Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

UM PACOTÃO DE LANÇAMENTOS DA CIA DAS LETRAS

RIO DAS FLORES


de Miguel Sousa Tavares

Páginas - 624
 

Com grande habilidade em casar ficção e história, Miguel Sousa Tavares, autor do aclamado Equador, faz neste seu segundo romance uma crítica a tudo o que tolhe a liberdade, seja no plano mais íntimo ou nos vastos territórios da política e da sociedade de uma maneira geral. A narrativa, que conta a história de três gerações da família Ribera Flores, se inicia em 1915 com a primeira República portuguesa e os embates com os monarquistas, percorrendo os principais acontecimentos políticos, sociais e culturais que marcaram Portugal, Espanha, Alemanha e o Brasil até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
Filhos do monarquista e grande proprietário de terras alentejano Manuel Custódio, Diogo e Pedro protagonizam pólos opostos no seio familiar, mas que são reflexo dos acontecimentos externos. O primeiro, intelectual e absolutamente contrário aos totalitarismos, quer a mudança e decide deixar a mulher, as terras do clã e o Portugal salazarista para começar vida nova ao lado de uma mulata numa fazenda no Vale do Paraíba, no Brasil, em pleno Estado Novo. Pedro, no entanto, quer assegurar a permanência de sua posição de latifundiário. "Tu podes fazer este papel porque está alguém aqui a manter as coisas", diz a Diogo. Chega a aderir à União Nacional e lutar ao lado dos franquistas na Guerra Civil Espanhola.
Por meio de uma prosa envolvente e rica em detalhes, o autor traça, através da história dos Ribera Flores - com suas tradições, histórias de amor e rupturas -, um grande painel que comporta as principais contradições e acontecimentos da primeira metade do século XX.

"Este é um livro com muita força, que se lê com avidez e prazer." - Vasco Graça Moura, Jornal de Letras, Artes e Ideias

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O CONTO DO AMOR



de Contardo Calligaris

Páginas - 136
 


O conto do amor inicia com a visita de Carlo Antonini, psicoterapeuta que vive em Nova York, ao convento de Monte Oliveto Maggiore, na Toscana. Ali ele se depara com algo inusitado: a figura do jovem são Bento, pintada em um dos afrescos nas paredes, é parecida com seu pai, que morreu doze anos antes. Isso o remete ao próprio motivo de sua ida à Itália: uma estranha conversa que ambos tiveram pouco antes de o pai morrer, quando este revelou ao filho, em tom de confissão, que em outra vida teria sido ajudante do pintor maneirista Sodoma (1477-1549), justamente o autor daquelas imagens. É o início de uma história cheia de surpresas, envolvendo um caso amoroso em meio à Segunda Guerra e seus desdobramentos da época até o presente.
Contardo Calligaris estréia no romance brincando com certos limites entre a imaginação e a vida real. A exemplo do autor, o protagonista de O conto do amor é psicanalista, atende pacientes em Nova York e teve um pai engajado na resistência antifascista italiana. "O primeiro capítulo, em seus detalhes, é total e fielmente autobiográfico", diz ele. "Nunca soube bem o que fazer com aquela estranha 'confidência' do meu pai na hora de sua morte. Claro, fui para Monte Oliveto e tudo, mas não achei nada. Nada, a não ser uma ficção. E toda ficção é, quem sabe, um pouco isto: um jeito de continuar um diálogo que ficou truncado na realidade."
Não por acaso, a trama nascida dessa inspiração tem como principal tema a busca da identidade. A jornada de Antonini em direção ao passado do pai, levada adiante em arquivos e encontros com personagens de cidades como Milão, Siena, Florença e Paris - além de Monte Oliveto Maggiore, claro -, no fundo é uma grande investigação sobre sua própria origem. Uma trajetória que mimetiza, de certa maneira, um processo psicanalítico de autodescoberta. "Na psicanálise, há um quê de 'investigação' no sentido policial-jornalístico", afirma Calligaris. "Mas o que muda no livro é que a investigação do protagonista é ação e aventura 'real'."
Ao final desse caminho por vezes tortuoso, que envolve os mistérios por trás da reprodução sem assinatura de uma imagem de Sodoma, de um atentado ao trem Roma-Mônaco nos anos 1970 e de uma noite inesquecível na Toscana narrada nos diários do pai, Antonini se surpreenderá ao perceber que suas descobertas apontam também para o futuro. E que nele ainda há lugar para paixões que podem mudar sua vida.


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 VENENO REMÉDIO


- O futebol e o Brasil

de José Miguel Wisnik


 

Para quem não sabe quem não sabe quem é paulista, Wisnik nasceu em São Vicente, São Paulo, em 1948. É professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo, além de pianista e compositor. E está sempre querendo fazer mais e mais.

Os estudos de grande abrangência sobre o futebol, ao abordar as questões políticas, sociais, econômicas e comportamentais em torno do esporte, costumam deixar de lado o essencial: o jogo em si, aquilo que faz dele uma atividade capaz de apaixonar bilhões de pessoas dos mais remotos cantos do mundo.
O futebol, tal como foi incorporado e praticamente reinventado no Brasil, tem muito a dizer, com sua linguagem não-verbal, sobre algumas de nossas forças e fraquezas mais profundas, ajudando a ver sob outra luz questões centrais da nossa formação e identidade.
Temas recorrentes na melhor ensaística brasileira, como a "democracia racial", o "homem cordial" e a deglutição antropofágica do influxo cultural estrangeiro, encontram aqui um viés inesperado e original como um corta-luz, um drible de corpo, um lançamento com efeito ou uma folha-seca - jogadas que os craques brasileiros inventaram ou desenvolveram, encontrando novos caminhos para chegar ao gol e à vitória.
Lançando mão de um sofisticado instrumental crítico que bebe na filosofia, na sociologia, na psicanálise e na crítica estética, José Miguel Wisnik desce às minúcias do jogo da bola e de sua evolução ao longo das décadas. Nas páginas deste ensaio, craques como Domingos da Guia, Pelé, Garrincha e Romário põem à prova, com sua linguagem não-verbal, idéias sobre o país de escritores como Machado de Assis, Mário e Oswald de Andrade, sociólogos como Gilberto Freyre, historiadores como Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior.
O futebol, em Veneno remédio, não é mero "reflexo" da sociedade, mas tampouco se desenvolve à margem dela. É, como mostra Wisnik, uma instância em que as linhas de força e de fuga do embate social e da construção do imaginário se apresentam de modo ao mesmo tempo claro e cifrado, como costuma acontecer com as expressões artísticas.

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AO MESMO TEMPO



de Susan Sontag
 

Já foi moda gostar de Sontag, talvez agora seja mais agradável a sua leitura.O livro é união de ensaios e discursos redigidos por Susan Sontag nos seus últimos anos de vida, Ao mesmo tempo funciona como um fecho inspirado para toda uma vida dedicada ao amor à literatura e ao ativismo político.


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O JOVEM STÁLIN



de Simon Sebag Montefiore


Páginas - 568
Um livro instigante e de acabamento primoroso, confira
 

Depois de ter revelado as minúcias do terror stalinista em Stálin: a corte do czar vermelho, Simon Sebag Montefiore mergulha agora no passado do ditador soviético e faz um relato fascinante de sua infância e juventude. Trata-se de um período sobre o qual Stálin sempre lançou cortinas de fumaça, dando informações contraditórias e enganadoras, suprimindo fatos e personagens e minimizando sua importância. As revelações extraordinárias de O jovem Stálin deixam claro por que o czar vermelho preferia esconder boa parte de seu passado pré-soviético.
Com o fim da União Soviética, emergiu um tesouro de informações sobre a vida de Stálin anterior à Revolução - os segredos de suas origens, os infortúnios e sucessos de sua infância, os eventos extraordinários e a carreira ímpar de um jovem que foi seminarista brilhante, intelectual, poeta, agitador, assaltante, pirata, incendiário, assassino e mestre da conspiração e da fuga de prisões. É com base neste material desencavado de inúmeros arquivos, especialmente da Geórgia, e em conversas com descendentes (e até mesmo testemunhas da época) que Simon Sebag Montefiore traça um retrato vívido, complexo e surpreendente dos anos de formação daquele que viria a ser Stálin.
 
"O retrato de Stálin que emerge destas paginas é mais completo, mais vivo, mais arrepiante e muito mais convincente do que todos os que o precederam." - New York Review of Books



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publicado por o editor às 22:07
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