Quarta-feira, 11 de Maio de 2016

Medicamentos e alimentos puxam a alta da inflação em abril  

 

 



Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após desacelerar por dois meses, a inflação do mês de abril mensurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,61%. No mês anterior a alta havia sido de 0,43%. Apesar disso, quando comparada com o ano de 2015 (abril com alta de 0,71%), a inflação do mês de abril de 2016 perde força. Além disso, embora o resultado tenha vindo acima do esperado pelo mercado, tal alta da inflação de abril é a menor para este mês desde 2013.
No acumulado de 2016, os quatro primeiro meses apresentam uma alta de 3,25%. Em 2015, o acumulado para o mesmo período era de 4,56%. Em uma ótica de 12 meses (até abril), a inflação atingiu 9,28%. Este resultado é inferior ao acumulado de 12 meses do ano anterior, quando a inflação chegou a 9,39%.

Em uma análise setorial, medicamentos e alimentos foram os principais setores que puxaram a alta da inflação. O de medicamentos registrou alta de 6,26% no IPCA, adicionando 0,20 pontos percentuais à taxa de 0,61% do mês de abril. A alta dos medicamentos impactou fortemente o grupo saúde e cuidados pessoais, que teve uma significante aceleração da alta, de 0,78%, em março, para 2,33%, em abril. O setor de alimentos, embora tenha registrado queda 1,24% para 1,09%, foi outro que teve significante impacto na inflação do mês, correspondendo a 0,28 ponto percentual na composição do IPCA de abril. 
Conectando os dados aqui expostos com uma análise da política monetária adotada pelo Banco Central (BC), é de esperar um viés de baixa da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na ultima reunião, em abril, a autoridade monetária havia optado em manter os juros básicos da economia estáveis em 14,25% ao ano. Embora passível de muitas críticas, o BC tem procurado "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016. Esta diretiva visa trazer a inflação para um patamar abaixo de 6,5% e, também, convergir ao centro da meta de 4,5%, em 2017.

 

publicado por o editor às 14:12
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