Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Formas de Matar, De Morrer e de Resistir: Limites da Resolução Negociada de Conflitos Ambientais

 

 

Formas de Matar, De Morrer e de Resistir: Limites da Resolução Negociada de Conflitos Ambientais

Número de Páginas: 395
Número Edição: 1


Já aconteceu  o lançamento da coletânea "Formas de Matar, de Morrer e de Resistir: limites da resolução negociada de conflitos ambientais", publicada no âmbito da parceria entre o Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres (Neped) da UFSCar e o Núcleo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

'Formas de matar, de morrer e de resistir', foi organizado por Andrea Zhouri e Norma ValencioA obra, organizada pelas coordenadoras dos grupos, respectivamente Norma Felicidade Valencio, do Departamento de Sociologia (DS) da UFSCar, e Andrea Zhouri, do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMG, é resultado de seminário do mesmo nome, realizado em Belo Horizonte, MG, em novembro de 2012, e aborda diferentes aspectos dos conflitos ambientais contemporâneos no Brasil.

Publicado pela Editora da UFMG, o livro conta com 13 capítulos de autores de instituições acadêmicas como UFSCar, UFMG, USP, PUC-SP, UFF, UFAC UFRGS, além de instituições da sociedade civil organizada e do Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os capítulos estão organizados em partes. Na primeira é abordada a flexibilização de direitos, novos enquadramentos normativos e justiça ambiental. A segunda parte tem como título o "Banco Mundial e Governança: Desafios para a garantia dos direitos em contextos socioambientais críticos".

Em linhas gerais, o livro trata de processos de resolução negociada de conflitos ambientais em curso no Brasil e de seus limites. Os autores consideram as técnicas de governo estruturadas no âmbito de instituições financeiras globais inapropriadas para tratar de processos históricos e políticos que envolvem a diversidade humana no país e as condições de desigualdade às quais as pessoas nestas situações de conflito estão submetidas.

Tudo Começou com O SEMINÁRIO NACIONAL

FORMAS DE MATAR, DE MORRER E DE RESISTIR:
limites da resolução negociada dos conflitos ambientais e
a garantia dos direitos humanos e difusos
realizado na
UFMG, 19 de novembro de 2012

A Rio 92 marcou a institucionalização do tema ambiental na agenda pública do país. Por um lado, se esta institucionalização significou o reconhecimento da relevância do meio ambiente como tema que concerne toda a sociedade, por outro, ela implicou também a adoção de práticas e técnicas de governo próprias de um regime internacional que, capitaneado por instituições financeiras internacionais, desqualifica o debate político interno da nação brasileira, na sua multiplicidade de visões, de trajetórias, de tensões e de desafios. Nos últimos 20 anos, processos de democratização do país vem sendo esvaziados e subsumidos por técnicas de governo que, a despeito de utilizarem termos comuns, partilham, de fato, de léxicos e projetos políticos divergentes daquele que aponta para uma perspectiva emancipatória da sociedade civil. Assistimos, então, à institucionalização de procedimentos de "negociação/mediação/resolução de conflitos ambientais e construção de consensos" que aparentam aderir às formas democráticas de gestão, mas, em realidade, deslocam o foco de atuação da esfera dos “direitos” para a dos “interesses”, flexibilizando direitos constitucionalmente conquistados. O seminário pretendeu reunir pesquisadores oriundos de diferentes núcleos de pesquisa do país e representantes do Ministério Público de diferentes estados da federação para juntos debaterem esta tendência atual e suas implicações para a sociedade brasileira.


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publicado por o editor às 15:26
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