Terça-feira, 15 de Abril de 2008

LANÇAMENTOS IMPERDÌVEIS DA CIA DAS LETRAS


A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS

(EDIÇÃO DE BOLSO)

de João do Rio


Organização

Raúl Antelo


Páginas - 256

João do Rio (1881-1921, pseudônimo de Paulo Barreto) fez da crônica jornalística uma janela através da qual contemplava as glórias e as misérias do Brasil republicano. Em A alma encantadora das ruas, reunião de textos publicados na imprensa carioca entre 1904 e 1907, ele percorre as ruas do Rio de Janeiro para reter a "cosmópolis num caleidoscópio". A cidade vivia um processo de transformação acelerada, passando de corte modorrenta a ambiciosa capital federal. Ela será o palco das perambulações de João do Rio, o dândi para quem o hábito de flanar definia um modo de ser e um estilo de vida. João do Rio saturava seus textos de reminiscências decadentistas, mas o olhar que fixava no presente era o de um observador que se abria para os tempos modernos.



VESTÍGIO
de Patricia Cornwell




Páginas - 448


Cinco anos depois de ser sumariamente afastada de seu emprego como legista-chefe da Virgínia, Kay Scarpetta volta a Richmond atendendo ao pedido de seu sucessor para um caso difícil - Gilly Paulsson, uma garota de catorze anos, foi encontrada morta em sua cama.
Ao chegar ao seu antigo quartel-general, logo percebe que deveria ter recusado o trabalho. Seu sucessor é um tipo esquivo e incompetente, seu antigo escritório está sendo demolido, e as manobras políticas tecidas ao fundo dos acontecimentos ameaçam engoli-la de vez.
Fazendo o possível para superar tudo isso, a dra. Kay Scarpetta começa a trabalhar no caso. A mãe de Gilly Paulsson pensa que a filha morreu de gripe, mas Scarpetta logo percebe que se trata de um assassinato. O único problema é que os vestígios encontrados no corpo da garota não fazem sentido.
Em meio a uma teia de fatos aparentemente desconexos, Scarpetta consegue demonstrar como um indecifrável fragmento de evidência pode abrir caminho por um cipoal de obstáculos humanos e burocráticos e encontrar o culpado de um crime aparentemente sem solução.



O SOL DO BRASIL - Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de d. João (1816-1821) de Lilia Moritz Schwarcz

Páginas - 464

Nicolas-Antoine Taunay foi um artista acadêmico, do círculo íntimo de Napoleão e Josefina, que desembarcou no Brasil em 1816, acompanhado de outros pintores como Jean-Baptiste Debret e Grandjean de Montigny. Considerado o membro mais importante do grupo, trazia na bagagem a intenção de se transformar em pintor do rei.
Nunca existiu, porém, uma "missão francesa" nos moldes como a historiografia a caracterizou: d. João jamais contratou artistas para a sua corte, muito menos artífices do antigo inimigo francês, que forçara a vinda do monarca ao Brasil. Ao contrário, foram os artistas que se autoconvidaram, com o propósito de criar aqui uma Academia, igual à que existia no México.
Como a vinda desses pintores não era oficial, a eles só restaria a agenda da corte: as exéquias de d. Maria, a coroação de d. João e o casamento de d. Pedro, para os quais construíram cenários frágeis e misturaram os trópicos com modelos da Antiguidade grega e romana.
A vida de Taunay entre nós não foi fácil. Como homem da Ilustração, ele não encontrou lugar para os escravos em suas pinturas: se a natureza era imensa, já os escravos surgiam cada vez mais diminutos, quase borrões no meio da tela. Os trópicos pareciam difíceis de representar, e Taunay sempre reclamou da luz brilhante demais da América, dos verdes "excessivos" das florestas e do céu do Rio de Janeiro, que considerava absolutamente "exagerado". Por outro lado, a tão sonhada Academia não saía do papel, e, quando finalmente foi fundada, Taunay acabou preterido na estrutura da instituição.
Fartamente ilustrado - são 103 imagens em preto-e-branco e mais dois cadernos coloridos com 45 telas que o pintor realizou na Europa e no Brasil.



D. JOÃO VI

- Um príncipe entre dois continentes

de Fernando Dores Costa
Jorge Pedreira

Páginas - 508

O percurso de d. João VI fornece o fio condutor desta história, mas este livro é muito mais do que uma biografia do monarca português. A figura do rei - sobre a qual circulam uma série de imagens estereotipadas - adquire espessura em função da análise do seu lugar (e do lugar de Portugal) no xadrez político e econômico internacional. Trata-se de combinar, com o apoio de ampla documentação, o exame dos grandes panoramas diplomáticos com o das políticas comezinhas, que articulam vida familiar e atuação política, acordos públicos e intrigas privadas.
Os nove capítulos acompanham o percurso atribulado de d. João, que assume o poder numa Europa modificada pela Revolução Francesa. O posicionamento hesitante da monarquia portuguesa entre França e Inglaterra, somado às divisões internas de grupos sociais e facções políticas dentro do país e aos problemas (pessoais e políticos) provocados por sua esposa Carlota Joaquina conferem tensão ao itinerário do monarca, numa narrativa rica em informações, capaz de interessar o especialista e o público mais amplo.



COMUNIDADES IMAGINADAS
- Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo

de Benedict Anderson


Páginas - 336

Neste livro notável, Benedict Anderson sai a campo para desfazer boa parte dos lugares-comuns a respeito do nacionalismo: longe de se confundir com o racismo ou o fascismo, longe de ser uma síndrome quase patológica, que faz má figura num mundo marcado pelas promessas da globalização, o sentimento nacional tem uma história bem precisa, rica e contraditória.
Como marxista de formação e dono de um olhar escolado na observação dos conflitos coloniais no Sudeste asiático, Anderson volta-se menos para a instituição dos estados nacionais e mais para a ascensão do sentimento nacional. Daí a noção de comunidades imaginadas - e não meramente imaginárias -, porque, mais do que simplesmente denunciar-lhe as limitações, Anderson quer examinar como o nacionalismo capta e expressa anseios, esperanças e preconceitos nascidos no calor da vida social.
Sem sombra de reducionismo, Comunidades imaginadas é ainda um livro pioneiro pelo recurso a idéias de várias disciplinas acadêmicas - da filosofia da história de Walter Benjamin à antropologia de Victor Turner, passando pela crítica literária de Erich Auerbach -, que frutificam num modelo em que o moderno sentimento nacional se vincula a fenômenos tão aparentemente díspares quanto a luta de classes, a ascensão das línguas vernáculas e do romance, o fim dos impérios coloniais e a emergência da impressão e da imprensa modernas.

Um lançamento da Cia das Letras

publicado por o editor às 14:40
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