Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Uns e Outros de José Almino de Alencar

 

 

 

Uns e Outros
de José Almino de Alencar


Edição: 1a.

Número de Páginas: 256

Acabamento: brochura 
Medidas: 14x21cm


José Almino de Alencar é surpreendente e ousado, pois "onde já se viu" nestes tempos modernosos vir falar de "uns e outros", gente indigesta como Silvio Romero, Celso Furtado e (ó tempora, ó mores!) de Rui Barbosa de preciosismos linguistiscos que confundem
nossos jovens que escrevem "naum" nessa internet claudicante. Brincadeiras à parte o livro já valeria muito só com o ensaio (oportuno) sobre Rui Barbosa. Leiam amigos, só irá te fazer bem . (E.Cruz)

A maior parte dos 7 ensaios recentes aqui reunida desdobra-se dentro de um arco temporal concentrado na segunda metade do século XIX e início do XX – embora outros ensaios, mais pontuais, nos conduzam até o pós-guerra e o golpe militar de 1964 –, período em que se criaram as narrativas históricas fundadoras, com seus projetos de nação e suas interpretações sobre o Brasil que moldaram todo o imaginário coletivo e a produção intelectual subsequente. 
Livro de prosa fluida, escrito por um autor de clara erudição, Uns e Outros nos oferece uma imagem viva do processo de construção das ideias sobre a nação e o Estado no Brasil. Sua leitura tem o frescor das conversas que nos fazem sentir em casa e entre amigos ao revisitar esses pensadores e suas obras clássicas.

O autor:


José Almino de Alencar e Silva Neto  
Sociólogo e escritor, é graduado 
(license e maitrise) pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines de 
Nanterre, Université de Paris, França, "Master of Arts" em Economia pela 
Vanderbilt University e Ph.D em Sociologia, pela University of Chicago, com 
a tese "The Emergence of Controlled Immigration in France". Durante sete 
anos foi "economic affairs officer" do Secretariado da Organização das 
Nações Unidas (Nova York, EEUU). 

De volta ao Brasil, ocupou, de 1985 a 1989, cargo de Secretário-Geral 
Adjunto do Ministério de Ciência e Tecnologia e de Secretário de Assistência 
Social do Ministério da Previdência e Assistência Social. Integrou a equipe 
do Laboratório de Nacional de Computação Científica de 1985 a 1995, 
quando passou a dirigir, até 1999, o Centro de Pesquisas da Fundação Casa 
de Rui Barbosa. Em janeiro de 2003, foi nomeado presidente da Fundação, 
cargo que exerceu até março de 2011. Atualmente é pesquisador da Casa. 
Enquanto no LNCC, publicou, entre outros artigos, "O uso de contraceptivos 
no Brasil: uma análise da prevalência da esterilização", em colaboração com 
Edgar de Andrade (Rio de Janeiro: Dados – Revista de Ciências Sociais, vol. 
36, n. 3, 1993, p. 419-39); "Alcoolismo e diferenças sociais no Brasil", em 
colaboração com Nelson do Valle Silva (Rio de Janeiro: LNCC n. 16/94, 
1994); "Esterilização no Brasil: o que revelam os números" (Rio de Janeiro: 
Monitor Público, n. 2, junho, julho, agosto 1995, p. 15-20). 

Desde 1985, vem colaborando com artigos, contos e poemas nos principais 
jornais e revistas do país; publicou dois livros de poesia, De viva voz (Recife: 
1982) e Maneira de dizer (São Paulo: Ed. Brasiliense, 1991), indicado para o 
prêmio Jabuti 1991, Bolsa Vitae de Literatura 1992; duas novelas curtas, O 
motor da luz (São Paulo: Ed. 34, 1994) e O Baixo Gávea, diário de um 
morador (Rio de Janeiro: Ed. Relume Dumará, 1996) e, em colaboração com 
Ana Pessoa, o estudo Meu caro Rui, meu caro Nabuco (Rio de Janeiro: 
Fundação Casa de Rui Barbosa, 1999). Em 2002, organizou Melhores 
Poemas de Ribeiro Couto (São Paulo: Editora Global, 2002), publicou, com 
Ana Pessoa, Joaquim Nabuco: O dever da política (Rio de Janeiro: Edições 
Casa de Rui Barbosa, 2002). Em 2005, foi lançado, na França, Les Nôtres, 
tradução francesa de O motor da luz. 

Foi o tradutor de Os pecados dos pais, de Lawrence Block (São Paulo: 
Companhia das Letras, 2002) e, 2006, A princesa feiosa e o bobo sabido
[The ugly princess and the wise fool] (Companhia das Letras, 2006). 

José Almino também vem colaborando no teatro e no cinema. Para o teatro, 
ele traduziu O Burguês Ridículo [Le Bourgeois Gentilhomme and 
L'Impromptu de Versailles], de Molière, Jornada de um poema [Wit], de 
Margaret Edson, Mais perto [Closer], de Patrick Marber, Quem tem medo de 
Virginia Woolf? [Who's afraid of Virginia Woolf?], de Edward Albee, sendo 
que as duas últimas lhe valeram o Prêmio IBEU de Teatro para a categoria 
tradutor relativo à temporada teatral carioca de 2000, A Prova [The Proof], de 
David Auburn, em 2002; Nada de pânico!!! [Noises Off], de Michael Frayn, 
em 2003; A História do Zoológico [The Zoo Story], de Edward Albee, em 
2004, Sonata de Outono [Höstsonaten], de Ingmar Bergman, em 2005. Sua 
mais recente tradução é O caminho para Mecca [The road to Mecca] de 
Athol Fujard, em 2007. 

Ainda para o teatro, compôs, com Caetano Veloso, a música-tema da peça 
Lisbela e o prisioneiro, dirigida por Guel Arraes. Para o cinema, colaborou na 
adaptação de Bella Donna, dirigido por Fábio Barreto. 
Em 2005, participou do projeto Belles Latinas 2005, que promove palestras 
de escritores latino-americanos em instituições culturais francesas, e teve 
lançada a edição francesa O motor da luz, Les Nôtres. 

UM LANÇAMENTO


Em tempo - o significado de o tempora! o mores!: Ó tempos! Ó costumes! - foi a exclamação de Cícero, contra a depravação de seus contemporâneos. Muito oportuna portanto nos dias de hoje ! (E.C.)

 

 
publicado por o editor às 13:54
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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

SANIDADE ESPIRITUAL de Purushatraya Swami

 

SANIDADE ESPIRITUAL

de  Purushatraya Swami

 

226 páginas


Este é um livro que contém crônicas , artigos e ensaios. São verdadeiras reflexões do aqui e do porvir. Na minha mente e coração inquietos sempre estou em busca da boa palavra, aquela que me aquieta e conforta e em outras horas me inspira ou mais, me da um chute no traseiro como que se diz , vai à luta, descobre-te, ilumina-te. E eu sigo assim aqui na praia , olhando a imensidão do tempo e sorvendo o néctar dos saberes antigos e vislumbrando os caminhos de um mundo espiritual claro e impoluto.




Leiam isto ...

" Ah, a fé...Palavrinha pequena muito pouco compreendida, mas, quando bem usada, torna-se "a" chave da porta de entrada de um reino maravilhoso - a Transcendência. A Fé deve sempre estar associada com a razão. Aí ela fica poderosa. Se ela está sozinha, pode descambar para a cegueira - a tal "Fé Cega". Só causa estragos . (...) escreveu magistralmente Purushatraya Swami.  (E.C.)


O AUTOR
Purushatraya Swami, nascido em 1945, é natural do Rio de Janeiro. Cursou a Escola Naval e formou-se em administração.

Aos 24 anos, despertou um grande interessesobre o pensamento oriental, e seis anos mais tarde, decidiu ingressar na vida monástica.

Em 1985, na Índia, foi iniciado na ordem renunciada de vida, sannyasa,recebendo o título de Swami e sendo reconhecido como mestre em bhakti yoga.

Por sete anos, morou na Índia, dedicando-se ao estudo e ensino de filosofias comparadas e sânscrito.

É um reconhecido palestrante, tendo visitado todos os continentes. Hoje, reside novamente no Brasil, onde coordena um projeto espiritualista/ecológico em Paraty, RJ.



Purushatraya Swami - Sunday Feast Lecture


UM LANÇAMENTO



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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013

Vida, Forma e Cor E outros ensaios de Gilberto Freyre

 

Vida, Forma e Cor

E outros ensaios


de Gilberto Freyre



Formato: 18 X 25 cm
Número de Páginas: 368
Acabamento: Brochura

UM LIVRO


Vida, Forma e Cor trata basicamente de arte e artistas — como prosadores, poetas, ensaístas, pintores, escultores, e até mesmo de um músico como Villa-Lobos —, pois foi justamente como artista da palavra que ele começou a incomodar dois tipos igualmente curiosos e antipáticos da república das letras: os que o condenavam por fazer ciência, ainda que social, utilizando uma linguagem de elevado teor artístico, e aqueles que não conseguiam vê-lo como escritor literário porque, fazendo ciência, isso viria a contrariar, seguindo-se tão tolo raciocínio, a própria índole da literatura, o que fez Gilberto Freyre observar, em um dos passos desta obra, que “segundo alguns mestres da crítica literária, nada devo pretender entender de literatura”, e confessar em outra parte: “Eu sou hoje o primeiro a afastar-me dos beletristas assim sectários, embora sem ligar-me aos sacerdotes devotos das seitas contrárias às suas: aquelas que julgam essencial a algum filósofo, tanto quanto ao bom sociólogo ou ao bom jurista ou ao bom antropólogo, escrever arrevesado e desdenhar de todas as graças da vida e da cultura”.


Agora um ensaio sobre Gilberto Freyre

Gilberto Freyre , o “anarquista construtivo” enfrenta a “escola sociológica paulista”




     Este seria um belo título para um filme “cult” dos idos anos 70 . Mas na verdade esse embate foi muito mais elitista e futriqueiro que o seu  título popular. Como sabemos , quem se auto-intitulou de “anarquista construtivo” foi Freyre, quando se via questionado por ser o que, os paulistas por exemplo, chamavam de “conservadorismo empedernido”. Mas, se hoje, os nossos cientistas sociais podem ostensivamente e com legitimidade , pesquisar sobre a questão da mulher , minorias sexuais e o universo doméstico é graças a sua obra polêmica  Casa Grande & Senzala .
    As críticas ao seu trabalho muitas vezes se atinham a sua forte preocupação com a sexualidade ou ainda faziam recriminações à sua visão de “uma sociedade  em que predominam mecanismos de acomodação e conciliação. Isso era demais para sociólogos da Universidade de São Paulo (USP) , que ainda  o consideravam um colecionador de objetividades ( ou de obviedades)” .
    Passaram-se os anos e pouco a pouco, a importância de sua obra , inegável, vai sendo resgatada . Volta a ser citado e muitos até fazem até um verdadeiro “ato de contrição”. A jornalista Rose Nogueira (criadora do extinto e revolucionário programa TV Mulher)  ressalta, por exemplo, que na obra de Gilberto Freyre fica muito bem explicitada a função da mulher no trato das tarefas diárias em uma fazenda . Que ela é quem verdadeiramente era “comandante-em-chefe” dos feitores. Que essa visão da mulher no comando dos negócios acaba por ser incorporado nas obras ficcionais e aparece emblemáticamente nas cenas da novela televisiva Terra Nostra . Com certeza, sem Gilberto Freyre e a inspiração de seu trabalho para outros pesquisadores, jamais teríamos essa visão  e sim, a outra oficial, de uma sociedade patriarcal e patronal.
     No prefácio de sua terceira edição de casa Grande & Senzala, Gilberto Freyre diz receber com naturalidade as críticas “sem se achar, entretanto, obrigado a modificar os seus pontos de vista”. Reparos como o do Professor Coornaert, da Sorbonne, sobre o que considera preocupação excessiva com o elemento sexual na interpretação de alguns aspectos característicos da formação social do Brasil. Críticas estas que obtiam ressonância nos “sorbonardes” da dita esquerda sociológica paulista.
     Em entrevista concedida em 1985 a Benjamim e Cilene Areias, Freyre fala dessa sua relação com a intelectualidade esquerdista. “Eu sempre fiz restrições a certos usos do marxismo, mas não se pode apresentar nenhuma atitude antimarxista sectária de minha parte. E fiz um grande convertido: o inteligentíssimo Oswald de Andrade. Num de seus artigos no Correio da Manhã ele tratou de sua conversão ao ‘pós-marxismo de Gilberto Freyre’, dizendo que não rejeitara o que aprendera de marxismo , mas achava que isso não satisfazia mais: Marx foi homem de uma época européia, e nós estávamos noutra  época. Ora , quem é pós-marxista não é antimarxista.”
Em outra entrevista, anterior a essa (1980) a Ricardo Noblat, então chefe de sucursal da Revista Veja e que foi publicada pela revista Playboy, experiente o jornalista tentava fazer Gilberto Freyre falar sobre seus críticos , que teimavam em não reconhecer a sua importância internacional, esquivo acaba por falar nas desvantagens do sucesso- “ A desvantagem é que você fica muito exposto ao chato. Essa é a desvantagem principal, porque o chato existe e não é só brasileiro: o chato é internacional...E você tem de se defender sem magoar aquilo que o chato bem-intencionado representa. Porque o chato por vezes é bem-intencionado . Ele não é chato porque quer ser : ele é chato porque é chato.” E citava como chato o amigo Oscar Niemeyer –“que é um arquiteto genial, é muito ignorante. É difícil você manter uma conversa interessante com ele.(...)há pessoas que são muitíssimo mais interessantes escrevendo do que falando”. Com tiradas como essa Gilberto Freyre atraia sobre sí não simplesmente as críticas acadêmicas , mas também as rusgas primárias e a ira da “inteligência da esquerda”.
    E fustigando a intelectualidade paulista também com artigos contra o modernismo. “...no total, a Semana de Arte Moderna representou uma introdução arbitrária , no Brasil, de modernices européias, sobretudo francesas. Sem dúvida, cultura brasileira em geral e as artes brasileiras em particular, precisavam na época de serem modernizadas, revigoradas – mas levando-se em conta a realidade regional brasileira, suas tradições características às quais se poderia adaptar inovações européias. Isso não se fez em São Paulo, mas sim no Recife, num movimento menos badalado, como se diria hoje, do que a Semana de Arte Moderna de São Paulo. Esse movimento foi regionalista, tradicionalista e, a seu modo , modernista, ao qual estiveram ligados artistas como Vicente do Rego Monteiro, um renovador da pintura e da escultura.”
    Gilberto Freyre começou a ser conhecido em São Paulo por um outro intelectual paulista que, coincidentemente, criticou a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato que  divulgava os artigos de Freyre  na Revista do Brasil .
     Mas a briga com a  “escola sociológica paulista” estava longe de acabar, seu apoio à ditadura que instalou-se após o Golpe de 64 , levou-o a praticamente ser expurgado dos currículos da Universidade de São Paulo . Mais tarde , Gilberto Freyre reconheceu que não era antimilitarista mas, “devo dizer que nunca me enganei com esse surto militar iniciado em 1964, o que me levou a recusar convites do General Castello Branco para ocupar um Ministério ou Embaixada em Paris. Os militares se deram aos tecnocratas, que comprometeram os valores éticos do Brasil e nada fizeram para diminuir o desprezo pelo nordeste, que já se manifestava então no Centro-Sul. Você não pode definir o Ministro tecnocrata por excelência, o Delfim Netto, senão como um quase patológico antinordestino.” Como vemos sobrou até para a direita paulista.
     Porém, o mais interessante vem ainda a acontecer, como todo roteiro de filme “cult” , vilões e heróis acabam por se confundir. Na correspondência pessoal de Gilberto Freyre encontramos uma carta datada de  7 de Abril de 1961 , em papel timbrado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo , assinada pelo Professor Florestan Fernandes. Agradecia  a hospitalidade recebida por ocasião de sua passagem por Recife. Afirmava ter levado as melhores impressões do trabalho que estava sendo realizado pelas duas instituições que Freyre dirigia e ia além...”Agora o principal objetivo desta carta: os dois primeiros doutoramentos da cadeira de Sociologia I, a realizar-se em breve, de candidatos que trabalharam sob  minha orientação, devem ocorrer dentro deste semestre. Os  candidatos são seus conhecidos e admiradores : Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni. Os trabalham versam assunto de sua principal área de estudos – a sociedade senhorial brasileira, só que agora vista do ângulo das relações entre o senhor e o escravo no sul do Brasil (Porto Alegre e Curitiba). Queríamos prestar-lhe uma homenagem, que constitui ao mesmo tempo uma honra para nós, pedindo-lhe para participar da banca examinadora”.
Pois bem,  o então futuro “príncipe dos sociólogos” e “Presidente do Brasil” poderia ser examinado por Gilberto Freyre... Na mesma entrevista  concedida a Ricardo Noblat ,  Gilberto Freyre fala sobre esses três personagens – “Dos sociólogos paulistas, o que eu considero a figura máxima é Fernando Henrique Cardoso, que é até político militante marxista, mas há pouco, num artigo, mostrou-se simpático às minhas atitudes, embora divergindo de mim. Outro marxista, mas este do Rio, o antropólogo Darci Ribeiro, um grande antropólogo, escreveu uma introdução para a edição venezuelana de meu livro Casa Grande & Senzala , que é talvez o que de melhor já se escreveu a respeito do ponto de vista antropológico e sociológico. Agora, ambos são marxistas eminentes. Mas quando o marxista é um Octávio Ianni, que não é intelectualmente honesto, a meu ver, e um outro que já nem me lembro o nome...”Noblat se apressa em lembrar.....”Florestan Fernandes?” E Gilberto Freyre continua- “Florestan. Que não é desonesto mas que é um fanatizado pelo marxismo. Esses desonestos ou esses fanáticos superiores – eu respeito o Florestan Fernandes, uma cultura real, um talento autêntico, mas fanatizado – enfim , eu não os considero como representantes do que há de melhor na sociologia e na antropologia paulista . Mas, são os mais ruidosos e os mais badalados por nossa querida imprensa”.
     Quando Fernando Henrique Cardoso ainda era Senador pelo PMDB-SP , e sabe-se lá se acalentava o sonho de ser Presidente reeleito, publicou um artigo no Jornal O Globo de 26 de julho de 1987 republicado dez anos depois no Diário de Pernambuco. Nele era o sociólogo Fernando Henrique que falava e chamava Gilberto Freyre de “um verdadeiro criador”. Talvez quisesse dizer...um verdadeiro “criador de casos”, mas discorria que “há alguns anos –em 1973- escrevi um artigo sobre ‘Casa Grande & Senzala’. Foi um ato de contrição. Eu lera , obviamente, e muitas vezes, não só ‘Casa Grande & Senzala’, mas alguns outros livros de Gilberto Freyre. Membro da ‘escola sociológica paulista’ que sou e interessado nas questões raciais e na escravidão ( minha tese de mestrado, em co-autoria com Octavio Ianni, e a tese de doutorado foi sobre o ‘Capitalismo e escravidão no Brasil Meridional’) , li Gilberto Freyre quando estudante e na época das teses universitárias com o olhar severo do jovem que buscava o rigor científico e tinha em Florestan Fernandes o mâitre a penser.”
     E continua o sociólogo “Pois bem, na releitura crítica percebi o pecado (venial , por certo) que cometera. Gilberto Freyre não podia ter sido lido como um colecionador de objetividade (ou de obviedades). Nem do ângulo científico nem do ângulo político”. (...) “Rótulos não se sustentam diante do verdadeiro criador, Freyre me capturou. Não por sua ‘ciência’, mas por ter sido capaz de propor um mito-fundador.” Casa Grande & Senzala” e o próprio Gilberto Freyre são parte constitutivas do Brasil : falsos ou verdadeiros, a obra e o criador, pela força macunaímica que têm, expressam o que nós somos”.
    “Ás vezes não gostamos: é a vaidade transbordante, a pequena mentira, a perspectiva ilusória. Mas não apenas em Gilberto Freyre : tudo isso está contido na nossa cultura. As vezes nos deliciamos: são os quitutes, é o sexo obsessivo, é o popularesco, é o povo próximo de nós. Mas também  neste caso, é mito.”
    “Morto Gilberto Freyre, continua vivo o mito que ele produziu”.

     Ainda bem. Pena que outros mitos não sejam tão geniais.    
 
                                  Eduardo Cruz é jornalista  paulistano


O LIVRO É UM LANÇAMENTO

Editora É Realizações







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Terça-feira, 28 de Maio de 2013

O retrato na pintura italiana do Renascimento de Jacob Burckhardt

 

Gostaríamos de ressaltar que este livro foi uma co-edição da Editora Unicamp com a editora Fap-Unifesp 

 

 




O retrato na pintura italiana do Renascimento

de Jacob Burckhardt

Cássio Fernandes (org.)

Cássio Fernandes (trad.)

 

Este é um livro imprecindível para os amantes da pintura classica italiana. Aqui Jacob Burckhardt nos atinge em cheio ao esmiuçar as obras e sua história, atentando para detalhes que só um expert poderia enumerar. Um livro instigante que sem uma unica reprodução impressa nos faz mergulhar em belos e provocativos quadros e retratos. 






O historiador suíço Jacob Burckhardt inaugurou o campo dos estudos modernos sobre a civilização italiana do Renascimento. Nas últimas décadas de sua vida, Burckhardt dedicou-se a uma longa pesquisa sobre a arte italiana do Renascimento, compondo uma série de escritos sobre o tema, a maior parte editada apenas postumamente. A presente edição consiste na organização, na tradução para o português e na apresentação dos textos do autor sobre a retratística pictórica renascentista. O retrato na pintura italiana do Renascimento compõe-se do texto que intitula o volume, redigido entre 1893 e 1895, além do Apêndice formado por outros três escritos do autor: “Rafael retratista” (1882), “As origens da retratística moderna” (1885) e “Michelangelo furioso” (1895).




O AUTOR
Jacob Burckhard
t (1818-1897) iniciou os estudos acadêmicos em sua cidade natal, Basileia (Suíça). Entre 1839 e 1843, estudou história na Universidade de Berlim, onde foi aluno de Leopold von Ranke, Gustav Droysen e Franz Kugler. Ensinou inicialmente no Instituto Politécnico de Zurique e, em 1858, assumiu a cátedra de história na Universidade de Basileia. Em 1874, criou e assumiu, na mesma universidade, a cátedra de história da arte, da qual se aposentou em 1893, dando lugar a seu ex-aluno Heinrich Wölfflin. Entre suas obras mais importantes estão A era de Constantino, o Grande (1853), O cicerone (1855) e A cultura do Renascimento na Itália (1860). Grande parte de sua obra foi editada postumamente: História da cultura grega, Reflexões sobre a história, além de uma série de livros sobre a arte italiana do Renascimento, compostos na fase final de sua vida. Organizador: Cássio Fernandes é doutor em história pela Universidade Estadual da Campinas (Unicamp) e professor de história da arte do Renascimento no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É autor da tese “A figura do homem entre palavra e imagem: autobiografia e retrato pictórico no Renascimento de Jacob Burckhardt”.






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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

O retrato na pintura italiana do Renascimento de Jacob Burckhardt

 

 

O retrato na pintura italiana do Renascimento

de Jacob Burckhardt

Cássio Fernandes (org.)

Cássio Fernandes (trad.)

 

Este é um livro imprecindível para os amantes da pintura classica italiana. Aqui Jacob Burckhardt nos atinge em cheio ao esmiuçar as obras e sua história, atentando para detalhes que só um expert poderia enumerar. Um livro instigante que sem uma unica reprodução impressa nos faz mergulhar em belos e provocativos quadros e retratos. 






O historiador suíço Jacob Burckhardt inaugurou o campo dos estudos modernos sobre a civilização italiana do Renascimento. Nas últimas décadas de sua vida, Burckhardt dedicou-se a uma longa pesquisa sobre a arte italiana do Renascimento, compondo uma série de escritos sobre o tema, a maior parte editada apenas postumamente. A presente edição consiste na organização, na tradução para o português e na apresentação dos textos do autor sobre a retratística pictórica renascentista. O retrato na pintura italiana do Renascimento compõe-se do texto que intitula o volume, redigido entre 1893 e 1895, além do Apêndice formado por outros três escritos do autor: “Rafael retratista” (1882), “As origens da retratística moderna” (1885) e “Michelangelo furioso” (1895).




O AUTOR
Jacob Burckhard
t (1818-1897) iniciou os estudos acadêmicos em sua cidade natal, Basileia (Suíça). Entre 1839 e 1843, estudou história na Universidade de Berlim, onde foi aluno de Leopold von Ranke, Gustav Droysen e Franz Kugler. Ensinou inicialmente no Instituto Politécnico de Zurique e, em 1858, assumiu a cátedra de história na Universidade de Basileia. Em 1874, criou e assumiu, na mesma universidade, a cátedra de história da arte, da qual se aposentou em 1893, dando lugar a seu ex-aluno Heinrich Wölfflin. Entre suas obras mais importantes estão A era de Constantino, o Grande (1853), O cicerone (1855) e A cultura do Renascimento na Itália (1860). Grande parte de sua obra foi editada postumamente: História da cultura grega, Reflexões sobre a história, além de uma série de livros sobre a arte italiana do Renascimento, compostos na fase final de sua vida. Organizador: Cássio Fernandes é doutor em história pela Universidade Estadual da Campinas (Unicamp) e professor de história da arte do Renascimento no Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É autor da tese “A figura do homem entre palavra e imagem: autobiografia e retrato pictórico no Renascimento de Jacob Burckhardt”.






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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Profecias apocalípticas voltam à tona após renúncia do papa

 




LEIA O TEXTO COMPLETO EM

http://www.suplementocultural.com/centurias.htm
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Hero e Leandro, leituras de um mito

 



A Cotovia começa o ano em grande com a publicação de mais um título da sua colecção de Ensaio:

AAV - Coordenação de Maria Cristina Pimentel
O mito de Hero e Leandro é uma história de amor e de morte. Os protagonistas são Hero, sacerdotisa de Afrodite (Vénus para os Romanos), que habitava numa torre em Sesto, e Leandro, um jovem de grande beleza, natural de Abido. Habitavam em margens opostas do Helesponto (hoje, estreito de Dardanelos) e o seu amor não colhia a aprovação dos pais dela, nem a sua condição de consagrada ao culto lhe permitia o casamento. Mas, como o amor encontra sempre uma via para unir os que querem, todas as noites Leandro atravessava a nado o estreito para estar com a amada. Na travessia, era guiado por uma luz que Hero acendia no alto da torre em que morava. Numa noite de tempestade, porém, a luz apagou-se e ele não encontrou o caminho: as vagas arrojaram-no de encontro aos rochedos. No dia seguinte, quando o mar devolveu o corpo, Hero, incapaz de sobreviver sem o amado, precipit ou-se do alto do penhasco onde à noite o esperava. Ao longo dos séculos, este mito, na sua beleza trágica, tem seduzido inúmeros escritores, músicos e artistas plásticos.
MARIA CRISTINA PIMENTEL é professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa e directora do Centro de Estudos Clássicos. Coordena as Áreas de Língua e de Literaturas Latinas. Publicou vários estudos sobre literatura e cultura clássica, com especial incidência em autores como Séneca, Marcial e Tácito, e integrou equipas de tradução de Propércio e Santo Agostinho.
MARINA DA COSTA CASTANHO frequentou a licenciatura e o mestrado em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde apresentou a dissertação Desencontros no amor: Hero e Leandro nas Heróides de Ovídio. É membro do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, colabora no projecto Santos e Milagres na Idade Média Portuguesa e é bolseira do projecto Corpus Lusitanorum De Pace.
MADALENA SIMÕES dedicou a "Hero e Leandro" de Museu a sua dissertação de mestrado em Estudos Clássicos pela Universidade de Lisboa (2007). De 2004 a 2012 foi Leitora do Instituto Camões nas Universidades de Hamburgo e de Rostock, na Alemanha. É investigadora do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa.
RUI CARVALHO HOMEM é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e coordenador do CETAPS - Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies. Os seus principais interesses como docente e investigador incluem Shakespeare e o Renascimento inglês, literatura irlandesa, intermedialidade e tradução.

 (clique aqui para ler as primeiras páginas)



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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Ensaio - Romances de Tribunal



LEIA AQUI

 

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Anatomia da noite

 

 

 


 


“A noite tem uma dinâmica própria, uma anatomia”, afirma o protagonista deste romance cujo outro personagem central é justamente ela, a noite, com suas promessas de prazer, sua gangorra de encontros e desencontros, o terreno conhecido no qual sempre saltamos com a expectativa de novidades. Henrique tem 35 anos e acaba de abrir a primeira cerveja, pontualmente às 22h. Mais novo romance do promissor Márcio El-Jaick.


 

 


 

Clique aqui para ler o sumário e as primeiras páginas deste livro

 


 


UM LANÇAMENTO



 



 

 


 

 

 

 
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Relicário

Relicário
de Felipe Greco


104 pág.


Um livro de contos escrito com maestria e criatividade. São contos curtos, fluidos e escritos por um autor já tinha se revelado competente e não alegórico em Caçadores noturnos. O acabamento gráfico também é feito com sutileza e criatividade. Muito acima da média dos recentes lançamentos de literatura GLS. (E.C.)

Relicário reúne contos que mergulham no universo do desejo homoerótico. O livro é, na verdade, uma coletânea de confissões de alcova. Os textos apresentam o universo homoerótico masculino, mas não se restringem a isso: mostram que a libido, no fundo, também é atrair a atenção do outro (do mesmo sexo ou não), ser desejado por ele, compartilhar fantasias, desejos e projetos de vida.

O AUTOR
Felipe Greco

 

Felipe Greco nasceu em junho de 1967, é gaúcho de Uruguaiana (RS), porém desde 1985 reside em São Paulo. Tem dois roteiros filmados: "Atração Satânica" (1987) e "The ritual of death" (1990). Em outubro de 1991, venceu o concurso literário promovido pela Fiat do Brasil, com o conto "Anjo provisório".

Em agosto de 2001, publicou o livro de contos "Caçadores Noturnos" (Desatino, SP); em maio de 2003, "O coveiro, uma fábula marginal" (Desatino, SP); em julho de 2004, um artigo em obra coletiva, "Getúlio Vargas, um político camaleônico", in "Política e conflitos internacionais" (Revan, RJ). Em dezembro/05, inspirado em uma história real, escreveu "Lilica" (infantil;Editora Via Lettera).

Em outubro de 2006 teve um texto juvenil inédito, "Memórias do asfalto", premiado pelo Programa de Ação Cultural (PAC 26) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo .

Convidado pelo editor-chefe da revista G Magazine (Fractal, SP), escreveu os contos "O Banho", jul/04, "Encontro na chuva", dez/04, "As Máscaras", fev/05, "O Machão", abr/05, "A Espera", jun/05, "Notas de alcova", ago/05, "Tabu", set/05, "Olé", nov/05, "Almodóvar", dez/05, "Despedida de solteiro", fev/06, "Chuva rala", abr/06, "De repente...", jun/06 (este conto, por uma falha de comunicação entre autor e editor, foi publicado na revista com o título de "No escurinho do dark room"), "O voyeur", set/06, "Para um dia qualquer, depois de hoje", jan/07, "Madrugada sem Lua", set/07, e "Relicário" .

Ficcionista e editor, Felipe Greco publicou que lançou-se Caçadores noturnos (Desatino, 2001) escreveu ainda para o público jovem e adaptou para HQ o clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis (Via Lettera).
No cinema, assinou o argumento e o roteiro do curta-metragem Caçadores noturno, inspirado no universo underground de suas duas obras de estréia na prosa.

Um lançamento da






 

publicado por o editor às 12:25
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