Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

VISIONÁRIOS


VISIONÁRIOS

A produção audiovisual na América Latina

Realização conjunta com o Instituto Itaú Cultural

Local: Cinemateca de Curitiba

Rua Carlos Cavalcanti, 1.174

De 2 a 10 de março de 2009

Entrada franca

Classificação 14 anos para todos os filmes

Filmes com legendas em português
 

Visionários reúne obras audiovisuais de artistas latino-americanos, compondo um panorama da produção contemporânea nestes meios. A seleção dos 73 trabalhos foi realizada a partir de uma divisão que fracionou a América Latina em quatro regiões de referência:

- Curadoria de Jorge La Ferla: Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai - composta por dois programas com 60 minutos de duração cada.

- Curadoria de Elias Levin: México e países da América Central e Caribe - composta por dois programas com 60 minutos de duração cada.

- Curadoria de Marta Velez: Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Cuba - composta por dois programas com 60 minutos de duração cada.

- Curadoria de Roberto Moreira dos S. Cruz: Brasil - composta por um programa com 60 minutos de duração.

A mostra apresenta ainda uma seleção antológica de filmes que são referência no contexto da produção experimental da América Latina, entre os anos de 1958 e 1992. Esta curadoria ficou a cargo de Arlindo Machado e é composta por dois programas com 60 minutos de duração cada.
 

ANTOLOGIA HISTÓRICA

Brasil

Seleção 1 Curadoria de Arlindo Machado
 

Dia 02, às 20h:

Programa I: PARADIGMAS DO EXPERIMENTAL

Seleção de vídeos e filmes que buscam alternativas diferenciadas em termos de temáticas e estilos e que são em geral realizados em bitolas e formatos não estandardizados, escapando dessa forma às regras e estereótipos do mercado internacional de audiovisual.

O Pátio (35 mm) – Brasil, 1958 – 12’43

Glauber Rocha

Num terraço de azulejos em forma de xadrez, em Salvador, um rapaz e uma moça evoluem lentamente: se tocam, rolam pelo chão, se distanciam e se olham. Os planos das mãos e dos rostos são intercalados com planos da vegetação tropical e do mar. Filme quase abstrato, rigorosamente encenado e com fortes referências do construtivismo e da arte concreta, além de dialogar com a pedra inaugural do cinema experimental latino-americano: Limite (1930), de Mário Peixoto.

Cosmorama (35 mm) – Cuba, 1964 – 4’32”

Enrique Pineda Barnet

O filme de Barnet é baseado na obra Cosmorama de Sandú Darié, artista romeno que introduziu a arte abstrata e cinética em Cuba. Trata-se de um “poema espacial”, como diz o subtítulo do filme, com formas e estruturas em movimento, com luzes e cores que produzem imagens plásticas em constante desenvolvimento. A trilha sonora de alta complexidade é resultado da mixagem de 13 diferentes pistas de som. Embora realizado em 35 mm, é considerado o precursor da vídeo-arte em Cuba.

Que en Pez Descanse (vídeo Umatic) – Venezuela, 1986 – 16’22

Nela Ochoa

As vivências de uma mulher cuja infância esteve rodeada de gestos e ritos religiosos, na quais se misturam tradições e crenças de origem popular, como aquela que ditava: “todo aquele que se banhar na Sexta-Feira Santa se transformará em peixe (pez, em espanhol)”. Vídeo poderoso visualmente, com uma mise-en-scène ritualística e alguns toques buñuelianos, concebido por uma pioneira da vídeo-arte na Venezuela.

Espectador (vídeo Umatic) – Cuba, 1989 – 6’52

    Enrique Álvarez

Considerado o primeiro exemplo de vídeo-arte cubana, este trabalho lida com a ambigüidade da condição do espectador de televisão, de um lado autoconsciente de sua própria exterioridade com relação ao mundo televisivo e, de outro, prisioneiro da pequena tela, em decorrência dos mecanismos de projeção e identificação com que trabalha a mídia.

    Ofrenda (super-8) – Argentina, 1978 – 4’21”

    Claudio Caldini

Uma espécie de dança das flores, cintilante e multicromática, com resultados visuais quase abstratos. Uma bela aula de edição e de sincronização imagem-som, orquestrada pelo mestre do cinema experimental na Argentina.

00:05:23:27 (vídeo Hi-8) – Colômbia, 1997) – 4’47’’

Gilles Charalambos

O vídeo utiliza uma frequencia de edição com transformações a cada cinco quadros, a uma velocidade de seis intermitências por segundo, o que produz fases de ondas cerebrais em ritmo teta. Este último se parece muito ao ritmo alfa, mas de uma forma mais lenta: sua frequencia é de quatro a sete hertz e aparece em sensações de prazer e de dor, assim como nos sonhos e estados de agressividade. Pode-se também dizer que é um ritmo emocional.

Adán y Eva en el Paraiso de Judith Gutiérrez (16 mm) – Equador, 1982 – 6’30”

Paco Cuesta

Um passeio pela obra da destacada pintora equatoriana Judith Gutiérrez, em que as figuras e paisagens do paraíso perdido ganham vida através do extraordinário trabalho de animação e da complexa sincronização sonora. O filme havia sido perdido e só recentemente se encontrou uma cópia em avançado estado de deterioração. Infelizmente, as fortes cores da pintura de Gutierrez se perderam com o tempo e hoje o filme só pode ser visto em preto e branco.

Amina Mar (super-8 transferido manualmente a 16 mm) – Equador, 1990 – 2’40’’

Miguel Alvear

A base do filme é um material gravado há muitos anos – em super-8 e sem som – da filha do realizador, visitando pela primeira vez o mar. A película foi editada caseiramente com uma máquina de visualização e fita adesiva e, algum tempo depois, transferida para 16 mm através de uma optical printer, explorando o desgaste e os detritos produzidos sobre a emulsão pelo passar dos anos. Finalmente, mais algum tempo depois, ela foi transferida para vídeo e a ela o realizador acrescentou uma trilha sonora com o primeiro Arabesque, de Claude Debussy. Pura epifania.




 

Dia 03, às 20h:

AO SUL DO CONE SUL

Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai

Seleção 1 Curadoria de Jorge La Ferla

Programa I: RELATOS NA FRONTEIRA

Oito olhares sobre as relações entre o vídeo e os meios audiovisuais para realizar possíveis relatos de um contexto público ou privado. Com base nas histórias mínimas dos protagonistas, diversas leituras de travessias por um presente atemporal e a um passado remetem-nos a crônicas memoráveis.

Hamaca Paraguaya

Paz Encina

Paraguai, 2000, 08’15’’, vídeo

Gravados em plano geral e com câmera lenta, um pai e uma mãe esperam notícias do filho que foi para a guerra. É um vídeo importantíssimo na história do audiovisual do Paraguai. Trata-se da única obra desta mostra que recorre exclusivamente a um idioma nativo, o guarani.

Una Forma Estúpida de Decir Adiós
Paulo Pécora

Argentina, 2003-2004, 5’40’’, preto-e-branco, 16 mm ampliado para 35 mm

Na estranha espiral de suas recordações, um homem descobre os vestígios esquecidos de uma antiga relação. Retrocesso melancólico ou ponto de partida para uma nova percepção sentimental? Trabalho notável de hibridação criativa entre o cinema e a fotografia, única maneira de reconstruir um amor já terminado.

Preemptive Disappearance

Francisca Benítez

Chile, 2003, 11’45’’

O angustiante relato em off da história de um desaparecimento é reforçado pelo clima sufocante criado com base nas imagens fixas e nos quadros fixos e quase vazios.

One Year Later

Sebastián Díaz Morales, Jo Ractliffe

Argentina, 2001, 11’, vídeo

One Year Later acompanha o percurso de um homem por Joanesburgo. Numa sequencia de imagens capturadas dentro da cidade e nos despejos de minas circundantes, ao longo das estradas que levam aos subúrbios e shoppings do norte, a narrativa é desenvolvida por meio do diálogo interno do personagem principal, à medida que ele atravessa a cidade, e das interjeições do construtor do filme.

Dos Vezes Adiós

Nicolás Grum

Chile, 2007, 3’53’’, DVCam

Às vezes a realidade imita a ficção. Um casal discute numa rua da cidade enquanto a situação ocorre paralelamente a uma das cenas de ...E o Vento Levou, o que gera cruzamentos e coincidências entre ambas as sequencias. Recontextualização do filme ...E o Vento Levou em tela partida, junto com a recriação dos gestos dos atores e do que o cinema tem de mítico num cenário cotidiano.

No Smoking

Andrea Goic

Chile, 2006, 2’10’’, preto-e-branco, vídeo

As pombas da praça central (Plaza de Armas) de Santiago do Chile debandam assustadas ao ouvir disparos. Sua fuga libera a tela, deixando ver uma brutal sequencia de documentário filmada por um correspondente argentino em 1973, meses antes do golpe militar no Chile. O jornalista dirige a câmera para um grupo de soldados chilenos que cercam o palácio do governo, La Moneda, e um deles lhe aponta a arma; num perfeito contraplano e sem palavras, dispara fatalmente contra ele.

11 de Septiembre

Claudia Aravena Abughosh

Chile, 2002, 6’’, vídeo

Onze de setembro de 1973, golpe militar no Chile. O vídeo explora a intertextualidade da memória, ao mesmo tempo em que faz uma crítica implícita à mídia de massa e sua representação da violência. O lugar onde o vídeo se instala é a fissura entre esses dois aspectos, a tensão entre a memória presente e o passado histórico. Uma possível identificação entre os desastres chileno e norte-americano, ocorridos na mesma data.

Undocumented

Edgar Endress

Chile, 2005, 10’, vídeo

Undocumented é a história de um indivíduo que atravessa ilegalmente a fronteira entre o Peru e o Chile. Esse homem foi baleado e morto por um soldado chileno enquanto caminhava perto do marco número 1 no deserto de Atacama. Esse incidente traz à baila novamente a tensão histórica entre Chile e Peru. Além disso, retrata uma tendência contemporânea nessa parte da região, um fluxo crescente de imigrantes do Peru para o Chile.

 

Dia 04, às 20h:

DE 0 A 4000 METROS ACIMA DO NÍVEL DO MAR. UM OLHAR VERTICAL

Países Andinos e Cuba

Seleção 1 Curadoria de Marta Lucía Vélez
 

Programa I: ESTADOS ALTERADOS
 

Estados Alterados refere-se a pronunciamentos provenientes de territórios e culturas dessemelhantes, que vão das cálidas comarcas caribenhas às luminosas terras-pátrias do altiplano andino. São obras cujo valor é potencializado pelo lugar onde foram concebidas, ou seja, obras que dão conta do contexto em que se origina o pronunciamento, seja ele de ordem política, social ou histórica.

TV Documental

Alexander Apóstol

Venezuela, 2005, 2´, vídeo

Caracas e seu grande crescimento geraram importantes correntes migratórias de habitantes pobres vindos do interior do país. Eles se estabelecem em favelas (chabolas) construídas nos morros que rodeiam o estreito vale onde a cidade está assentada. Um grupo familiar numa dessas favelas assiste pela televisão a um documentário histórico feito nos anos 1950 que descreve o nascimento de um novo país e de uma nova sociedade na Venezuela.

Arriba de la Bola

Felipe Dulzaides

Cuba, 2000, 2’32’’, vídeo

“La Bola” é uma canção da década de 1990, do cantor cubano Manuel González Hernández, mais conhecido como “O Médico da Salsa”. Nessa canção, o autor descreve como, para sobreviver, é preciso ter uma atitude pragmática diante da vida e estar atento a tudo, como num jogo. Nessa época, Dulzaides não estava em Havana. Uma noite, em seu estúdio em São Francisco, Califórnia, começou a repetir diante da câmera um fragmento dessa canção que diz: “arriba de la bola, arriba de la bola”.

Los Rebeldes del Sur

Wilson Díaz

Colômbia, 2002, 11’06’’, video

Este vídeo apresenta ao vivo os Rebeldes do Sul, projeto musical do grupo guerrilheiro colombiano Farc. Foi gravado nos Colóquios de Cultura e Emprego, na extinta Zona de Distensão, uma área de diálogo do tamanho da Suíça cedida pelo governo colombiano às Farc entre 1999 e 2002. Este documento simples e direto apresenta, sem cortes, duas composições musicais do grupo. Uma das canções é um tema característico da música vallenata (estilo de música popular colombiana). A outra é uma canção de propaganda contra o governo colombiano e outros atores do conflito armado na Colômbia.

Camal

Miguel Alvear

Equador, 2001, 13’15’’, filme 16 mm, cores e preto e branco

Bestialógico das cenas cotidianas que eram vivenciadas na praça do mercado Empresa Municipal de Rastro, também chamada de Camal, em Quito. Filme ao estilo do expressionismo alemão, que transmite, com uma impecável fotografia, as emoções e a natureza tanto dos animais sacrificados como dos matadores de centenas de vacas, porcos, cordeiros e outros animais, alimento para grande parte da população de Quito.

Porca Miseria

Maria Cristina Carbonell

Venezuela, 2006, 11’37’’, vídeo

Ficção, paródia e louca mistura de referências cinematográficas criadas a partir dos traços que a influência norte-americana de consumo, moda, imagem etc. deixam no imaginário coletivo venezuelano. Quatro personagens deslocados do ambiente. Três mulheres unidas pelo destino a um assassino em série: uma gueixa num país tropical, uma sereia que trabalha como garçonete num bar e uma mulher sem rosto, objeto do desejo.

El Síndrome de la Sospecha

Lázaro Saavedra

Cuba, 2004, 2’56’’, vídeo

Paródia sobre a vigilância, exercida por seus compatriotas, a que os cubanos estão submetidos cotidianamente. Parte importante do funcionamento do sistema social reside na estrutura da vigilância, criada para o controle de qualquer ação exercida por todos e por cada um dos ilhéus.

Horizonte sin Horizonte

Aruma (Sandra De Berduccy)

Bolívia, 2007, 4’55’’, vídeo

Nos limites do mar, barcos circulam por horizontes verticais, realidades invertidas e justapostas. Uma viagem em que o tempo se anula e perde o significado. O espaço dilui-se e encontra paralelo nas linhas verticais de um tecido aimará, utilizado para carregar, armazenar e transportar (talvez a mesma função dos barcos). A cadência do terremoto de Sipe Sipe, bolero de cavalaria que acompanhava os combatentes bolivianos à guerra do Chaco e que hoje acompanha enterros em bairros populares, evoca a memória e convida a pensar em perdas, migrações e pilhagens.

Tuyo Es el Reino

Patricia Bueno

Peru, 2007, 9’18’’, HD (alta definição)

Três mulheres, representadas por três manequins dos anos 1950 e ataviadas com casacos de pele comidos por traças, reúnem-se depois de um doloroso acontecimento. Através dos diálogos, pretende-se criar desde o princípio uma sensação ambígua. Essas três mulheres são irmãs ou são três facetas da mesma pessoa. A esquizofrenia e a divisão refletem uma sociedade “sem rostos”.

Chopin

Alfredo Román Bulacio

Bolívia, 2005, 5’, vídeo

Acompanhado pela música de Chopin, um jovem boliviano nu, ataviado com uma máscara contra gases usada na Segunda Guerra Mundial, percorre o passadiço inundado de um mercado de roupas usadas de procedência americana em Santa Cruz, Bolívia. O homem vai comprando peça por peça até sair da inundação vestido.
 

Opus

José Toirac

Cuba, 2005, 4’49’’, vídeo DVD

Opus é uma série numérica que muda conforme o texto da trilha sonora. Esta foi feita com todos os números estatísticos utilizados por Fidel Castro num único discurso: o discurso inaugural do ano letivo 2003-2004, na Praça da Revolução, em Havana, Cuba.


 

Dia 05, às 20h:
 

DUAS TENSÕES E UMA SÓ

América Central e México

Seleção 1 Curadoria de Elías Levin
 

Programa I : NO ZAPPING

Nos vídeos deste programa, é a lentidão o que prende: uma lentidão que exige do espectador um envolvimento ativo, porque o processo de visualização deixa de ser um testemunho de como as imagens sucedem-se umas às outras, transformando-se num convite para um mergulho na tela para extrair dela uma série de relações de seu ponto mais profundo.

Aria
Brooke Alfaro

Panamá, 2002, 3’20’’, vídeo

O vídeo foi filmado na área antiga da cidade, numa casa condenada e com personagens que ali moram. A câmera enfoca durante longo tempo uma parte deteriorada da casa, criando um aparente cenário, enquanto o áudio reflete essa deterioração com sons ásperos e repetitivos. O vídeo utiliza-se dos elementos-chave, a surpresa e a discordância, para produzir um impacto que depois nos leve a refletir sobre os abismos sociais que separam e excluem.

Happy 2

Ryan Oduber

Aruba, 2004, 1’20’’, vídeo, ator: Ken Wolf

Eu (nascido em Aruba, Caribe holandês), tenho passaporte holandês. No entanto, tenho sangue e rosto caribenhos/multiculturais. Morei muitos anos na Holanda, onde sou visto como estrangeiro, e, como morei por um longo tempo na Holanda, agora, em Aruba, sou visto como estrangeiro. Então, a identidade torna-se algo virtual.

Propmoción 06 (de la serie: Migrar es Siempre Cuestión de Espacio)

Walterio Iraheta

El Salvador, 2006, 6’05’’, vídeo, preto e branco

A migração contemporânea ocorre de países ou cidades menos desenvolvidos para lugares que oferecem melhores condições de trabalho e de vida. Em muitos casos, aqueles que empreendem essa longa viagem acabam encontrando a morte, num percurso que cada vez se torna mais hostil e desumano.

Kung Fu

Hugo Ochoa

Honduras, 2005, 7’50’’, vídeo, som, colorido

Kung Fu é uma obra produto da leitura ou interpretação pessoal da totalidade de expressões espontâneas (ninguém recebeu instruções de como posar) encontradas durante o processo de gravação de alcoólatras nas ruas de San José, Heredia e Tegucigalpa. Kung fu é uma caligrafia corporal de personagens da rua para o desenvolvimento de nossos reflexos sociopolíticos.
 

Ablución

Regina José Galindo

Guatemala, 2007, 4’, vídeo, performance, som, colorido, registro em vídeo: David Pérez

Um ex-membro de uma gangue remove, com água, um litro de sangue humano, previamente jogado sobre ele. A idéia desta videoperformance surge depois de ter lido uma notícia em que o membro de uma gangue é entrevistado após estuprar e decapitar uma menina de seis anos. Ele diz: “eu estava viajando (drogado) e percebi que tinha feito algo quando fui tomar banho e a água ia saindo vermelha”.

Guest – Huésped

Roberto López Flores

México, 2006, 6’48, vídeo, colorido, mudo

Guest explora o conceito de hospitalidade, com foco nesse fluxo que é o turismo. Através de uma ação mecânica (um lava-pés), tenta-se estabelecer um contato físico que equilibre o ressentimento e a vontade de uma revanche, aplicando a rendição como estratégia de resistência.

Lix Cua Rahro. Tus Tortillas Mi Amor

Sandra Monterroso

Guatemala, 2004, 12’30’’, formato original: performance, vídeo, som, colorido.

A ação dá-se num espaço privado, um cômodo onde uma mulher prepara omeletes para seu amado. Retoma o corpo como parte da natureza, já que tem sua própria sabedoria. As cenas mostram um estado obsessivo; como através dos fluidos constrói-se uma metáfora, uma possibilidade de encantamento.

Lección # 2 – Como (Des)vestirse

Priscilla Monge

San José, Costa Rica, 2001, 6’35’’, vídeo.

Segunda lição do comportamento feminino. Por meio de um recurso simples com o qual se constrói uma narrativa visual e temporalmente invertida, que joga sutilmente com a ambigüidade de uma ação (anti)exibicionista, uma mulher (des)seduz seu acompanhante, ocultando o corpo que surge como objeto do desejo.

123…678 (Un Momento Íntimo)

Abner Benaim

Panamá, 2007, 4’13’’, vídeo.

Autorretrato em vídeo fragmentado do artista aprendendo a dançar salsa. Abner Benaim, diante da câmera num canto do seu estúdio, grava um momento íntimo e transforma-o em material para compartilhar com estranhos. Um discurso sobre a intimidade nos nossos dias.

Danza de Identidad
Javier Sámano Chong/Juana Soto

México, 2002, 2’30’’, vídeo, som, colorido.

Fragmento autônomo do projeto em vídeo Taraspanglish. Um jovem dançarino de origem purépecha mantém a tradição da dança tradicional de sua localidade natal, mesmo quando a música de fundo muda. Na região indígena P´urhépecha, México, dança-se a dança tradicional dos Cúrpites, de origem pré-hispânica e que foi utilizada na colônia pelos espanhóis para a evangelização.

Se Revela, Se Devela
Elia Alba

Santo Domingo, República Dominicana, 2007, 4’03’’, vídeo

A idéia do véu como uma prática cultural envolve tanto aquilo que contém como aquilo que é o construtor do rosto. Em Se Revela/Se Devela, parte-se de um termo cunhado por Michael Taussig em seu livro Defacement, que nos desafia a entender como o mistério do véu, por trás do qual também se faz vida social, serve também para produzir e ocultar o sentido. No vídeo, o sujeito pode ser um ou nenhum.






 

Dia 06, às 16h:

Reprise dos Programas: Paradigma do Experimental e Relatos na Fronteira
 

Às 20h:

TRÓPICOS AUDIOVISUAIS

publicado por o editor às 12:32
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