Sábado, 21 de Março de 2015

Boletim Política Social 141 - Dieese: 91,5% das unidades de negociação tiveram reajustes reais em 2014

 

 

 

Dieese: 91,5% das unidades de negociação tiveram reajustes reais em 2014
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) analisou negociações coletivas de 716 unidades de negociação da Indústria, do Comércio e dos Serviços no Brasil em 2014 e, em comparação com a variação do INPC-IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 92% desses reajustes salariais apresentaram aumento real, enquanto 6% igualaram-se ao índice inflacionário e 2% não alcançaram a recomposição salarial. O aumento real médio em 2014 equivaleu a 1,39% (contra 1,22% em 2013). Em toda a série analisada, este percentual ficou abaixo somente do registrado em 2010 (1,66%) e 2012 (1,90%). A maior parte dos reajustes que incorporaram ganhos reais aos salários ficou entre 0,01 e 3%. Em todos os anos da série, essa faixa é a que agrega: entre 72% (em 2008 e 2010) e 86% (em 2014).
Distribuição dos reajustes salariais, em comparação com o INPC – IBGE, Brasil (2008 – 2014)
 

Fonte: Dieese, 2015


Entre os três setores econômicos analisados, o comércio obteve os melhores resultados em 2014 no percentual de negociações com aumentos reais (98,2%) e na média de aumento real (1,47%). No setor industrial, 90,9% dos reajustes foram acima da inflação e nos Serviços, 89,2%. O maior percentual de reajustes acima do INPC-IBGE (93,6%) foi no Sul, e os menores no Norte e Centro-Oeste (89,6% e 89,8%, respectivamente). Os dados também mostram que a distribuição dos reajustes salariais foi mais positiva nas convenções coletivas que nos acordos coletivos.

Apesar dos resultados positivos, tanto no primeiro quanto no segundo semestre, houve inversão do comportamento típico, que implicou melhor desempenho das negociações do primeiro semestre: foi verificada a média de 1,50%, no primeiro semestre, e 1,16%, no segundo, o que poderia ser um reflexo da desaceleração econômica. 
 
* As opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade da sua autora, não representando a visão da FPA ou de seus dirigentes.
 
 

 

 
publicado por o editor às 13:24
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