Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

VISIONÁRIOS II

Brasil

Seleção única Curadoria de Roberto Moreira dos S. Cruz

Programa:


Uma seleção heterogênea da produção brasileira contemporânea. Não há uma tendência predominante e não foram feitas escolhas que optassem por um arranjo uniforme de estilos. Prevalecem características diversas, modos de ver e interpretar abrangentes, assinaturas distintas em termos estéticos e narrativos. Alguns aspectos-chave orientam esse conjunto: produção dos coletivos artísticos, performances cênicas, ênfase na tecnologia e em subjetividades poéticas.

Volta ao Mundo em Algumas Páginas

Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander

2002, 15min, super-8 e DV

Registro videográfico de uma ação realizada na Biblioteca Pública de Estocolmo em agosto de 2000, em parceria com a artista Rivane Neuenschwander. A ação consistia em, a partir de um mapa-múndi recortado em pequenos fragmentos, distribuir aleatoriamente os pedaços dentro dos livros da biblioteca. As correlações possíveis entre uma localidade qualquer do mundo e um livro (ou página de livro) são os mistérios guardados pelo destino dessas pessoas.

Várzea

Ricardo Iazzetta e Estúdio Bijari

2006, 9min25s, DV

Obra de videodança sobre territórios, fronteiras e ocupação do espaço público. Fria e esvaziada, a cidade de São Paulo vira campo de futebol, que vira várzea, que se torna palco onde se enseja um jogo. Imprimir gestos nos perímetros da vida cotidiana, expor-se ao lugar, à sua atmosfera e à sua textura. Jogar os corpos no espaço, na Várzea.

Ciranda

Ana Siqueira e Leandro HBL

2002, 11min10s, super-8 e DV

Ciranda trata dos ciclos da natureza e de como eles podem influir nos sentimentos humanos. Utilizando recursos formais variados no processo de captura das imagens e da edição, o realizador compõe de maneira poética um ensaio sobre a relação amorosa e as circunstâncias casuais de uma viagem pela paisagem tropical do Brasil.

Amor Fatti

Sara Ramo

2007, 6min20s, DV

Neste vídeo, a artista é vista no ambiente doméstico de um quintal, sentada em uma mesa na companhia de um boneco de papelão. A partir de algumas situações aparentemente bizarras e sem sentido, o que decorre da encenação constitui um delicado ensaio poético sobre o desejo e as relações amorosas.

i321

uddqem

2005, 3min04s, DV

O projeto uddqem (um dia depois que eu morrer) foi criado por Ricardo Carioba e Fábio Torres. O trabalho da dupla impressiona pela precisão dos elementos gráficos e visuais animados em composição com uma trilha sonora ruidosa e experimental. Os elementos expressivos configurados pela relação entre áudio e vídeo criam formas abstratas puramente sensoriais.

Tá como o Diabo Gosta

Re:combo

2003, 3min56s, DV

Clipe caseiro produzido pelo grupo Re:combo para o frevo Tá como o Diabo Gosta, Tá como o Diabo Quer, de autoria de Silvério Pessoa. Numa festa carnavalesca no Recife, o personagem dança e se diverte depois de beber “um pouco” de cachaça.

Man.Road.River

Marcellvs L.

2004, 9min27s, DV

A cheia de um rio, que toma parte de uma estrada e interrompe o fluxo normal de pessoas e automóveis, dá motivo a esse poema visual. Um retrato do cruzamento de vias e vidas e da força da natureza sobre a artificialidade. Um único plano, composto de uma imagem bastante indefinida, como se estivesse em baixa definição, deixando perceptível a textura em mosaico do vídeo digital.

Maria Farinha Ghost Crab

Brígida Baltar

2004, 5min11s, 16 mm e DV

Maria Farinha Ghost Crab é um filme-fábula em que a atriz Lorena da Silva personifica o caranguejo de areia, correndo à beira-mar e cavando tocas. O aspecto fugidio da sua personalidade faz com que a maria-farinha fique conhecida como caranguejo fantasma. No filme rodado na Ilha Grande, Maria Farinha usa fones de ouvido em formato de conchas, escuta sons e tem algumas visões.

Imprescindíveis

Carlos Magno Rodrigues

2003, 5min20s, DV

Um vídeo sobre a violência simbólica. Um pai (o próprio Carlos Magno) impõe seus heróis ideológicos ao filho Bruno, que reage contrariamente com suas influências audiovisuais próprias da TV e do cinema. Uma paródia aos heróis fictícios e aos atos de violência reproduzidos na mídia, representados pelo manuseio de armas e pelas indumentárias de guerrilha.


 

Dia 07, às 16h :

Reprise dos Programas: Estados Alterados e No Zapping
 

Às 20h:

ANTOLOGIA HISTÓRICA

Brasil

Seleção 2 Curadoria de Arlindo Machado
 

Programa II: PARADIGMAS DA LATINIDADE

Seleção de vídeos e filmes que buscam repensar, a partir do interior e fora do ângulo colonialista do “exotismo”, o enigma da América Latina: sua história manchada de barbarismos, suas identidades mestiças, o hibridismo de sua cultura, seus projetos de futuro.

REVOLUCION

(16 mm) – Bolívia, 1963 – 10’

Jorge Sanjinés

Utilizando apenas imagens, música e sons naturais, a primeira película do célebre diretor boliviano se baseia nas técnicas de montagem conceitual e dialética (“por conflitos”) do diretor russo-letão Serguei Eisenstein para compor um ensaio sobre a exploração e a miséria do povo boliviano e sobre as possibilidades de superação através de estratégias revolucionárias.

A Propósito de la Luz Tropikal, Homenaje a Armando Reverón (super-8) – Venezuela, 1978 – 19´35´´

Diego Risquez

Uma homenagem ao pintor venezuelano Armando Reverón, o artista que, como um antropólogo natural, buscou representar a visão do homem tropical. Reverón aparece inicialmente pintando sobre uma tela-espelho que reflete a luz tropical. Voltamos ao período branco do artista, onde nada se vê de forma distinta, todas as imagens estão “estouradas”, mas, ainda assim, pode-se distinguir vagas manchas daquilo que um dia poderiam ter sido figuras e paisagens. Radical experiência de incendiar a imagem.

Chapucerías (35 mm) – Cuba, 1987 – 11’

Enrique Colina

Em espanhol, “chapucería” é o nome que se dá a qualquer trabalho de má qualidade, servindo também para designar o embuste e a picaretagem. A pretexto de denunciar o “chapucero” como o incompetente que transforma tudo em destroços e sucata, o filme acaba funcionando como uma metáfora de um país que fracassou. Comédia inclemente, disfarçada de documentário, em que o “chapucero” aparece como um monstro dos filmes americanos de terror dos anos 1930 e 40.

Contaminado pelo próprio mal que denuncia, até mesmo o filme termina destruído pela má qualidade do trabalho de seus realizadores.

Marcha por la Vida (vídeo) – Bolívia, 1986/99 – 7’35”

Gastón Ugalde

Trabalho em progresso, que já rendeu diversas versões e diversas associações a instalações. A obra está relacionada com a vida do homem andino e à problemática social da Bolívia. Ugalde associa os tecidos coloridos elaborados pelos índios das diferentes etnias da região boliviana dos Andes a valores culturais e políticos. Os tecidos representam uma espécie de mídia têxtil: são formas de comunicação, de identidade e de manifestação política. Nesta obra, Ugalde associa a tessitura das mantas bolivianas à consciência coletiva e à resistência do povo contra a miséria e a opressão.

Marca Registrada

(vídeo) – Brasil, 1975 – 10’35`` - Letícia Parente

Neste trabalho, considerado dos mais perturbadores dos primórdios do vídeo brasileiro, a artista Letícia Parente borda com agulha e linha as palavras “Made in Brasil” sobre a própria planta dos pés, apontada para a câmera num big close up. Esta obra limítrofe apontou para um caminho de radicalidade sem concessões que marcaria a primeira fase da arte do vídeo no Brasil. Ao mesmo tempo, ela consolida o dispositivo mais básico do vídeo, que é o confronto da câmera com o corpo da artista.
 

    Reconstruyen Crimen de la Modelo (vídeo) – Argentina, 1990 – 7’35´´

    Andrés di Tella e Fabián Hofman

O vídeo parte de uma notícia de fait divers: uma modelo famosa foi assassinada e o suposto criminoso preso pela polícia. O Nuevodiario, telejornal do Canal Nueve portenho, grava a reconstituição e a edita com requintes de dramaticidade, acompanhada de música dramática, como se o fato, a reconstituição e o informe televisivo coincidissem. Por fim, os dois realizadores gravam o programa em suas casas e depois o reeditam em câmera lenta e com distorção sonora, desconstruindo a versão televisiva da versão policial. Uma imensa acumulação de simulacros marca esse vídeo antológico, que gerou profundos debates sobre a natureza da verdade e o papel das mídias na construção da realidade.







 

Dia 08, às 16h:

Reprise dos programas: Trópicos Audiovisuais e Paradigmas da Latinidade
 

Às 20h:

AO SUL DO CONE SUL

Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai

Seleção 2 Curadoria de Jorge La Ferla

Programa II: MÁQUINAS E IMAGINÁRIOS

Os jogos da criação, em propostas formais radicais que nos remetem a uma visão do mundo através de temáticas políticas e diários íntimos. Uma trama de visões em que o campo pessoal é associado a diversas leituras do ambiente, externo e interno, como auto-referência dos autores e dos meios tecnológicos audiovisuais que utilizam.

La Progresión de las Catástrofes

Gustavo Galuppo

Argentina, 2004, 8’55’’

Reflexão sobre o cinema e sua mitologia com base em imagens de arquivo combinadas com filmes hollywoodianos.

Catastrophes Libertad

Héctor Solari

Uruguai, 2004, 5’45’’, vídeo

Passeio por uma paisagem fotográfica que, a partir de uma imagem a princípio puramente tátil, transforma-se aos poucos no registro de uma catástrofe televisionada. O nome remete à prisão homônima de Libertad [Liberdade], que os militares construíram para os presos políticos uruguaios durante a ditadura (1973-1985): cruel ironia dos vencedores.

Mala Sangre (Todo sobre la Mujer Inmunda)

Silvia Cacciatori

Uruguai, 2001, 4’12’’

Leitura sarcástica do olhar católico sobre a mulher como ser imundo, a partir de citações bíblicas e da combinação de ícones religiosos femininos. Mala Sangre é uma obra de arte sacra sobre as passagens bíblicas que fazem referência à mulher quando está “naqueles dias”, “nos dias difíceis”, “nos dias inevitáveis”, quando está “doente”, “incomodada” ou simplesmente “histérica”, ou seja, quando está menstruando.

Derechito al Altar

Carolina Comas

Uruguai, 2006, 4’50’’, DVCam

Comas subverte essa ordem estereotipada da mulher moderna e apresenta, a partir dos códigos associados aos tipos de mulher, eventos que evidenciam a fragilidade dos compromissos, as marcas do desejo do outro. A diretora torna essa ordem visível e, ao subvertê-la, postula uma saída sem assumir a bandeira do feminismo clássico, reivindica a atitude de gênero e critica as exigências da sociedade e do mercado em relação aos papéis do homem e da mulher.

Una Tarde

Carlos Trilnick

Argentina, 2000, 6’

O recurso do movimento reverso e a superposição de várias imagens no mesmo quadro propõem a reflexão sobre futuros alternativos; uma trilha carregada de silêncios e sutilezas sonoras intensifica a percepção de um tempo dilatado, rarefeito e reversível a partir do vídeo.
 

Mira

Enrique Ramírez Figueroa

Chile, 2004, 8’45’’, DVCam

Saltar no vazio tem parentesco com os atos de fé. O coração salta com ele, acompanha-o no vôo incerto, porém fulgurante, de sua certeza. Ensaio audiovisual em forma de desafio perceptivo que força o espectador a tomar uma decisão entre a contemplação de uma imagem ou a leitura de um diálogo em chat.

Sans Titre (Blindfold)

Carolina Saquel

Chile, 2006, 4’22’’, Gp3 transferido para DVD

Sans Titre (Blinfold) é o resultado de uma encomenda de realização feita com telefones celulares. Constitui-se a partir de uma reflexão sobre a narração e, mais particularmente, sobre as histórias que o cinema nos propõe. A tela vazia, ainda sem imagem, momento de expectativa e de silêncio durante a chegada dos espectadores, que “esperam” o aparecimento de uma imagem que não chega. Afinal, quem conta a história?

Das Kapital

Marcello Mercado

Argentina, 2003, 17’10’’, Betacam

Trabalho realizado digitalmente. Diferentes operações matemáticas vão se desenrolando na imagem, enquanto legendas se desenrolam para reforçar as idéias decorrentes da imagem não figurativa. Alusões nos textos a diferentes autores, como Lacan e Marx. Drástica mudança de estética quando se mostram imagens de cadáveres sem nenhum tipo de prurido.

 

Dia 09, às 16h:

Reprise do Programa: Máquinas e imaginários
 

Às 20h:

DE 0 A 4000 METROS ACIMA DO NÍVEL DO MAR. UM OLHAR VERTICAL

Países Andinos e Cuba

Seleção 2 Curadoria de Marta Lucía Vélez

Programa II: DE DOMÍNIO PÚBLICO

Nesta seleção, foram incluídas obras que, sem restrição, transcendem o discurso local. Por um lado, artistas que desenvolvem escritas inquietantes e interpretativas sobre temáticas densas que têm alguma importância na sociedade atual. Por outro lado, há trabalhos de caráter mais sociológico.

Nuevas Consideraciones sobre la Imagen

José Alejandro Restrepo

Colômbia, 2007, 8’55’’, vídeo

As novas considerações sobre a imagem são, na verdade, muito antigas: vêm pelo menos do século VIII. A luta pelas imagens é parte essencial do butim do espaço teológico-político. A tecnologia da imagem sofistica-se, mas a retórica é a mesma dos debates bizantinos. Aqui temos um exemplo recente que atualiza o debate.

 


Habana Solo

Juan Carlos Alom

Cuba, 2000, 14’30’’, filme 16 mm, preto-e-branco, revelado à mão

Neste filme, revelado à mão pelo realizador, assistimos a uma sinfonia de imagens e sons pelas ruas de Havana. As imagens da lente livre da câmera de Alom, sem mais palavras do que as solitárias improvisações de alguns músicos importantes de Cuba, de variadas tendências, falam-nos da cidade que os habita e em que habitam.

White Balance (To Think Is to Forget Differences)
François Bucher

Colômbia, 2002, 32’, vídeo

Esta obra é um esforço para descobrir as geografias do poder, as fronteiras do privilégio. A obra visita esse problema sob diferentes ângulos, criando curtos-circuitos de sentido que, por sua vez, contam com o suporte de encontros audiovisuais inéditos. Imagens de várias fontes, da internet e da televisão, misturam-se a imagens feitas em Manhattan antes e depois dos atentados de 11 de setembro.

Retratos Familiares

Carlos Eduardo Monroy

Colômbia, 2003, 11’, vídeo

“A familia perfeita” é o objetivo de qualquer câmera que se disponha a fazer um retrato de familia; por isso, as mulheres procuram o melhor vestido e os homens combinam tudo com a gravata. Tudo deve estar perfeito para que, no momento de dizer “xis”, a criança não se mexa, o nó da gravata esteja reto e os penteados não se desmanchem.

Dia 10, às 16h:

Reprise do Programa: De Domínio Público

Às 20h:

DUAS TENSÕES E UMA SÓ

América Central e México

Seleção 2 Curadoria de Elías Levin


Programa II: OUTRAS CONVERGÊNCIAS

Este programa abre com a tecnologia de ponta – as telas e câmeras móveis dos celulares – e fecha com o princípio que levou ao nascimento da produção e reprodução da imagem: a câmera obscura. Ao longo da projeção convergem muitos caminhos, tal como confluíram com o passar do tempo tantos outros para o deslocamento da prática audiovisual. No entanto, a convergência mais importante não deixa de ser a que os espectadores têm de ter necessariamente com o realizador para poder compartilhar a distancia, ainda que seja de maneira desacelerada, as experiências comuns.

Anomia

Bayardo Escober (Bayardo Acosta)

Honduras, 2007, 3’52’’, vídeo, som, colorido

A individualidade numa sociedade ou grupo social pode ocasionar reações patológicas nos indivíduos, como o suicídio, o crime, a delinqüência ou a prostituição. Este vídeo relata como um sujeito sem rosto nem voz, apesar de estar acompanhado, no final, está sozinho. Trata-se da história desolada de um sujeito alienado.

Latino Plastic Cover

Fulana

El Salvador, República Dominicana, Porto Rico, México, 2000, 1’20’’, vídeo

Primeiro projeto do coletivo Fulana, LPC é um trabalho na linha dos infomerciais da televisão a cabo para promover a última panacéia que garante manter os seus móveis limpos e sem poeira, bem como resolver todos os tipos de danos sociais que atingem a comunidade latina e muito mais.

Acción Vandálica en Mi Linda Costa Rica

Alejandro Ramírez

Costa Rica, 2004, 3’30’’, vídeo

Vídeo que parte de uma reflexão sobre o grafite e o trabalho sociológico desenvolvido com o karaokê. Concretiza-se como um trabalho de vandalismo urbano, que confronta as formas de comunicação do grafite e do folclore tradicional num karaokê que altera toda a concepção idealizada do contexto Tico.

Centroamérica Now

Regina Aguilar

Honduras, 2004, 6’10’’, vídeo, som, colorido

Centroamérica Now é uma breve resenha das mortes em massa ocorridas nas prisões de Honduras em resposta à problemática do fenômeno social das gangues conhecidas como las maras no país. As maras são agora a linha de frente do narcotráfico em Honduras. A mara veio substituir o conceito e a função da família e da escola na sociedade de vários países da América Central e até mesmo dos Estados Unidos. A mara centro-americana agora existe na Europa e inclusive dentro das tropas norte-americanas no Iraque.

Voilà L’histoire

Elías Brossoise

México, 2006, 19’30’’, vídeo, super-8, idiomas: francês, árabe, espanhol, som, colorido.

Esta produção faz parte da pesquisa que estou realizando sobre os conceitos de historicidade, contexto social e “objeto-acontecimento”. Neste caso em particular, a partir de um testemunho vinculado ao tráfico de armas em Kosovo.

Documentos 1/29, 2/29, 3/29

Ernesto Salmerón

Nicarágua, 2003, 6’30’’, vídeo, material reciclado

Documento 1/29, Ernesto Salmerón, Nicarágua, 2003, 3’47”

Documento 2/29, Ernesto Salmerón, Nicarágua, 2003, 0’51”

Documento 3/29, Ernesto Salmerón, Nicarágua, 2003, 1’40”

Os 29 Documentos sobre a Pós-Pós-Pós Revideolução na Nicarágua fazem parte de um estudo em andamento sobre as relações entre a história e os indivíduos. Gira ao redor da desconstrução histórica dos processos relativos à existência e permanência (ou não) da revolução sandinista na Nicarágua. Os arquivos que o compõem são apresentados graças à colaboração direta dos protagonistas, ou graças à reprodução anônima de estritos colaboradores do Exército Videasta Latino-americano (E.V.I.L.).

Lesson 12

Bruno Varela

México, 2008, 3’30’’, vídeo, som, colorido

Políticas da linguagem, traduções simultâneas e outros sinais intermediados. O espectro eletromagnético é um território em disputa. O ruído contém uma mensagem cifrada, sua ressonância desdobra-se num mapa sem limites. Algo grande parece mover-se ao fundo da freqüência.

Juegos en el Parque

Jorge Albán

Costa Rica, 2004, 3’40’’, vídeo, colorido

A partir da simulação de um videogame realmente existente, este vídeo confronta a hibridação tecnológica, o tempo virtual e a exploração implícita da violência como forma de entretenimento, que se revela através do diálogo inocente de duas meninas que se divertem ao matar. Estimula-se, assim, o questionamento sobre a violência e a forma de relação com o poder.


 

Película con Muertos y Toda la Cosa
Enrique Favela

México, 2001, 7’52’’, 16 mm estenopeico, preto-e-branco

Película con Muertos y Toda la Cosa é uma visão do visceral. Visão de músculos, nervos e membranas. Visão do que resta: nada. A palavra autópsia significa ver por si mesmo, sendo usada como sinônimo de necropsia ou exame post-mortem.

 

publicado por o editor às 12:37
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