Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

EVOLUÇÃO EM QUATRO DIMENSÕES


EVOLUÇÃO EM QUATRO DIMENSÕES
- DNA, comportamento e a história da vida
de Eva Jablonka e Marion J. Lamb

 

O francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) seria a última pessoa que alguém poderia pensar em chamar para salvar a teoria da evolução de Charles Darwin. Afinal, Lamarck acabou entrando para a história como o autor da teoria evolutiva errada, e "lamarckismo" virou sinônimo de engano para os biólogos. Isso porque sua teoria pregava a herança de caracteres adquiridos, quando Darwin mostraria corretamente que a evolução ocorre por meio da seleção natural de variações aleatórias.

Em Evolução em quatro dimensões, Eva Jablonka e Marion J. Lamb resgatam as ideias do maltratado naturalista francês. Segundo as autoras, o darwinismo hoje precisa de uma reforma, de uma nova síntese - e tal síntese passa pela incorporação do lamarckismo na teoria evolutiva. Descobertas da biologia molecular nos últimos cinquenta anos mostram que a evolução vai além da seleção de variações casuais nos genes.

As autoras identificam quatro "dimensões" na evolução - quatro sistemas de herança que desempenham um papel na evolução: a genética, a epigenética (ou transmissão de características celulares, alheia ao DNA), a comportamental e a simbólica (transmissão por meio da linguagem e de outras formas de comunicação simbólica). Em todos esses sistemas ocorre alguma herança de caracteres adquiridos, novamente uma heresia lamarckista que Jablonka e Lamb incorporam ao repertório do darwinismo, não para derrubá-lo, mas para mostrar que há muito mais variação disponível para a seleção natural do que sonha a biologia.

assista aqui uma palestra de Eva Jablonka sobre o livro



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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

UM CHAPÉU PARA VIAGEM


UM CHAPÉU PARA VIAGEM
de Zélia Gattai

Páginas
368


O LIVRO

Em Um chapéu para viagem, lançado originalmente em 1982, Zélia Gattai - sempre interessada nos vestígios da memória - relata sua longa viagem sentimental como mulher e testemunha fiel do marido célebre, Jorge Amado.

Juntos, atravessam os anos do Estado Novo e os perigos da política. Foi em plena militância, em uma reunião do Comitê pela Anistia, que Jorge viu sua futura esposa pela primeira vez. Este e outros episódios do início da relação que duraria mais de cinquenta anos são narrados por Zélia com a prosa envolvente e despretensiosa de sempre.


Neste livro, que traz um caderno com fotos da época, o mundo da política e da literatura se embaralham, assim como a nitidez dos eventos históricos e a turvação da memória pessoal. As origens familiares e as recordações da juventude de Jorge e de Zélia se misturam às ações corriqueiras do presente e aos sobrevoos da imaginação. Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Carlos Lacerda, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e outros personagens célebres se confundem com parentes distantes cheios de histórias curiosas.
Na literatura de Zélia, escrita em forma de mosaico - o que a deixa sempre aberta e arejada -, há espaço para todos. As histórias ziguezagueiam do Rio a Ilhéus, de Porto Alegre a Paris, de Montevidéu ao interior do Ceará.

A AUTORA
Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinqüenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.

Filha dos imigrantes italianos Angelina e Ernesto Gattai, é a caçula de cinco irmãos. Nasceu e morou durante toda a infância na Alameda Santos, 8, no bairro Paraíso, em São Paulo.

Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido em São Paulo, em [1942].

BIBLIOGRAFIA


* Anarquistas Graças a Deus, 1979 (memórias)
* Um Chapéu Para Viagem, 1982 (memórias)
* Pássaros Noturnos do Abaeté, 1983
* Senhora Dona do Baile, 1984 (memórias)
* Reportagem Incompleta, 1987 (memórias)
* Jardim de Inverno, 1988 (memórias)
* Pipistrelo das Mil Cores, 1989 (literatura infantil)
* O Segredo da Rua 18, 1991 (literatura infantil)
* Chão de Meninos, 1992 (memórias)
* Crônica de Uma Namorada, 1995 (romance)
* A Casa do Rio Vermelho, 1999 (memórias)
* Cittá di Roma, 2000 (memórias)
* Jonas e a Sereia, 2000 (literatura infantil)
* Códigos de Família, 2001
* Um Baiano Romântico e Sensual, 2002

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

O OUTRO O MESMO



O OUTRO O MESMO
Jorge Luis Borges

Páginas
232

LEIA EM
****

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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

A MORTE DE UM CAIXEIRO-VIAJANTE


A MORTE DE UM CAIXEIRO-VIAJANTE
E OUTRAS 4 PEÇAS
de Arthur Miller


 

Escrita em 1949, A morte de um caixeiro-viajante subverte a clássica história da queda trágica do herói para contar a história de Willy Loman, um vendedor de sessenta e poucos anos que vê sua vida familiar e profissional sucumbir à revelia de sua ilusão de grandeza. Willy crê representar o típico herói do sonho americano, por mais que o relativo fracasso de sua vida deponha em contrário. A ambígua relação de dependência com o filho Biff, no qual projeta o sucesso que ele próprio gostaria de ter alcançado, é o principal conflito da trama. Em sua estreia em 1949, a peça teve 742 apresentações e garantiu a Miller um Pulitzer e um Tony, entre outras premiações.

As bruxas de Salém é baseada em eventos verídicos que ficaram conhecidos como os Julgamentos das Bruxas de Salém. No ano de 1692, em Massachusetts, cerca de 150 pessoas foram processadas por bruxaria, resultando em várias execuções. Escrita no início dos anos 1950, a peça é uma alegoria do macarthismo, perseguição anticomunista empreendida nos EUA nesse período, e da qual o Miller foi vítima, quando o interrogaram e condenaram por não denunciar os colegas comunistas. O próprio Miller adaptou a peça para o cinema em 1996, em produção estrelada por Daniel Day-Lewis e Winona Ryder.

As outras três peças incluídas nesse volume são menos conhecidas do público, mas igualmente brilhantes, ocupando posição importante na produção do dramaturgo.

Um homem de sorte foi escrita em 1940 e conta a história de David Beeves, um mecânico automotivo abençoado por uma incrível boa sorte. Trata-se de uma fábula sobre a tendência do homem em considerar-se marionete do destino em vez de agente de sua própria ruína ou fortuna.

Publicada em 1947, Todos eram meus filhos conta a história de Joe Keller, um típico pai de família que se vê responsável pela morte de pilotos americanos na Segunda Guerra - seu filho Larry incluído - depois de vender peças defeituosas ao exército. Levantando questões sobre responsabilidade social e a validade dos ideais americanos da época, a peça antecipa temas que seriam retomados em A morte de um caixeiro-viajante e foi um sucesso de público.

Um panorama visto da ponte, encenada pela primeira vez em 1955, gira ao redor de uma família de imigrantes italianos que vive num bairro sob a Ponte do Brooklyn, numa comunidade pautada pelos códigos sociais dos sicilianos. A espiral trágica do estivador Eddie Carbone tem início quando dois parentes de sua esposa chegam da Itália e um deles se envolve com sua afilhada Catherine.


O AUTOR

Arthur Asher Miller (Nova Iorque, 17 de Outubro de 1915 — Roxbury, 10 de Fevereiro de 2005) foi um dramaturgo norte-americano. Nasceu em Nova Iorque. Conhecido por ser o autor das peças Morte de um Caixeiro Viajante (Death of a Salesman) e de The Crucible (pt - As Bruxas de Salem; br - As Feiticeiras de Salem), e por se ter casado com Marilyn Monroe em 1956. Morreu de insuficiência cardíaca crónica, com 89 anos, em Roxbury, Connecticut.


Miller era filho de um casal de imigrantes judeus polacos: Isadore, um empresário têxtil, e Augusta, dona-de-casa. O casal teve ainda dois filhos, Kermit e Joan. A família vivia numa "penthouse", em Manhattan, com vista sobre Central Park até ao momento em que Isadore ficou arruinado com a Grande Depressão.

Em 1936, a sua primeira peça (que não foi "Todos os meus filhos", como é dito em diversas fontes), Honors at Dawn, com a qual ganhou o Prémio Hopwood, foi encenada na Universidade de Michigan. Dois anos mais tarde, graduou-se nesta mesma universidade em jornalismo. Em 1940, Miller casou-se com a sua namorada, desde o colégio, Mary Slattery. Tiveram dois filhos, Jane e Robert. Esteve isento do serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial devido a uma lesão que contraíra num jogo de futebol americano.

A sua peça, de 1949, Morte de um Caixeiro Viajante venceu o Prémio Pulitzer e três Prémios Tony, bem como o prémio do Círculo de Críticos de Teatro de Nova Iorque. Foi a primeira peça a conseguir os três simultaneamente. A sua peça seguinte, The Crucible ("As Bruxas de Salém" ou as "Feiticeiras de Salém", na versão brasileira), inaugurou-se na Broadway a 22 de Janeiro de 1953. Em 1956 divorciou-se. Em Junho do mesmo ano, comparece perante a House Un-American Activities Committee ("Comité parlamentar das actividades antiamericanas"), depois de ter sido denunciado por Elia Kazan como tendo participado em reuniões do Partido Comunista. No final desse mesmo mês (29 de Junho), casa-se com Marilyn Monroe, que tinha conhecido oito anos antes, apresentado, exatamente, por Kazan.

A 31 de Maio de 1957, Miller é considerado culpado de desobediência ao Congresso por recusar-se a revelar os nomes dos membros de um círculo literário suspeito de pertencer ao Partido Comunista. A sua condenação foi anulada pelo Tribunal Federal de Apelação (U.S. Court of Appeals) a 8 de Agosto de 1958. No mesmo ano publica as suas peças na colectânea Collected Plays.

Divorcia-se de Marilyn a 24 de Janeiro de 1961. Casa-se, um ano mais tarde, com Inge Morath, a 17 de Fevereiro de 1962. Conheceram-se enquanto os fotógrafos da agência Magnum documentavam a realização do filme The Misfits ("Os Inadaptados" ou "Os Desajustados", na versão brasileira). Tiveram duas crianças, Rebecca e Daniel. De acordo com o biógrafo Martin Gottfried, Daniel nasceu a 1962 com Síndroma de Down. Miller pôs o filho à guarda de uma instituição em Roxbury, Connecticut, e nunca o visitou (ainda que a sua mulher o fizesse). Miller não fala de Daniel na sua autobiografia Timebends, de 1987.

Em 1985, Miller visitou a Turquia e foi homenageado na Embaixada Americana. Depois de o seu companheiro de viagem Harold Pinter ter sido expulso do país por discutir a tortura, Miller deixou o país em solidariedade para com o colega.

Inge Morath morreu a 30 de Janeiro de 2002. A 1 de Maio do mesmo ano, Miller venceu o prémio espanhol Príncipe Astúrias de Letras por ser, segundo os atribuidores do prémio "o mestre indiscutível do drama moderno". Entre os premiados anteriores encontravam-se, por exemplo, Doris Lessing, Günter Grass e Carlos Fuentes.

Em Dezembro de 2004, com 89 anos, anunciou que pretendia casar com uma artista de trinta e quatro anos chamada Agnes Barley com quem vivia desde 2002 na sua quinta em Roxbury. A 10 de Fevereiro de 2005, Arthur Miller morre em casa de insuficiência cardíaca crónica (é também referido, nalgumas fontes, que sofria de cancro, tendo o seu estado de saúde piorado devido a uma pneumonia).

Bibliografia

Peças de teatro

  • Honors at Dawn (1936)
  • The Man Who Had All the Luck (1944)
  • All My Sons - (1947)
  • Death of a Salesman - (1949)
  • The Crucible (1953)
  • A Memory of Two Mondays (1955)
  • A View from the Bridge (1955)
  • After the Fall (1964)
  • Incident at Vichy (1965)
  • The Price (1968)
  • The Creation of the World and Other Business (1972)
  • The Archbishop's Ceiling (1977)
  • The American Clock (1981)
  • Elegy For a Lady (1982)
  • Some Kind of Love Story (1982)
  • Danger: Memory!: Two Plays (I Can't Remember Anything e Clara) (1986)
  • The Ride Down Mt. Morgan (1991)
  • The Last Yankee (1993)
  • Broken Glass (1994)
  • Mr. Peters' Connections (1998)
  • Resurrection Blues (2004)
  • Finishing the Picture (2004)

Roteiros cinematográficos

  • The Misfits (IMDB) (1961)
  • An Enemy of the People (IMDB – adaptação da peça de Henrik Ibsen) (1966)
  • Playing for Time (IMDB -- for TV) (1980)
  • Everybody Wins (IMDB) (1989)

Outras obras

  • (1945) Focus
  • Situation Hopeless (but Not Serious)
  • The Ryan Interview
  • The Golden Years
  • Fame
  • The Reason Why
  • Homely Girl, a Life: And Other Stories
  • The Theater Essays of Arthur Miller
  • Timebends: A Life

A PEÇA
 

Death of a Salesman Warren Mitchell as Willy


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CINEMA BRASILEIRO

CINEMA BRASILEIRO

CINEMA BRASILEIRO:
PROPOSTAS PARA UMA HISTÓRIA
(EDIÇÃO DE BOLSO)
de Jean-Claude Bernardet

Publicado originalmente em 1979, Cinema brasileiro: propostas para uma história marcou época. Curto, ousado, original, o livro examina a presença do cinema no cenário cultural do país de fins do século XIX até os anos 1970.

Há muito tempo esgotada, a obra agora recebe edição revista e ampliada, que inclui uma coletânea de artigos publicados por Jean-Claude Bernardet ao longo dos últimos trinta anos.
Nessa história política do cinema brasileiro, o autor mostra como, durante boa parte do século XX, o Brasil foi um país sem produção cinematográfica industrial e com dificuldade de engendrar uma expressão cultural própria. No conforto de consumir cinema importado, o espectador brasileiro habituara-se a "ler" os filmes. A produção nacional surgiu do esforço de um grupo de pessoas com diferentes interesses na área do cinema e respondeu tanto ao apelo nacionalista como ao desejo de criar uma área de ação no país.

Cinema brasileiro: propostas para uma história suscita e alimenta o debate sobre cinema e política cultural, discutindo as principais características que marcaram e atravessaram a sétima arte no Brasil.

O AUTOR
Jean-Claude Bernardet
Nascido na Bélgica, de família francesa, Jean-Claude passou a infância em Paris, e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP.

Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de São Paulo a convite de Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema novo, e especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967). Foi um dos criadores do curso de cinema da UnB, em Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004.

Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos 1990 dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).



BIBLIOGRAFIA
Sobre cinema

* 2007: Jean-Claude Bernardet, uma Homenagem (ed. Imprensa Oficial SP; org. Maria Dora Mourão)
* 2005: Caminhos de Kiarostami (ed. Cia. das Letras)
* 2003: Cineastas e Imagens do Povo (edição ampliada, ed. Cia da Letras)
* 1995: Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro (ed. Annablume)
* 1992: O Autor no Cinema (ed. Brasiliense)
* 1991: O Vôo dos Anjos: estudo sobre o processo de criação na obra de Bressane e Sganzerla (ed. Brasiliense)
* 1988: Cinema e História do Brasil (ed. Contexto; em colaboração com Alcides Freire Ramos)
* 1985: O Desafio do Cinema (ed. Jorge Zahar; em colaboração com Ismail Xavier e Miguel Pereira)
* 1985: Cineastas e Imagens do Povo (ed. Brasiliense)
* 1983: O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira: Cinema (ed. Brasiliense/ Embrafilme; em colaboração com Maria Rita Galvão)
* 1982: Piranhas no Mar de Rosas (ed. Studio Nobel)
* 1980: O Que é Cinema (ed. Brasiliense, Coleção Primeiros Passos)
* 1980: Anos 70: Cinema (ed. Europa; em colaboração com José Carlos Avellar e Ronald Monteiro)
* 1979: Filmografia do Cinema Brasileiro, 1900-1935 (ed. O Estado de São Paulo)
* 1978: Trajetória Crítica (ed. Polis)
* 1978: Cinema Brasileiro: Propostas para uma História (ed. Paz e Terra)
* 1967: Brasil em Tempo de Cinema (ed. Civilização Brasileira)

Outros

* 2004: O Caso dos Irmãos Naves (roteiro, ed. Imprensa Oficial SP; em colaboração com Luís Sérgio Person)
* 1996: Céus Derretidos (ficção, Ateliê Editorial; em colaboração com Teixeira Coelho)
* 1996: A Doença, uma Experiência (ficção e memória, ed. Cia. das Letras)
* 1993: Os Histéricos (ficção, ed. Cia das Letras; em colaboração com Teixeira Coelho)
* 1990: Aquele Rapaz (ficção e memória, ed. Brasiliense)
* 1979: Guerra Camponesa no Contestado (história, ed. Global)

Filmografia

* 2000: Carrego Comigo (roteirista; dir. Chico Teixeira)
* 1999: Sobre Anos 60 (diretor)
* 1999: Através da Janela (co-roteirista com Fernando Bonassi e Tata Amaral)
* 1995: Um Céu de Estrelas (co-roteirista com Roberto Moreira; dir. Tata Amaral)
* 1994: São Paulo Sinfonia e Cacofonia (diretor)
* 1974: A Noite do Espantalho (co-roteirista com Maurice Capovilla, Sérgio Ricardo e Nilson Barbosa)
* 1972: A Cia. Cinematográfica Vera Cruz (co-diretor e co-roteirista com João Batista de Andrade)
* 1971: Eterna Esperança (co-diretor com João Batista de Andrade e roteirista)
* 1970: Paulicéia Fantástica (co-diretor com João Batista de Andrade e roteirista)
* 1970: Gamal, o Delírio do Sexo (assistente de direção e de montagem; dir. João Batista de Andrade)
* 1968: Brasilia: Contradições de uma Cidade Nova (roteirista, com Joaquim Pedro de Andrade)
* 1967: O Caso dos Irmãos Naves (roteirista, com Luís Sérgio Person)

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

HOTEL MUNDO


HOTEL MUNDO
de Ali Smith



Após um acidente fatal com o elevador utilizado para transportar bandejas de um andar a outro do Hotel Global, o fantasma da camareira Sara Wilb passa a vagar por uma cidade inglesa indefinida, tentando recordar sensações e detalhes do passado, em particular a duração exata da queda que a levara à morte. O episódio tragicômico e suas consequências costuram a narrativa com as histórias de outras quatro mulheres, que por motivos diversos transitam pelo hotel: Claire, a irmã caçula de Sara; Lise, a recepcionista; a moradora de rua Else; e Penny, redatora de um guia de hotéis.

Dando a cada capítulo uma forma particular que abarca diferentes visões de mundo, a autora mergulha no fluxo de consciência de suas protagonistas, revelando fatos que parecem surgir do próprio ato de narrar. O limite poroso entre o isolamento e a convivência é um tema onipresente que se desdobra em episódios marcantes, como aquele em que o fantasma da camareira desce ao próprio túmulo para ouvir do cadáver suas lembranças de uma vida outrora compartilhada, memórias de um tempo em que eram uma só pessoa.

A um tempo inventivo e comovente, o romance é uma meditação sobre os fios invisíveis que nos ligam, de igual forma, aos vivos e aos mortos, aos desconhecidos e às pessoas que mais amamos.

Hotel mundo foi indicado a diversos prêmios importantes no ano de seu lançamento, entre eles o Booker Prize e o Orange Prize, e foi agraciado com o Scottish Arts Council Book of the Year Award 2002.

Leia um trecho em pdf

A AUTORA

Ali Smith (Inverness, 1962) é uma escritora escocesa.
Nascido no seio de uma família de classe-média de Inverness, vive hoje em Cambridge. Estudou em Aberdeen e, mais tarde em Cambridge, onde nunca chegou a concluir ou doutoramento. Numa entrevista de 2004 à revista Mslexia, falou do seu sofrimento devido ao síndroma de fadiga crónico e de como tinha deixado de leccionar na Universidade de Strathclyde para se focar naquilo que realmente gostava: escrever. Abertamente homossexual, vive com a sua parceira Sarah Wood há cerca de 20 anos.

Bibliografia

* 2007 - Girl Meets Boy
* 2004 - The Accidental
* 2001 - Hotel World

Contos

* 2003 - The Whole Story and Other Stories
* 1999 - Other Stories and Other Stories
* 1995 - Free Love and Other Stories
* 1997 - Like

Prémios

* Girl Meets Boy
o Livro do Ano, Diva Magazine
* The Accidental
o Nomeado para o Man Booker Prize e para o Orange Prize for Fiction. Venceu o Whitbread Novel of the Year.
* Hotel World
o Nomeado para o Man Booker Prize e para o Orange Prize for Fiction. Venceu o Encore Award, a Scottish Arts Council Book Award e o inaugural Scottish Arts Council Book of the Year Award.

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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

IDEIAS POLÍTICAS NA ERA ROMÂNTICA


IDEIAS POLÍTICAS NA ERA ROMÂNTICA
Ascensão e influência no pensamento moderno
de Isaiah Berlin


Páginas 384

"A ressonância da obra de Isaiah Berlin não se deve apenas à sua indiscutível erudição [...] É consequência dos seus méritos de escritor, da sua aliciante e evocativa prosa crítica." - Celso Lafer
 

A inigualável elegância da prosa ensaística de Isaiah Berlin faz de As ideias políticas na era romântica uma prazerosa viagem panorâmica pela história das ideias no Ocidente entre os séculos XVIII e XIX. Transitando de Kant a David Hume e de Auguste Comte a Fichte com erudita naturalidade, o livro reúne quatro textos originalmente concebidos para uma série de conferências sobre filosofia política em 1952. Apesar de constituírem as primeiras formulações de temas centrais da obra de um dos maiores pensadores liberais do século XX, os ensaios esperaram até 2006 para vir à luz numa edição cuidadosamente supervisionada por Henry Hardy, fellow da Oxford University e organizador de longa data dos trabalhos do autor.

Partindo da pergunta "por que deve o homem obedecer a outro homem ou a um grupo de homens?", o livro aborda as intersecções e os antagonismos entre política, ciência e teologia que moldaram o pensamento do século XX. O papel-chave desempenhado por pensadores como Rousseau e Kant na trágica história dos totalitarismos de diversas extrações ideológicas é investigado com especial atenção, partindo do tratamento dispensado a palavras como liberdade e obediência, interpretadas segundo as sucessivas transformações dos conceitos de Deus, felicidade e natureza.


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O AUTOR
Isaiah Berlin


Sir Isaiah Berlin (Riga, 6 de junho de 1909 - Oxford, 5 de novembro de 1997) foi um filósofo político britânico. É considerado como um dos principais pensadores liberais do século XX.

Isaiah Berlin nasceu em uma família judia em Riga, Letônia, no período compreendido entre a Revolução de 1905 e a Revolução de 1917. A família emigrou para o Reino Unido quando ele tinha 10 anos. [1]

Estudou em Oxford, onde iniciou sua carreira acadêmica como filósofo, lecionando teoria social e política. Destacou-se como historiador de idéias.

Teve publicados, dentre outros livros, Karl Marx, Four Essays on Liberty, Against the Current, Vico e Herder, O sentido da realidade, Pensadores russos e Limites da utopia: capítulos da história das idéias.

Seus ensaios mais conhecidos são The Hedgehog and the Fox e Two Concepts of Liberty, em que examina a distinção entre duas interpretações do termo liberdade: liberdade negativa, ou ausência de impedimentos à ação do indivíduo; e liberdade positiva, ou presença de condições para que os indivíduos ajam de modo a atingir seus objetivos

SAIBA MAIS SOBRE O HOMEM E SUAS IDÉIAS

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ELOGIEMOS OS HOMENS ILUSTRES


ELOGIEMOS OS HOMENS ILUSTRES

James Rufus Agee e Walker Evans


Um jovem escritor e um grande fotógrafo vão ao sul dos Estados Unidos para fazer a reportagem que revolucionou o jornalismo

Páginas - 520
 

Para produzir uma grande reportagem para a revista Fortune, o escritor e jornalista James Agee e o fotógrafo Walker Evans aprofundaram-se no sul dos Estados Unidos, em 1936, com o objetivo de retratar os efeitos da Grande Depressão que assolava o país. Durante quatro semanas, conviveram com três famílias de meeiros pobres do Alabama, numa relação tão próxima que chegaram a dormir na choupana de uma delas e a flertar com uma garota de outra família. O resultado dessa experiência extrapolou largamente os limites do que era conhecido como boa reportagem, e a matéria nunca chegou a ser publicada na imprensa.

Ao longo dos anos seguintes, Agee reformulou o texto e o deixou ainda mais pessoal e refinado. Publicado em livro, em 1941, a aventura de Agee e Evans tornou-se desde então referência obrigatória para os estudos de jornalismo, literatura e antropologia. Ao mesmo tempo retrato minucioso - a ponto de dedicar várias páginas à descrição de um único aposento de casebre rural - e reflexão audaz sobre os limites da observação e da representação, já que Agee reflete de maneira pungente acerca do encontro entre duas realidades tão diversas - a dos dois "invasores" urbanos e cultos e a dos iletrados roceiros -, Elogiemos os homens ilustres é hoje reconhecido universalmente como obra de grande densidade literária e humana.

Em seu realismo brutal e ao mesmo tempo poético, as 61 fotos em preto e branco de Evans que abrem o livro como um filme mudo, sem legendas, traduzem, comentam e amplificam o impacto do texto. Com uma franqueza sem efeitos, elas captam a dor e a desesperança da paisagem humana.

Considerado o documento mais completo e corajoso da Grande Depressão, época em que os poderosos Estados Unidos viveram seu dia de Terceiro Mundo, este livro singular ultrapassa em muito o quadro histórico e social que o inspirou e permanece hoje, sete décadas depois de realizado, como uma impressionante tentativa de conhecer e compreender a miséria do "outro".



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OS AUTORES

James Rufus Agee
Nasceu em 1909, no Tennessee, e se formou em Harvard. Escritor, jornalista, poeta e roteirista, nos anos 40 e 50 foi um dos mais influentes críticos de cinema dos Estados Unidos. Seu romance autobiográfico A death in the family, publicado postumamente em 1957, ganhou o prêmio Pulitzer.
Os seus poemas caracterizam-se por uma linguagem melodiosa e por um ritmo magistral: Permit me voyage (1934). Escreveu também romances psicológicos. Trabalhou como argumentista/roteirista para muitos filmes de Hollywood. Agee morreu em 1955.

Bibliografia

* 1934 Permit Me Voyage, in the Yale Series of Younger Poets
* 1941 Let Us Now Praise Famous Men: Three Tenant Families, Houghton Mifflin
* 1951 The Morning Watch, Houghton Mifflin
* 1951 The African Queen, roteiro baseado na obra de C. S. Forester
* 1952 Face to Face (episódio: The Bride Comes to Yellow Sky), argumento da história de Joseph Conrad
* 1954 The Night of the Hunter romance
* 1957 A Death in the Family (póstumo; adaptação: All the Way Home)
* Agee on Film
* Agee on Film II
* Letters of James Agee to Father Flye
* The Collected Short Prose of James Agee



Walker Evans
Nasceu em3 de novembro de 1903, Saint Louis, EUA - morreu em New Haven, EUA, 10 de abril de 1975) . Estudou literatura francesa antes de ficar famoso por seu trabalho de documentação, para o governo norte-americano, dos efeitos da Grande Depressão. Suas fotos fazem parte do acervo de museus como o MoMa e Metropolitan, de Nova York. Morreu em 1975. foi um fotógrafo estado-unidense.

Walker Evans, que originalmente queria ser escritor descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Os seus primeiros trabalhos exibiam já a sua visão objectiva e extremamente atenta ao pormenor.

Em 1935 entrou ao serviço da F.S.A. (Farm Security Administration), um organismo federal criado por Roosevelt para dar solução à crise agrícola dos Estados Unidos da América durante o período da Grande Depressão. Usando a fotografia como prova da miséria em que viviam os agricultores americanos, Evans registava o cotidiano com precisão objectiva, dignificando, apesar de tudo, a pobreza em que estes agricultores viviam. Em 1938, depois de concluir o seu trabalho para a F.S.A., o Museum Of Modern Art de Nova York honrou a obra de Evans com uma exposição, a primeira dedicada por este museu a esta profissão.

Evans é conhecido por duas séries de fotografias: uma delas é o levantamento documental da comunidade agrícola norte americana e a outra está documentada no livro Elogiemos os homens ilustres. Estes dois trabalhos são considerados os expoentes máximos da fotografia documental. Área em que W. Evans é considerado como uma das figuras maiores.




 


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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

APESAR DE VOCÊS




APESAR DE VOCÊS
- Oposição à ditadura brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985
de James N. Green


Páginas - 584

A paixão pelo Brasil transparece desde as primeiras linhas de Apesar de vocês, livro com que o norte-americano James N. Green apresenta o resultado de décadas de pesquisa. O rigor metodológico e a monumental documentação reunida não o impedem de realizar um engajado tributo às pessoas que, muitas vezes movidas pelo puro sentimento de solidariedade, combateram nos Estados Unidos as atrocidades da ditadura militar brasileira.

Analisando as relações Brasil-Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970, o autor adota como marco inicial a gênese do golpe de 1964, claramente estimulado pela diplomacia norte-americana e legitimado em tempo recorde pelo presidente Lyndon Johnson. Green demonstra que as progressivas limitações às liberdades individuais no Brasil geraram veementes protestos nos meios universitários, religiosos, políticos e artísticos dos Estados Unidos.

Apesar de vocês se detém com especial atenção sobre a rede de denúncias que, intensificada com o recrudescimento da repressão no Brasil, conseguiu levar até o Congresso norte-americano a discussão sobre a continuidade da ajuda militar e financeira à ditadura, lançando as bases do movimento internacional pela defesa dos direitos humanos.

O AUTOR
James N. Green

É professor de história e estudos brasileiros na Brown University. Morou por oito anos no Brasil, onde foi um dos fundadores da primeira organização de defesa dos direitos dos homossexuais do país. Doutorou-se em história latino-americana na UCLA, em 1996, e atualmente preside o New England Council on Latin American Studies (NECLAS).




UM LANÇAMENTO




 

publicado por o editor às 03:05
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

SEIS SUSPEITOS



SEIS SUSPEITOS
de Vikas Swarup



 

Vicky Rai, um típico playboy indiano, é morto durante uma festa em sua mansão. A recepção comemorava mais uma vez a sua impunidade. Bêbado, ele havia assassinado uma garçonete que se recusara a lhe servir mais tequila. Rico, comprara as testemunhas. Mas Vicky já havia matado antes: atropelara um mendigo e exterminara dois antílopes numa reserva ambiental durante uma caçada - e depois mandara matar o guarda florestal, testemunha do crime. Graças ao poder do pai político, não fora preso.

Neste divertido romance policial, misto de P.G. Woodehouse e Agatha Christie com clima dos filmes de Bollywood, onde o detetive é o leitor, a fórmula do "quem matou?" recai sobre seis suspeitos - todos munidos de um motivo e armas de fogo - que a polícia encontra no lugar do crime.

Mantendo oculta até o final a identidade do assassino, Seis suspeitos é também uma sátira da sociedade indiana contemporânea, profundamente influenciada pela cultura da imagem descartável, refletida nas mudanças de papéis e conflitos de identidade, que extrapolam a estrutura tradicional do romance detetivesco.

O AUTOR
Vikas Swarup nasceu em Allahabad, na Índia, no seio de uma família ilustre. Frequentou a Universidade de Allahabad, onde se destacou como campeão de debates, vencendo diversas competições a nível nacional. Após a conclusão do curso, seguiu uma carreira diplomática, tendo sido destacado para países como os Estados Unidos, a Turquia, a Etiópia e o Reino Unido.
Como diplomata de carreira, serviu na Turquia, nos Estados Unidos, na Etiópia e na Grã-Bretanha.
Trabalha atualmente no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Nova Deli. Quem Quer Ser Bilionário?, o seu primeiro romance, foi adaptado ao cinema e venceu quatro Globos de Ouro e foi nomeado para dez Óscares.



UM LANÇAMENTO




 

publicado por o editor às 20:24
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