Sexta-feira, 29 de Maio de 2015

Ditaduras Militares - Brasil, Argentina, Chile e Uruguai

 

 



Ditaduras Militares - Brasil, Argentina, Chile e Uruguai


Rodrigo Patto Sá Motta (org.)



   
Coleção:
    Humanitas

Ano | Edição:
    2015 | 1ª
Páginas:
    338

Dimensão:
    22,5 x 15,5 x 2,0 cm
Peso:
    495 g


Tortura, repressão política, desaparecimentos e resistência armada são questões que logo vêm à tona quando o tema é ditadura militar. Tradicionalmente, têm sido esses os principais aspectos investigados por pesquisadores da área.
O Livro é fruto do seminário Ditaduras militares em enfoque comparado: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai que se propos inovar a abordagem, reunindo estudiosos para discutir outros temas relevantes para pensar os regimes autoritários do Cone Sul, como as políticas aplicadas pelas ditaduras que ajudam a compreender o apoio social recebido por esses regimes.
Promovido pelo grupo de pesquisa História Política – Culturas Políticas na História, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o evento  incluiu mesas-redondas sobre políticas educacionais, sociais e culturais, novos olhares sobre a repressão e resgate da memória do período. Foram reunidos alguns dos principais historiadores das ditaduras do continente, como os brasileiros Marcos Napolitano e Daniel Aarão Reis, a argentina Ludmila Catela e a francesa Maud Chirio, autora do livro A política nos quartéis, em que descreve as divisões internas do exército brasileiro durante o regime militar.
 
“O Estado que temos hoje é, em grande medida, consequência das políticas implementadas na época, o que faz da ditadura um tema atual”, salienta o professor de História da UFMG Rodrigo Patto Sá Motta, presidente da comissão organizadora do evento.

Coordenador do grupo Culturas Políticas na História, Motta lembrou que, embora o tema da ditadura esteja em voga na mídia, a maior parte da população ainda revela pouco interesse no debate. A apatia popular, por sua vez, prejudica o pleno exercício da cidadania, que passa pelo exame desse capítulo turbulento da história do país. “Para que tenhamos uma democracia consolidada, é importante que as pessoas se apropriem do passado recente, discutindo e se posicionando em relação aos fatos”, salientou.
 
Apoio oscilante
O apoio popular ao regime instaurado pelos militares no Brasil sofreu oscilações ao longo do tempo. O momento da deflagração do golpe, em 1964, seguido pelo governo do general Castello Branco, é considerado a fase de maior aceitação. “Nessa época, a grande imprensa desempenhou papel de destaque por difundir uma imagem positiva do novo regime, veiculando a ideia de que o governo do então presidente João Goulart era perigoso e precisava cair”, aponta Rodrigo Sá Motta.
 
Naquela conjuntura, a ascensão dos militares foi defendida como uma alternativa mais viável para o Brasil, principalmente entre as elites. Outra fase de grande adesão foi a do “milagre econômico”, no início dos anos 1970, já no governo Médici, quando o crescimento do emprego e da renda provocou grande euforia na população. A propaganda do governo, que se notabilizou por slogans como “Brasil: ame-o ou deixe-o”, também colaborou para o clima de otimismo, explorando a ideia de que o país caminhava rumo ao desenvolvimento.
 
Em contrapartida, houve momentos de impopularidade, como no governo Costa e Silva, no final dos anos 60, marcado por protestos de rua. “Embora o regime também tivesse apoiadores, naquele período foi a oposição que mais se destacou”, observa o historiador. Outra fase de reprovação popular foi a distensão política pós-75. De acordo com Motta, a insatisfação se expressou por meio do retorno das greves e do crescimento da votação dada à oposição reunida em torno do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
 
Semelhanças e diferenças
Em todos os regimes militares estabelecidos na segunda metade do século 20 em países do Cone Sul, o discurso político era basicamente o mesmo: defender a ordem social, a tradição, a família e a pátria; e combater o comunismo, a subversão e a esquerda revolucionária. As ditaduras também se assemelhavam em relação ao emprego da violência e de métodos autoritários. “Embora a quantidade de mortos e desaparecidos varie de forma significativa, a disposição de reprimir opositores com violência e os métodos de tortura utilizados eram parecidos”, avalia o professor.
Já as políticas econômicas diferiam de país para país. No Brasil, estabeleceu-se uma política desenvolvimentista, confirmando a tradição que vinha desde a era Vargas de controle do Estado sobre setores como transportes, energia e indústria de bens de capital, para fomentar o investimento em áreas-chave de infraestrutura. “Por aqui, os militares mantiveram o modelo econômico anterior”, ressaltou o pesquisador.
 
O Chile e a Argentina seguiram caminhos diferentes. Na década de 1970, sob o governo do general Augusto Pinochet, o Chile se tornou o primeiro país neoliberal do mundo, diminuindo a presença do Estado na economia e recebendo grande fluxo de capital externo. Áreas como educação superior e previdência social foram privatizadas. “A ditadura militar alterou a estrutura econômica daquele país, transformando-o no que ele é hoje: um exportador de produtos alimentícios, com forte inserção no mercado internacional e diminuição de taxas alfandegárias”, analisa o historiador.
 
Já o modelo argentino, segundo ele, foi uma forma intermediária entre liberalismo e desenvolvimentismo. “Houve reformas liberais e maior entrada de produtos estrangeiros, mas, ao mesmo tempo, áreas estratégicas da economia foram mantidas sob controle estatal”, conclui Motta.
 
 
O LIVRO

Os autores desta coletânea são pesquisadores brasileiros, argentinos, chilenos e uruguaios, especialistas na história das ditaduras recentes. Os textos contemplam temas consolidados na pesquisa acadêmica e, também, novas linhas de investigação, em combinação muito fértil. O leitor encontrará nestas páginas estudos sobre aspectos essenciais do tema: as disputas no campo da memória, as políticas sociais, culturais e educacionais das ditaduras, os embates no campo artístico-cultural e o funcionamento dos aparatos repressivos.
 
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Léxico da História dos conceitos políticos do Brasil  

 

 

 

Léxico da História dos conceitos políticos do Brasil

João Feres Júnior (org.)



Coleção:Humanitas
Ano | Edição:2014 | 2ªPáginas:481
Dimensão:22,5 x 2,5 x 15,5 cmPeso:1558 g

 



Este livro, em sua segunda edição, é produto do trabalho da equipe de pesquisa do projeto Iberconceptos. A obra reúne os dez verbetes, cada um deles dedicado a um conceito fundamental da sociedade e da política dos séculos 18 e 19 no Brasil. Ao unir profundidade analítica e abrangência de fontes, cumpre o papel de obra de referência obrigatória para todo pesquisador interessado no estudo de conceitos políticos e sociais do Brasil.



Com apoio da Ford Foundation | Crip – Centro de Referência do Interesse Público e inserido dentro do projeto mais amplo de estudo da história conceitual do mundo ibero-americano, denominado Iberconceptos.  Esta elaboração foi implementada por equipes de pesquisadores de nove países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal e Venezuela), e que agora em sua segunda fase foi expandida para doze equipes estudando dez outros conceitos. Os conceitos selecionados para a primeira fase do projeto são: América/americanos, cidadão, constituição, federal/federalismo, história, liberal/liberalismo, nação, opinião pública, povo, e república/republicanos. . A presente obra representa um primeiro esforço coletivo de produção de um léxico de conceitos políticos e sociais do Brasil no período de 1750 a 1850. 
 
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

A História da Máfia

A História da Máfia

 

 

A História da Máfia

 

 

 

de Jo Durden Smith

 

PÁGINAS:  208
FORMATO:  17x24 cm
   
   
   
  UM LIVRO QUE IRÁ TE SURPREENDER .      
A História da Máfia
.       
O livro apresenta, da forma mais empolgante, os criminosos e personalidades mais influentes da quadrilha. Os crimes, planos, locais de encontro e a sua cultura e linguagem inigualáveis.

A História da Máfia apresenta os personagens obscuros por trás do mito da Máfia e rastreia a história da organização desde a sua origem no século XIX como sociedade revolucionária camponesa dedicada até a derrubada do poder francês, contando também os tempos modernos, com a conquista de partes do governo italiano e ocupando lugar de destaque em diversos acontecimentos da história dos Estados Unidos.

Também traz uma história minuciosa do papel da Máfia na Itália e nos Estados Unidos.Para quem deseja conhecer a verdade sobre o crime organizado e entender as forças violentas que o configuraram no último século, este livro é um guia indispensável.

A narrativa cativante mapeia o crescimento dessa pequena sociedade secreta insular até se tornar um gigantesco “polvo do crime”, com tentáculos que atingiam todos os níveis da sociedade ocidental: além do submundo criminoso, os escalões mais altos da política.



Sobre o autor : Jo Durden Smith - foi repórter, pesquisador, diretor-produtor da TV Granada, além de produtor executivo de Alan King & Associados, em Londres.

Para realizar um sonho, partiu para a América do Norte e assumiu a carreira de escritor, contribuindo para jornais e revistas de renome, tais como o The Village Voice, nos Estados Unidos e o Macleans, no Canadá. Escreveu vários livros, como Moscow: In the Heart of the Empire e 100 Greatest Criminals. Faleceu em 2007.             
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

1964: História do Regime Militar Brasileiro de Marcos Napolitano

 

1964: História do Regime Militar Brasileiro

de Marcos Napolitano

 





    Formato16 x 23
    Peso0.560 kg
    AcabamentoBrochura
    Páginas368





1968 - As atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em 1968, durante a passeata dos cem mil, em protesto contra a ditadura militar no Brasil, no Rio de Janeiro

 O LIVRO
Exatos cinquenta anos atrás, o Brasil mergulhou em uma ditadura que iria perdurar por mais de duas décadas. É chegado o momento de fazer um balanço histórico do regime militar. Marcos Napolitano, conhecido historiador da USP, discute neste livro sólido e bem escrito as principais questões desses “anos de chumbo”.
A ditadura durou muito graças ao apoio da sociedade civil, anestesiada pelo “milagre” econômico? Foi Geisel, com a ajuda de Golbery, o pai da abertura, ou foi a sociedade quem derrubou os militares do poder? Como era o dia a dia das pessoas durante o regime militar? Como a cultura aflorou naquele momento? O que aconteceu com a oposição e como ela se reergueu? Qual a reação da sociedade (e do governo) à tortura e ao “desaparecimento” de presos políticos?
Obra de historiador, livro obrigatório para quem quer compreender o Brasil, uma síntese brilhante.



 As intervenções militares foram recorrentes na história da república brasileira. Antes de 1964, porém, nenhuma dessas interferências resultou num governo presidido por militares. Em março de 1964, contudo, os militares assumiram o poder por meio de um golpe e governaram o país nos 21 anos seguintes, instalando um regime ditatorial.

A ditadura restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, tendo em vista que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar, porém, a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.

Antecedentes do golpe

Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar as prerrogativas presidenciais, subordinando o Poder Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.

O presidente, entretanto, continuou a não dispor de uma base de apoio parlamentar que fosse suficiente para aprovar seus projetos de reforma política e econômica. A saída encontrada por Goulart foi a de pressionar o Congresso Nacional por meio de constantes mobilizações populares, que geraram inúmeras manifestações públicas em todo o país.

Ao mesmo tempo, a situação da economia se deteriorou, provocando o acirramento dos conflitos de natureza classista. Todos esses fatores levaram, de forma conjunta, a uma enorme instabilidade institucional, que acabou por dificultar a governabilidade.

Nessa conjuntura, o governo tentou mobilizar setores das Forças Armadas, como forma de obter apoio político, mas isso colocou em risco a hierarquia entre os comandos militares e serviu como estímulo para o avanço dos militares golpistas.

Em 1964, a sociedade brasileira se polarizou. As classes médias, as elites agrárias e os industriais se voltaram contra o governo e abriram caminho para o movimento dos golpistas.


As intervenções militares foram recorrentes na história da república brasileira. Antes de 1964, porém, nenhuma dessas interferências resultou num governo presidido por militares. Em março de 1964, contudo, os militares assumiram o poder por meio de um golpe e governaram o país nos 21 anos seguintes, instalando um regime ditatorial.

A ditadura restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, tendo em vista que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar, porém, a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.

Antecedentes do golpe


Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar as prerrogativas presidenciais, subordinando o Poder Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.

O presidente, entretanto, continuou a não dispor de uma base de apoio parlamentar que fosse suficiente para aprovar seus projetos de reforma política e econômica. A saída encontrada por Goulart foi a de pressionar o Congresso Nacional por meio de constantes mobilizações populares, que geraram inúmeras manifestações públicas em todo o país.

Ao mesmo tempo, a situação da economia se deteriorou, provocando o acirramento dos conflitos de natureza classista. Todos esses fatores levaram, de forma conjunta, a uma enorme instabilidade institucional, que acabou por dificultar a governabilidade.

Nessa conjuntura, o governo tentou mobilizar setores das Forças Armadas, como forma de obter apoio político, mas isso colocou em risco a hierarquia entre os comandos militares e serviu como estímulo para o avanço dos militares golpistas.

Em 1964, a sociedade brasileira se polarizou. As classes médias, as elites agrárias e os industriais se voltaram contra o governo e abriram caminho para o movimento dos golpistas.

Multidão se reúne em frente à catedral da Sé, na região central de São Paulo, durante a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março de 1964. O movimento foi uma reação do clero conservador, do empresariado e da direita, em geral, contra as reformas do então presidente João Goulart (Jango). O presidente acabou deposto no dia 31 de março no golpe militar. Leia mais Folha Imagem

Os governos militares

O marechal Humberto de Alencar Castello Branco esteve à frente do primeiro governo militar e deu início à promulgação dos Atos Institucionais. Entre as medidas mais importantes, destacam-se: suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos e criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas.

Em fins de 1966, o Congresso Nacional foi fechado, sendo imposta uma nova Constituição, que entrou em vigor em janeiro de 1967. Na economia, o governo revogou a Lei de Remessa de Lucros e a Lei de Estabilidade no Emprego, proibiu as greves e impôs severo controle dos salários. Castelo Branco planejava a transferir o governo aos civis no final de seu mandato, mas setores radicais do Exército impuseram a candidatura do marechal Costa e Silva.

O marechal enfrentou a reorganização política dos setores oposicionistas, greves e a eclosão de movimentos sociais de protesto, entre eles o movimento estudantil universitário. Também neste período os grupos e organizações políticas de esquerda organizaram guerrilhas urbanas e passaram a enfrentar a ditadura, empunhando armas, realizando sequestros e atos terroristas. O governo, então, radicalizou as medidas repressivas, com a justificativa de enfrentar os movimentos de oposição.

A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação da ditadura. O AI-5 restringiu drasticamente a cidadania, pois dotou o governo de prerrogativas legais que permitiram a ampliação da repressão policial-militar.

Suprimidos os direitos políticos, na área econômica o novo presidente flexibilizou a maioria das medidas impopulares adotadas por seu antecessor. Costa e Silva não conseguiu terminar seu mandato devido a problemas de saúde. Afastado da presidência, os militares das três armas formaram uma junta governativa de emergência, composta pelos três ministros militares: almirante , da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica.

Ao término do governo emergencial, que durou de agosto a outubro de 1969, o general Médici foi escolhido pela Junta Militar para assumir a presidência da República.

O general dispôs de um amplo aparato de repressão policial-militar e de inúmeras leis de exceção, sendo que a mais rigorosa era o AI-5. Por esse motivo, seu mandato presidencial ficou marcado como o mais repressivo do período da ditadura. Exílios, prisões, torturas e desaparecimentos de cidadãos fizeram parte do cotidiano de violência repressiva imposta à sociedade.

Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar. Com a censura, todas as formas de manifestações artísticas e culturais sofreram restrições. No final do governo Médici, as organizações de luta armada foram dizimadas.

Na área econômica, o governo colheu os frutos do chamado "milagre econômico", que representou a fase áurea de desenvolvimento do país, obtido por meio da captação de enormes recursos e de financiamentos externos. Todos esses recursos foram investidos em infra-estrutura: estradas, portos, hidrelétricas, rodovias e ferrovias expandiram-se e serviram como base de sustentação do vigoroso crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a crescer 12% ao ano e milhões de empregos foram gerados.

A curto e médio prazo, esse modelo de desenvolvimento beneficiou a economia, mas a longo prazo o país acumulou uma dívida externa cujo pagamento (somente dos juros) bloqueou a capacidade de investimento do Estado. A estabilidade política e econômica obtida no governo Médici permitiu que o próprio presidente escolhesse seu sucessor: o general Ernesto Geisel foi designado para ocupar a Presidência da República.

O governo do general coincidiu com o fim do milagre econômico. O aumento vertiginoso dos preços do petróleo, principal fonte energética do país, a recessão da economia mundial e a escassez de investimentos estrangeiros interferiram negativamente na economia interna.

Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão lenta e gradual em direção à abertura e à redemocratização.

Não obstante, militares radicais (denominados pelos historiadores como a "linha dura"), que controlavam o sistema repressivo, ofereceram resistência à política de liberalização. A ação desses militares gerou graves crises institucionais e tentativas de deposição do presidente.

Os casos mais notórios de tentativas de desestabilizar o governo ocorreram em São Paulo, quando morreram, sob tortura, o jornalista e o operário .

O conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura.

No entanto, Geisel conseguiu superar todas as tentativas de desestabilização do seu governo. O golpe final contra os militares radicais foi dado com a exoneração do ministro do Exército, general Sílvio Frota.

Ao término do mandato de Geisel, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído significativamente; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus. Geisel conseguiu impor a candidatura do general João Batista Figueiredo para a sucessão presidencial.

foi o último general presidente, encerrando o período da ditadura militar, que durou mais de duas décadas.

Figueiredo acelerou o processo de liberalização política e o grande marco foi a aprovação da Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos e concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos. A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou da justiça os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos. O pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena muda a sua denominação e passa a ser PDS; o MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

O governo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu em abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.

Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente.

No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou toda a população em defesa de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República. O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado como novo presidente da República. Tancredo derrotou o deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente.



O AUTOR

Marcos Napolitano é doutor em História Social pela USP e professor do Departamento de História da mesma universidade, onde leciona História do Brasil Independente. É autor e coautor de vários livros, entre os quais "Como usar o cinema em sala de aula", "Como usar a televisão na sala de aula", "Cultura brasileira: utopia e massificação", "História na sala de aula" e "Fontes históricas", todos publicados pela Editora Context



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Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Estradas da Vida - Eduardo Magalhães Ribeiro

 

Estradas da Vida

Terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais

Eduardo Magalhães Ribeiro


Coleção: Humanitas
2013. 348 p.

Dimensão: 22,5 X 15,5 X 1,9
Peso: 500 gramas

Este livro analisa a história do trabalho e da terra nos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri, nordeste de Minas Gerais, entre os começos do século XIX e meados do XX. Nesse período, os recursos da Mata Atlântica nortearam a trajetória de índios, aventureiros, camponeses, deserdados, agregados e fazendeiros, que deixaram para trás terras perdidas ou esgotadas e seguiram a estrada da fronteira agrícola em busca de abundância, riqueza e liberdade.Os deslocamentos de lavradores para abrir matas, a guerra aos índios e as relações entre fazendeiros e agregados fizeram parte dessa aventura, que permaneceu viva nas lembranças do aldeamento, da posse e da fazenda.





A Cimos -- Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais, e a Escola Institucional do Ministério Público -- apresentam o Projeto 10envolver a ser realizado nos 10 municípios mineiros de menores Índices de Desenvolvimento Humano (Bonito de Minas, Indaiabira, Pai Pedro, Gameleiras, Fruta de Leite no Norte de Minas; e Crisólita, Bertópolis, Novo Oriente de Minas e Setubinha no Vale do Mucuri; e Monte Formoso no Vale do Jequitinhonha) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais/Instituto de Ciências Agrárias, a Universidade Federal de Juiz de Fora, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Universidade Estadual de Montes Claros e a Fundação Universidade de Itaúna, instituições que atuam nessas regiões de Minas Gerais e detém o conhecimento e a expertise para o desenvolvimento deste projeto, cujos recursos serão administrados pela Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento -- FUNDEP.

Este vídeo foi gravado em Setubinha e Bonito de Minas, em agosto de 2012.



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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013

Estradas da Vida Estradas da Vida Terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais de Eduardo Magalhães Ribeiro

 

 

Estradas da Vida Estradas da Vida

Terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais

de Eduardo Magalhães Ribeiro


Coleção: Humanitas
2013. 348 p.
Dimensão: 22,5 X 15,5 X 1,9


Este livro analisa a história do trabalho e da terra nos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri, nordeste de Minas Gerais, entre os começos do século XIX e meados do XX. Nesse período, os recursos da Mata Atlântica nortearam a trajetória de índios, aventureiros, camponeses, deserdados, agregados e fazendeiros, que deixaram para trás terras perdidas ou esgotadas e seguiram a estrada da fronteira agrícola em busca de abundância, riqueza e liberdade.Os deslocamentos de lavradores para abrir matas, a guerra aos índios e as relações entre fazendeiros e agregados fizeram parte dessa aventura, que permaneceu viva nas lembranças do aldeamento, da posse e da fazenda. A Editora UFMG acaba de lançar o livro Estradas da vida - terra e trabalho nas fronteiras agrícolas do Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais, de autoria do professor da UFMG Eduardo Magalhães Ribeiro.
O livro analisa a história do trabalho e da terra nos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri, Nordeste de Minas Gerais, entre o começo do século XIX e meados do século XX. Nesse período, os recursos da Mata Atlântica atraíram índios, aventureiros, camponeses, deserdados, agregados e fazendeiros. Essas pessoas deixavam para trás terras perdidas ou esgotadas e seguiam a estrada da fronteira agrícola em busca de abundância, riqueza e liberdade.
Os deslocamentos de lavradores para abrir matas, a guerra aos índios e as relações entre fazendeiros e agregados fizeram parte dessa aventura, que permaneceu viva nas lembranças do aldeamento, da posse e da fazenda.
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O AUTOR
Eduardo Magalhães Ribeiro, mineiro de Teófilo Otoni, é economista pela UFMG, mestre e doutor pela Unicamp. Atualmente, é professor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, pesquisador da Fapemig e do CNPq.


Foz dos rios Jequitinhonha - Doce - São Francisco 

 

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Sexta-feira, 26 de Julho de 2013

HISTÓRIA DA ALEMANHA MODERNA de Martin Kitchen

 


HISTÓRIA DA ALEMANHA MODERNA

de Martin Kitchen


Tipo de Capa: Brochura
Edição: 1ª edição - 06/2013
Número de Páginas: 592
O LIVRO

Uma visão abrangente da história da Alemanha a partir da sua transformação de um agrupamento de estados fragmentados, em 1800, numa das nações mais poderosas da Europa em nossos dias. A narrativa começa com o impacto causado por Napoleão sobre a colcha de retalhos que era a Alemanha, descreve o desenvolvimento de uma consciência nacional dentro do contexto da mudança social e tensões entre a reforma e a reação, e culmina na análise da Alemanha depois da unificação nacional.
O AUTOR
MARTIN KITCHEN é professor emérito de História na Simon Fraser University, no Canadá. Entre os seus livros estão Nazi Germany at War (1994), The Cambridge Illustrated History of Germany (1996), The German Offensives of 1918 (2001), The Third Reich: Charisma and Community (2008) e Rommel's Desert War: Waging World War II in North Africa, 1941-1943 (2009) 
 




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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Churchill e três americanos em Londres de Lynne Olson

 

Churchill e três americanos em Londres

de Lynne Olson


Tradutor: Joubert de Oliveira Brízida
Páginas: 520
Formato: 16 cm x 23 cm

 

Você sempre pode contar com os americanos para fazer a coisa certa – depois que eles tentaram todo o resto.

 


disse Winston Churchill


Winston Leonard Spencer Churchill (nascido a 30 de Novembro de 1874 em Blenheim, Woodstock, Oxfordshire, Inglaterra - falecido a 24 de Janeiro de 1965, em Londres, Inglaterra ) foi um estadista britânico, famoso principalmente por ser o primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.

 

 


Tempos sombrios aqueles no início da década de 1940, quando a Alemanha de Hitler parecia invencível, a França tinha caído, a Inglaterra estava encurralada e os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra. Churchill e três americanos em Londres é o retrato desse momento histórico no qual civis americanos deram início à costura da complexa e decisiva aliança entre o primeiro-ministro inglês Winston Churchill e o presidente americano Franklin D. Roosevelt, até então desconfiados um do outro.

Escrito pela experiente jornalista Lynne Olson — que trabalhou durante sete anos na Associated Press, incluindo um tempo como correspondente em Moscou, e depois no Baltimore Sun como repórter de política em Washington —, o livro refaz a trajetória desses americanos e suas relações com Churchill. Mas quem eram eles e qual foi o papel de cada um?

Os mais conhecidos foram o influente jornalista Edward R. Murrow, chefe da CBS News na Europa, e W. AverellHarriman, presidente da Union Pacific Railway e administrador de um programa de ajuda ao Reino Unido. O menos conhecido, até pelos americanos, era John Gilbert Winant, o idealista embaixador dos Estados Unidos (seu antecessor fora Joseph P. Kennedy, pai do presidente John Kennedy, que fugia de Londres durante os ataques aéreos e afirmou a Roosevelt que o país sucumbiria ao poderio de Hitler). Enquanto Harriman e Winant iam e vinham com recados e ponderações entre os líderes, Murrow usava as transmissões radiofônicas da CBS para defender uma aliança multinacional contra o nazismo.

Pesquisadora incansável, Olson estabelece ainda que a política e a diplomacia entre esses homens também se misturavam com questões muito pessoais. Murrow e Harriman, por exemplo, tiveram um caso, em tempos diferentes, com Pamela Churchill, nora do primeiro-ministro, enquanto Winant se envolveu com Sarah Churchill, a filha preferida dele. E quando os Estados Unidos foram atacados pelos japoneses em Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, e o país definitivamente entrou em guerra, Winant e Harriman jantavam com Churchill, e Murrow estava na Casa Branca com Roosevelt... O resto é história.


UM LANÇAMENTO

 

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Domingo, 9 de Junho de 2013

A Guerra da Independência dos Estados Unidos da América



 

A Guerra da Independência dos Estados Unidos da América


de Richard Middleton


   


Páginas: 400

O LIVRO
A Guerra da Independência dos Estados Unidos é vista, com propriedade, como um dos conflitos mais importantes do século XVIII, que continua a ter consequências no mundo de hoje. De início, o Reino Unido viu o embate como nada mais que a supressão de uma revolta de pouco vulto, instigada por homens inescrupulosos, e estava convicto de que a maior parte dos colonos permanecia leal a seu império e a seu monarca.
Mas é raro que as guerras terminem como se espera. Enquanto a Grã-Bretanha via a guerra como uma disputa que não poderia ser perdida, a maioria branca na América acreditava, do mesmo modo, na justiça de sua causa e também julgava que venceria. Por consequência, os britânicos viram-se envolvidos em um conflito que não compreendiam e para o qual tinham poucas respostas.
A entrada da França e, depois, da Espanha na guerra diminuiu ainda mais as chances da Grã-Bretanha, obrigada a dividir seus recursos entre a defesa do Canal, de Gibraltar, de Minorca, das Índias Ocidentais e do comércio com o restante do mundo. Embora Jorge III e seus ministros se apegassem com obstinação à crença de que os Patriotas americanos e seus aliados acabariam se cansando da luta, a realidade era que os britânicos não tinham recursos para sustentar uma guerra em dois continentes. Após anos de batalhas inconclusivas, o golpe final foi finalmente desferido pela França em Yorktown, no outono de 1781, o que possibilitou a formação da nova nação mais significativa do mundo moderno.
Aqui, Richard Middleton oferece um relato perspicaz, abrangente e envolvente desse complexo conflito. Sob uma ótica mais ampla, ele revela a natureza frágil da causa Patriota norte-americana e analisa a importância crucial de França e Espanha para a consecução pela independência norte-americana. Ideal para estudantes de história norte-americana, estudos de guerra e paz, relações internacionais e políticas do século XVIII, este livro proporcionará conhecimento e compreensão para qualquer pessoa que tenha interesse geral na orientação, condução e resultados estratégicos da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

O AUTOR

Richard Middleton
foi conferencista e professor assistente de História Americana na Queen’s University, em Belfast, por muitos anos. Entre suas várias publicações estão The Bells of Victory: The Pitt-Newcastle Ministry and the Conduct of the Seven Years’ War, 1757-1762 (Cambridge University Press, 1985 e 2002), Colonial America: A History to 1763 (Blackwell, 1992, 1996, 2002 (e 2011, com Anne Lombard)) e Pontiac’s War: Its Causes, Course and Consequences (Routledge, 2007). Atualmente, é escritor e estudioso independente.
Eis alguns depoimentos a respeito desta obra de Middleton:
“Esta é uma avaliação fidedigna e atualizada das guinadas e reviravoltas de situações de guerra e diplomacia, por meio das quais as antigas 13 colônias britânicas conquistaram sua independência. Essa história complexa é narrada com clareza exemplar e as análises ponderadas serão dignas de profundo respeito.” (Peter Marshall, professor emérito de História, King’s College London)
“O relato que Middleton faz da Revolução Norte-Americana não apenas coloca a rebelião em um amplo contexto atlântico como também nos faz lembrar que ‘estratégia militar’ naquela época era, em grande medida, produto da ignorância e da incompetência.” (T.H. Breen, professor de História Norte-Americana, Northwestern University)
“Esta síntese recente oferece uma narrativa clara e uma avaliação inteligente de uma luta aparentemente interminável entre forças britânicas e americanas bastante díspares, ambas prejudicadas por recursos inadequados, estratégias insatisfatórias e lideranças falhas. Middleton argumenta, de forma convincente, que esse exaustivo conflito foi enfim encerrado tão somente com uma dramática, ainda que largamente subestimada, intervenção naval da França em Yorktown.” (Ian K. Steele, professor emérito de História, University of Western Ontario)







LANÇAMENTO da



 

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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

HISTÓRIA DA GUERRA CIVIL AMERICANA de John D. Wright

 

E de repente, não mais que de repente, A Guerra Civil Americana Invade as mídias, suscita debates, e desenterra controvérsias. Tudo por conta de Lincoln, um Steven Spielberg Movie, que quer tudo, menos polemizar.


A Guerra Civil americana foi um períodos mais sanguinários (depois da quase extinção das tribos nativas americanas) e mais discutidos na história dos Estados Unidos. A escravidão pode ser vista ou nãoo como causa dessa guerra. E como John D. Wright mesmo fiz , dependendo da perspectiva adotada, pode-se defender um ou outro argumento. O certo é que Lincoln saiu dessa conhecido como "o Grande Libertador".

HISTÓRIA DA GUERRA CIVIL AMERICANA
de John D. Wright


PÁGINAS:      224
FORMATO:      21 x 28 cm



O LIVRO

HISTÓRIA DA GUERRA CIVIL AMERICANAA cronologia da Guerra Civil que definiu a formação política e social dos Estados Unidos  

Este livro traz as mais importantes batalhas, os principais conflitos, os mais importantes eventos e a descrição histórica abrangente de um dos períodos mais sanguinários e contravertidos da América do Norte. Ricamente ilustrado com fotos de personagens que vivenciaram e fizeram à história.

A Guerra Civil Americana é um dos momentos históricos mais importantes na formação econômica e social de todo mundo, notadamente nas Américas e Europa, nos últimos três séculos.
Este livro descreve toda a evolução do conflito, através de um texto objetivo e claro, em seqüência cronológica, que facilitará ao leitor a perfeita compreensão, dos envolvimentos e das conseqüências que a Guerra Civil promoveu e provocou.

O texto é ricamente ilustrado, mostrando personagens importantes e marcantes, em fotos inéditas e exclusivas de época.

A Guerra Civil Americana trouxe reflexos importantes a política, econômica e histórica brasileira.Um texto a ser apreciado por leitores que apreciam o prazer da história e dos conflitos da Guerra.




O AUTOR
JOHN D. WRIGHT é Doutor em comunicação pela Universidade do Texas e lecionou em três universidades norte-americanas. Foi repórter da revista Time e escreveu extensivamente para a People e a Reader’s. Escreveu dois livros anteriores sobre a Guerra Civil: The Language of the Civil War (2001) e o Oxford Dictionary of Civil War Quotations (2006). Contribuiu para vários outros livros, incluindo o Oxford Dictionary of National Biography, o Oxford Dictionary of British and American Culture e o Collins Dictionary of the English Language. Digest.





UM FILME
Lincoln Official Trailer #1 (2012) Steven Spielberg Movie 






O OUTRO LADO


Entrevista com Fountain Hughes, Baltimore, Maryland, 11 de junho de 1949

Aproximadamente 4 milhões de escravos foram libertados no final da Guerra Civil Americana. As histórias de alguns milhares foram transmitidas às gerações futuras por tradição oral, diários, cartas, registros ou transcrições de entrevistas. Apenas 26 entrevistas de ex-escravos gravadas em áudio foram encontradas, 23 das quais estão nas coleções do Centro da Cultura Popular Norte-Americana da Biblioteca do Congresso. Nesta entrevista, Fountain Hughes, de 101 anos, relembra sua infância como escravo, a Guerra Civil e sua vida nos Estados Unidos como um afro-americano, da década de 1860 até a década de 1940. Sobre a escravidão, ele diz ao entrevistador: "Naquela época, ocê num passava de um cão para alguns deles. Ocê nem mesmo era tratado como eles agora tratam os cães. Mas, mesmo assim, eu não gosto de falar sobre isso. Porque isso faz, faz as pessoas se sentirem mal, sabe. Ah, eu, eu poderia dizer muita, muita coisa que não quero dizer. E não vou falar muito mais."

OUÇA http://content.wdl.org/110/service/9990a.mp3

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publicado por o editor às 15:51
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