Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

Minha Conversa com Krishna

 

 

 

 

 

 

 por Mahatma Dasa

 

Outro dia, chamei Krishna, pois estava vivendo um momento bem difícil. Havia tantas coisas dando errado e eu não conseguia entender o porquê. Então, perguntei a Ele.

 

Outro dia, chamei Krishna, pois estava vivendo um momento bem difícil. Havia tantas coisas dando errado e eu não conseguia entender o porquê. Então, eu disse:

 

“Krishna, Você me ama, certo?”. Com simpatia, Ele falou: “Claro que sim. Eu amo você incondicionalmente”. “Então”, eu perguntei, “como Você ama alguém e, ao mesmo tempo, dificulta sua vida?”. “Ah, sim”, Krishna disse, “isso é bem possível”, e me explicou como.

 

“Sabe quando você está sentado numa cadeira e, após um tempo, sente-se desconfortável?”.

 

“Sim”.

 

“Então, o que você faz?”.

 

“Mudo de posição”.

 

“Da mesma forma, quando vejo que você precisa sair de sua posição presente e mover-se para uma melhor, faço com que sua vida fique um pouco desconfortável. Quando faço isso, você começa a se perguntar por que as coisas estão assim. E, então, você Me chama. Por falar nisso, se as coisas estivessem perfeitas, você Me chamaria?”.

 

“Certo, certo, entendi. Mas será que o sofrimento nunca vai parar?”.

 

“Ah, claro que sim – quando você aprender suas lições. É óbvio que você poderia também aprendê-las sem sofrimento. Você sabia disso, né? Por exemplo, fazendo o que Eu lhe digo. Porém, você não parece Me seguir o suficiente, e sua tendência é se distrair. Aí, então, é que Eu preciso dar um empurrãozinho. Veja, Eu realmente amo você, mas, às vezes, é um amor duro”.

 

“E o que acontece quando eu aprendo todas as lições?”.

 

“Você se gradua. Quando deixar este mundo, não voltará mais, pois não há mais nada a aprender. Você estará ‘fora dessa’, como se fala em seu país”.

 

“Sim, mas sou muito lento para aprender, e isso significa que vou sofrer muito. Não parece justo”.

 

“Mas foi você quem criou seu próprio sofrimento. Além disso, o mundo material não é um bom lugar para ficar se você não gosta de sofrer. Então, pare de se queixar sobre o sofrimento. Ele vem com o pacote da reencarnação. Porém, uso o sofrimento para, por fim, ajudar os devotos a superar a tendência de causar seu próprio sofrimento. Lembre-se: Meu presente a você é a liberdade de escolher a coisa certa. E o presente que você pode dar a si mesmo é escolher a coisa certa”.

 

“Mas não seria melhor se Você não permitisse que eu bagunçasse tudo?”.

 

“Não, você não seria capaz de viver sem sua total liberdade. Na verdade, você ficaria louco. Além do mais, considerando que a maioria das pessoas em Kali-yuga não são muito inteligentes, você vai descobrir que, normalmente, aprende-se melhor errando e sofrendo as consequências. E quando os Meus devotos precisam mudar ou aprender algo novo e estão estagnados, torno as coisas um pouco mais difíceis para eles. Contudo, faço isso porque os amo”.

 

“Sim, parece que as dificuldades da vida carregam lições inestimáveis”.

 

“Sim. Pense nas pessoas que o machucaram ou lhe causaram algum sofrimento e considere se aprendeu algo, ou se você cresceu através dessas dificuldades. Aqueles que o machucaram foram alguns dos seus melhores professores, mas aposto que você os chamou de nomes bem feios. Veja bem: Eu coloco à sua frente pessoas que o perturbam para que, assim, você aprenda a ser mais tolerante, perdoador e compassivo. Você não costumava dizer: ‘É tudo misericórdia de Krishna’, quando era um devoto recém-convertido?”.

 

“Sim, mas…”.


“Então, você pensa que é Minha misericórdia quando tudo vai bem e, quando não vai, é por causa de outrem?”.

 

“Bom, é bem mais fácil ver Sua misericórdia na retrospectiva e culpar alguém quando estou passando por um problema, pois, às vezes, as pessoas fazem coisas dolorosas comigo”.

 

“Mahatma, não há ninguém a culpar. Eles são apenas agentes do karma. Você culpa seu dente quando ele morde sua língua?”.

 

“Para ser honesto, às vezes, sim”.

 

“Exatamente. Sempre encontramos algo ou alguém para culpar – sempre buscamos uma desculpa”.

 

“Certo, entendi. Se eu for perfeito e tiver todas as boas qualidades, não precisarei aceitar outro corpo. Caso contrário, preciso aprender mais algumas coisas, e Você está garantindo que eu as aprenda”.

 

“É isso mesmo. Seu ofensor lhe traz lições valiosas. Você Me honra, e honra grandes santos, por trazermos a você o presente do conhecimento de que a vida é sofrimento. Não parece hipócrita que você culpe seu ‘ofensor’ quando ele ou ela traz até você o mesmo presente na forma de uma lição de vida? Por que você Me reverencia e culpa o outro? Não é possível que todas as coisas trabalhem pra ajudá-lo e não haja realmente ninguém a culpar e ninguém a perdoar?”.

 

Mahatma Dasa entrou na ISKCON em 1969 e já serviu como presidente de templo, distribuidor de livros, líder de sankirtana, pregador em faculdade, diretor congregacional e professor e co-diretor do VIHE. Ele é bem conhecido na ISKCON por suas músicas por seus seminários.

 

Tradução de Chitralekha Devi Dasi. Todo o conteúdo das publicações de Volta ao Supremo é de inteira responsabilidade de seus respectivos autores, tanto o conteúdo textual como de imagens.

 

Se gostou deste material, também gostará destes: Vingança ou Perdão: Por que Trilha Você Caminha?, O Encontro de Gadadhara e Pundarika, A Ofensa contra Ambarisa Maharaja, O Hóspede Durvasa, Por que Criticamos?, Superando a Inveja, A Ira Amplia os Seus Problemas, Congregação em Conflito, Perdoe e Esqueça.

Do Blog Volta ao Supremo. Leia outros artigos em www.voltaaosupremo.com.

 

publicado por o editor às 13:16
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