joe Lally (Fugazi), Mike Ladd, High Priest, entre outros.

"Mils Crianças" foi gravado no Estudio El Rocha em São Paulo por Fernando Sanches e mixado por Scotty Hard no Ingua Recording, em Nova York. O sexteto é formado por Fernando Cappi (guitarra), Mário Cappi (guitarra), Guilherme Granado (teclado e vibrafone), Marcos Gerez (baixo), Mauricio Takara (bateria e trompete) e Rogério Martins (percussão e clarone).

Serviço:
Hurtmold - lançamento do vinil "Mils Crianças"
Dia 8 de fevereiro, 21h
R$ 30 e R$ 15 (somente dinheiro)
Teatro do Paiol - Praça Guido Viaro, s/n
Pontos de venda:
- Bilheteria do Paiol: terça a sexta, das 13h30 às 19h. Sábado e domingo: das 15h até o horário do evento
- Restaurante Mezanino das Artes - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 805 - Batel, de segunda à sábado, das 11h30 às 23h
Informações: 3213-1340

Produção: Santa! Produção e Fineza Comunicação & Cultura
Apoio: Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Restaurante Mezanino das Artes, Fidel Bar, Adega Boulevard, Blog Tudo o que você (ou)vê.

 

publicado por o editor às 13:46
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Clash Club apresenta o projeto "EDM" dia 31 de janeiro

 

 

 
No auge da explosão da música eletrônica mundial, o Clash Club apresenta sua noite dedicada à EDM - Electronic Dance Music.
 
A principal atração será o DJ Adriano Pagani (https://soundcloud.com/adrianopagani), um dos grandes embaixadores da EDM de São Paulo, residente do Clash Club, Sirena, da rádio Energia 97 e de diversos eventos itinerantes, sempre arrasta uma legião de fãs e admiradores por onde passa.
 
Já o garoto E-cologyk (https://soundcloud.com/e-cologyk) é uma das novas sensações da eletrônica brasileira com seu carisma singular e produções rodando o mundo nos cases de artistas como W&W (#16 do mundo pela DJ Mag).
 
Padovan9 (https://soundcloud.com/guz-3) e RDT (https://www.facebook.com/pages/RDT/356114891176965) completam o line desse projeto cujo intuito é reunir grandes artistas nacionais e internacionais e seus diversos estilos musicais, sem barreiras, com qualidade e, principalmente, foco na pista de dança.
 
Serviço
EDM no Clash Club
Line Up: Adriano Pagani, E-cologyk, Padovan9 e RDT
Local: Clash Club - Rua Barra Funda, 969 - Barra Funda - São Paulo/SP
Data: 31 de janeiro (sexta)
Horário: 23h
Preço:
- PISTA
Mulheres:
Com lista: VIP
Sem lista: R$20 entrada ou R$40 consumação
Homens:
Com lista: R$35 entrada ou R$70 consumação
Sem lista: R$45 entrada ou R$90 consumação
- CAMAROTES
Palco 10 pessoas R$3.500
Lateral 10 pessoas R$2.500
Mezanino 10 pessoas R$2.000
Mesa 4 pessoas lateral R$1.000
Mesa 4 pessoas mezanino R$800
Avulso feminino pista R$100
Avulso masculino pista R$250
Avulso feminino mezanino R$80
Avulso masculino mezanino R$200
Avulso masculino palco R$350
Capacidade: 500 pessoas
Censura: 18 anos
Informações e lista: http://www.clashclub.com.br/
Tel: (11) 3661-1500
Estacionamento: R$20

 

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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Pedro e o Capitão de Mario Benedetti

 

 

Pedro e o Capitão
de Mario Benedetti

Nos 50 anos do golpe militar, espetáculo contribui
para ampliar a discussão sobre
os regimes autoritários e a prática da tortura.




Após temporada de sucesso no CCBB, a peça Pedro e o Capitão reestréia no teatro Jaraguá no dia 4 de fevereiro, para uma curta temporada, com sessões de terça a quinta-feira, até o dia 24 de abril. A direção é de Marcos Loureiro, com Kiko Vianello e Gustavo Merighi, que entra para o elenco no lugar do ator Fernando Belo, que interpretou Pedro na primeira temporada. 

Pedro e o Capitão reproduz as sessões de interrogatório de um preso político (Pedro) por um oficial da inteligência militar (O Capitão).   Em que pese a situação extremada na qual os personagens se encontram, a peça não é construída como confronto entre um monstro e um santo, mas entre dois homens de carne e osso, que compartilham zonas de vulnerabilidade e de resistência.

O diálogo entre Pedro e o Capitão postula, por meio de um vasto arco de emoções, o que resulta, em nossa condição de mortais, das escolhas de cada um –pessoais e intransferíveis. A violência é retratada de forma indireta – em nenhum momento a tortura física é mostrada, mas Pedro, de uma sessão para outra, aparece cada vez mais machucado.

No ano em que se completa 50 anos do golpe militar que implantou a ditadura no país, o espetáculo contribui para ampliar a discussão sobre os regimes autoritários e a prática da tortura. Após o golpe de 64, o povo brasileiro viveu a violação dos direitos e a censura, além de conviver com perseguições políticas e torturas, que muitas vezes resultaram no desaparecimento e morte dos presos.

A peça Pedro e o Capitão foi escrita em 1979 pelo uruguaio Mario Benedetti,  que a resume como  “uma indagação dramática sobre a psique de um torturador”,   onde se cruzam a coragem e a covardia, a capacidade de sacrifício, a moral, o ânimo e a sensibilidade face ao sofrimento,  na complexa teia de razões que embasam o comportamento humano. A montagem,   deste consagrado escritor latino-americano, é inédita no país.

Pedro e Capitão
Reestréia dia 4 de fevereiro, às 21h
Temporada: de 4 de fevereiro a 24 de abril, terças, quartas e quintas-feiras, às 21h. (A peça será apresentada normalmente nos dias 4 e 5 de março, feriado de carnaval.)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 70 min.
Gênero: Drama
Capacidade: 271 lugares
Preço: R$ 20,00 / R$ 10,00 meia
Pela Internet: www.ingressorapido.com.br – tel: 4003.1212
Horários da Bilheteria:
terça a quinta: 14h às 19h
sexta: 14h às 21:30h
sábado: 14h às 21h
domingo: 14h às 19h
(Horário sujeito à alteração conforme a programação do Teatro)
Informações:
(11) 3255.4380 | 2802.7075
Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 - Bela Vista
(acesso para portadores de necessidades especiais)


PEDRO E O CAPITÃO
FICHA TÉCNICA
Texto                                                           Mario Benedetti
Direção                                            Marcos Loureiro
Tradução                                         Marcos Rivera
Elenco                                              Gustavo Merighi
Kiko Vianello
Figurino                                           Cassio Brasil
Cenário                                            Omar Salomão
Iluminação                                      Fran Barros
Trilha Sonora                                 Dr. Morris
Programação Visual                    Marcelo Cordeiro
Fotos                                                Alexandre Catan
Assessoria de Imprensa             Flavia Fusco
Assistente de Direção                 Regis Trovão
Produção Executiva                    Daniel Palmeira
Coordenação Financeira             Cleo Chaves
Direção de Produção                   Carlos Mamberti
Idealização                                      Fernanda Couto
Produtora Associada                   VGI
Realização                                       CD4 Produções e Ananda Produções

 

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Augôsto Augusta Cultural

 

 

Augôsto Augusta Cultural
 Galeria, livraria e núcleo de reflexão sobre arte e cultura


Estão abertas as inscrições para os
Cursos da Augôsto Augusta Cultural,
um espaço para pensar, discutir, aprender,
entender e viver a arte e suas manifestações.

Os cursos são semestrais, com duração de 4 meses
e módulos breves, sempre ministrados
por pensadores com profundo conhecimento
do campo da filosofia e das artes.




Entre eles estão Irineu Franco Perpetuo,
que ministrará curso sobre a História da Sinfonia,
Adma Muhana, que falará sobre Literatura, 
Evandro Castro Jardim,
que ministrará Curso Prático e Reflexivo sobre o Desenho,
e Sérgio Casoy, que trará  visão panorâmica do Universo da Ópera,
numa linguagem acessível e agradável.
Entre as peças estudadas estarão
AIDA,  de Giuseppe Verdi e
MADAME BUTTERFLY, de Giacomo Puccini.

As aulas são semanais, com duração de 2 horas cada.
Preço R$ 380,00 por curso.

A Augôsto Augusta fica na  Rua Augusta, 2161, São Paulo,
e as inscrições podem ser feitas pelo telefone
(11) 3082 1830.



Tabela Completa dos Cursos


CURSOS
HORÁRIOS
PROFESSOR
2ª Feira
Introdução a Aristóteles: conceitos e categorias centrais
10h30 às 12h30
Maurício Marsola
Prática e reflexão sobre o Desenho
16h00 às 18h00
Evandro Carlos Jardim
3ª Feira
Literatura
10h30 às 12h30
João Adolfo Hansen
Entendendo a Ópera
14h30 às 16h30
Sérgio Casoy
Momentos da Arte do Séc. XVIII
17h00 às 19h00
Luciano Migliaccio
4ª Feira
Literatura
10h30 às 12h30
Adma Muhana
Surrealismo ou O Mundo Onírico no Cinema
14h30 às 16h30
Martinho Junior
Da Doutrinação nas Artes à Estatização Academizada
17h00 às 19h00
Leon Kossovitch
5ª Feira
História da Sinfonia
14h30 às 16h30
Irineu Franco Perpetuo
6ª Feira
Cícero, Sêneca e Marco Aurélio: O Estoicismo e os Textos
10h30 às 12h30
Angélica Chiapetta

Augôsto Augusta: uma experiência cultural
Tradição de modernidade em plena rua Augusta, a Augôsto Augusta mantém viva a proposta então revolucionária do ano em que foi inaugurada: ser um espaço aberto para quem ama (e quer saber mais sobre) arte. Livraria, galeria informal e núcleo de reflexão sobre arte e cultura, a loja aberta em 1968 por Regina Berjuhy e Lucia Bertizlian reúne uma coleção referencial de livros sobre artistas, fotografia, design, moda e arquitetura, um acervo precioso de gravuras e telas de grandes nomes brasileiros dos anos 60 e 70 e CDs selecionados para os apreciadores das manifestações mais incomuns da música e do cinema.
Há quase dez anos, a Augôsto Augusta Cultural, localizada no mesmo espaço, complementa essa experiência cultural com uma agenda semestral de cursos de arte, música, teatro, cinema, literatura, filosofia e desenho conduzidos por autoridades na área, como Jorge Coli, professor titular em História da Arte e da Cultura da Unicamp, e a filósofa Olgária Mattos. No mesmo espírito, a livraria organiza roteiros anuais de apreciação de obras de arte em cidades como Florença, Veneza, Verona, Roma, Berlim e Praga, sempre monitorados por seus professores.
A exemplo dos artistas que se reuniam lá nos primeiros anos, como Geraldo de Barros, Aldemir Martins, Maria Bonomi e Fernando Lemos, a Augôsto Augusta é há mais de 40 anos um pólo de atração para quem tem prazer em viver a cultura de perto. Venha conhecer esse oásis dedicado à reflexão e à fruição da arte nos Jardins. Ele está aberto para você.

 

publicado por o editor às 03:45
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