Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Foi-se o martelo: A história do comunismo contada em piadas

 


    

Foi-se o martelo: A história do comunismo contada em piadas

de  Ben Lewis

Tradutor:     Marcio Ferrari

Gênero:     História
Páginas:     432
Formato:     16 x 23 cm

 Uma das primeiras constatações que tive em minha "carreira" de militante , é que a esquerda não tem senso  de humor. Pior que isso, o quadro que se mostrar um pouco saidinho 

vai levar pela fuça uma reprimenda, e o diagnóstico de cometer desvio pequeno-burgês


Como humor não pode ser politicamente correto, pedia logo - tire o seu mau humor do meu caminho que eu quero passar com o meu riso.

Me dói ver que os que prosperaram dentro das máquinas partidárias foram os que serviram-se da rançosa toleima que cada  ato pode até ser "pecado" no reino ateu. Confira um pouco da historia de como virar comédia popular neste deliciosamente sério livro. (E.C.)



A REVELADORA E BEM-HUMORADA HISTÓRIA DO COMUNISMO 

As piadas sobre o comunismo são o mais estranho, engraçado e talvez até o mais significativo dos legados daqueles oitenta anos de experimentação política, na Rússia e no Leste Europeu. Ben Lewis conta o que realmente aconteceu nesse período por meio das piadas e das histórias das pessoas que as contavam – muitas delas acabaram no Gulag, embora outras tenham desfrutado de altos cargos ou se tornaram estrelas do teatro e do cinema. Culturalmente significativa, esta é a história de um sistema político que deixou, além das piadas, muitas perguntas sem respostas.



• O documentário de Ben Lewis Foi-se o martelo foi transmitido pela BBC4 e por uma série de outras emissoras de televisão pelo mundo, em 2006.

• O autor ganhou vários prêmios internacionais por seus documentários. Também é apresentador e roteirista e contribui regularmente para a Prospect e os jornais Evening Standard e Sunday Telegraph.







 

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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

BATALHAS NA BÍBLIA 1400 A.C – 73 D.C de Martin J. Dougherty, Michael E. Haskew, Phyllis G. Jestice, Rob S. Rice

 

 


BATALHAS NA BÍBLIA
1400 A.C – 73 D.C 

de Martin J. Dougherty, Michael E. Haskew, Phyllis G. Jestice, Rob S. Rice 


PÁGINAS:   224
FORMATO:   17 x 24 cm

O LIVRO

Conflitos Militares e Religiosos que Determinaram a História da Humanidade.

Importantes batalhas narradas na BÍBLIA, no Velho Testamento, são descritas neste livro, através de uma nova e surpreendente visão dos verdadeiros objetivos e razões que levaram povos, Reis e nações a digladiarem-se em busca de vitórias e conquistas.




Este livro fartamente ilustrado apresenta, entre outras, as conquistas de Josué, as campanhas bem-sucedidas dos Reis Saul e Davi, as vitórias de Judas Macabeu, a conquista de Judá pelos babilônios, o cerco de Jerusalém, as invasões assírias e a ocupação de todo o território bíblico pelos romanos.

Inclui mapas das batalhas mostrando as disposições, os movimentos táticos e militares, além de um quadro de referência rápida com detalhes das datas, localizações, líderes envolvidos, número de combatentes, e resultados finais das batalhas e guerras.

Um livro obrigatório para apreciadores de textos sobre batalhas, guerras e conflitos militares através da história da humanidade.

A conquista de Judá

Para exemplicar a importância deste livro, apresentamos aqui um dos momentos de batalhas e estratégias politicas encontrados na Biblia. Estamos falando da  conquista de Judá pelos babilônios.

Após a queda de Samaria, em 719 a.E.C., restava aos judeus apenas o Reino de Judá, pequeno e pobre. Parecia que nenhuma nação teria interesse em conquistar Judá, mas não foi isto que aconteceu. Judá era o maior dos poucos reinos da costa do Mediterrâneo que ainda mantinham sua soberania¹ e o maior deles, por isso tornou-se objeto de desejo das potências próximas: Egito e Assíria.

Ezequias, rei de Judá logo após a queda de Israel, tentou estender a soberania da casa de David sobre os territórios do Norte. Enviou mensagens convidando o povo que restara em Israel a juntar-se ao povo de Judá na celebração do Pessach. Alguns foram, mas o importante é que esse fato fez com que Senaqueribe, rei da Assíria, enviasse um exército para arrasar Judá. Chegaram a sitiar Jersualém, mas aconteceu algo com seu exército (provavelmente uma peste) e o cerco foi suspenso. O exército assírio marchou de volta para casa e Judá manteve sua independência.




Nesse período viveu Isaías, um dos maiores profetas judeus. Apoiara Ezequias, mas era totalmente contrário à política de Manasseh, seu sucessor. Manasseh, para enquadrar Judá na civilização assíria, permitiu práticas pagãs e sacrifícios a Deuses estrangeiros no Templo. O governo de Amon, seu filho, tirânico como o pai, não foi suportado pela corte, que o assassinou. Colocaram Josias, seu filho de oito anos no trono. Josias empreendeu reformas religiosas que visavam uma volta às raízes do judaísmo.

Após a queda de Samaria, em 719 a.E.C., restava aos judeus apenas o Reino de Judá, pequeno e pobre. Pareceria que nenhuma nação teria interesse em conquistar Judá, mas não foi isto que aconteceu. Judá era o maior dos poucos reinos da costa do Mediterrâneo que ainda mantinham sua soberania e o maior deles, por isso tornou-se objeto de desejo das potências próximas: Egito e Assíria.

Ezequias, rei de Judá logo após a queda de Israel, tentou estender a soberania da casa de David sobre os territórios do Norte. Enviou mensagens convidando o povo que restara em Israel a juntar-se ao povo de Judá na celebração do Pessach. Alguns foram, mas o importante é que esse fato fez com que Senaqueribe, rei da Assíria, enviasse um exército para arrasar Judá. Chegaram a sitiar Jersualém, mas aconteceu alguma coisa com seu exército (provavelmente uma peste) e o cerco teve de ser suspenso. O exército assírio marchou de volta para casa e Judá manteve sua independência.

Foi nesse período que viveu Isaías, um dos maiores profetas judeus. Apoiara Ezequias, mas era totalmente contrário à política de Manasseh, seu sucessor. Manasseh, para enquadrar Judá na civilização assíria, permitiu práticas pagãs e sacrifícios a Deuses estrangeiros no Templo. O governo de Amon, seu filho, tirânico como o pai, não foi suportado pela corte, que o assassinou. Colocaram Josias, seu filho de oito anos² no trono. Josias empreendeu reformas religiosas que visavam uma volta às raízes do judaísmo. Logo depois, Judá foi conquistada pelo Egito e, pouco mais tarde (600 a.E.C), a aliar-se à Babilônia.

Em 597 a.C. Nabucodonosor, imperador da Babilônia, colocou seus exércitos em frente às muralhas de Jerusalém, para punir o descumprimento de alianças anteriores entre os dois reinos. Depois de uma pequena tentativa de defesa, Nabucodonosor invadiu a cidade, ordenando que os cidadãos mais importantes e sábios, assim como os maiores tesouros do templo e do palácio, fossem levados para a Babilônia.

Segundo Luiz Sayão que é lingüista e hebraísta da USP  "em 605  a.C., Nabopolassar enviou Nabucodonosor para combater a ameaça egípcia, que havia tomado Carquêmis desde 609 a.C., em aliança com os assírios. Os egípcios são derrotados. Nabucodonosor invade as terras de Judá e acaba se instalando em Ribla. O rei Jeoaquim, ex-vassalo do faraó Neco II, agora estava sujeito ao monarca neobabilônio. Com a morte de seu pai , Nabucodonosor é coroado rei na Babilônia . Jeoaquim concordou em ser seu vassalo por três anos (2 Re 24.1). Em 601 a.C. os babilônios tentam conquistar o Egito, mas são resistidos por Neco II. A partir daí fortificam suas bases em Ribla e Hamate. Pelo fato de Judá ter buscado apoio no Egito, Nabucodonosor assedia Jerusalém, que se rende em 15-16 de março de 597 a.C.

Com a morte de Jeoaquim em 598 a.C. em Jerusalém, Joaquim (também chamado Jeconias ou Conias) (2 Re 24.8-17; 2 Cr 36.9,10; Jr 22.24-30; 52.31-34), seu filho, é o rei que perde a capital para o poderio neobabilônio, durante um reinado de apenas três meses. Ele é levado para a Babilônia, e seu tio Zedequias (2 Re 24.17-25.7; 2 Cr 36.11-21; Jr 39.1-10; 52.1-11) é nomeado rei-títere em Jerusalém. Zedequias fica no poder por onze anos e rebela-se contra os babilônios, o que provoca o cerco e a destruição da cidade em 15 de agosto de 586. Em sua tentativa de fuga, Zedequias é preso em Jericó, levado para Ribla, e é levado para a Babilônia, cego, onde morreu. Depois, um funcionário de Mispá, Gedalias, governa sob o domínio neobabilônico. Ele e seus partidários são assassinados. Os culpados fogem para o Egito (2 Re 25.23-26)."

Porém, o reino de Judá só viria a cair totalmente em 586 a.C, quando aconteceu um segundo exílio. O templo foi totalmente destruído e sobraram no antigo reino de Davi quase que somente camponeses. O povo judeu então ficou dividido entre os que viviam no exílio na Babilônia (Galut Bavel) e os que continuavam morando na Palestina.

Diferentemente do exílio na Assíria - onde os judeus deportados se assimilaram totalmente – os exilados na Babilônia se articularam em comunidades, não deixando o judaísmo morrer.


OS AUTORES
Martin J. Dougherty é um escritor independente e editor especializado em tópicos militares e de defesa. Ele contribuiu anteriormente para os livros Battles of the Ancient World e Battles of the Medieval World.

Michael E. Haskew tem, há vinte anos, escrito e pesquisado a respeito de tópicos ligados à história militar. É editor de World War II History Magazine. Vive em Chattanooga, Tennessee.

Phyllis G. Jestice é professora assistente de História Medieval na University of Southern Mississipi. Anteriormente, foi Conferencista em História Antiga e Medieval na California State University. Ela também contribuiu para Battles of the Ancient World.

Rob S. Rice é professor na American Military University e leciona cursos sobre Guerra Naval Antiga e Moderna. Tem artigos publicados no Oxford Companion to American Military History e contribuiu para Battles of the Ancient World e Fighting Techiques of the Ancient World.



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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

FIM DE JOGO, 1945 de David Stafford

 

A 2a Grande Guerra



O QUE UMA GUERRA TEM DE GRANDE? Pois bem , número de vítimas, número de países envolvidos no conflito, montante do prejuízo. Ou seriam os avanços tecnológicos, as mudanças geopolíticas, o butim. Na guerra, por mais grandioso que seja o número, o valor exponencial do desumano deve falar mais alto. A segunda guerra mundial infelizmente não deixou lição nenhuma e sim décadas de um mundo dividido entre teorias econômicas. E o povo? A este coube e cabe contar e enterrar seus mortos.

Entre os anos de 1939 e 1945, o mundo viveu o maior e mais sangrento confronto da história da humanidade - a Segunda Guerra Mundial (1939–1945) que opôs os Aliados às Potências do Eixo, tendo sido o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. As principais potências aliadas eram a China, a França, a Grã-Bretanha, a União Soviética e os Estados Unidos.

O Brasil se integrou aos Aliados em agosto de 1942. A Alemanha, a Itália e o Japão, por sua vez, perfaziam as forças do Eixo. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, ou por haver participado de conflitos laterais. Em algumas nações (como a França e a Jugoslávia), a Segunda Guerra Mundial provocou confrontos internos entre partidários de lados distintos.

A Primeira Guerra Mundial - "feita para pôr fim a todas as guerras" - transformou-se no ponto de partida de novos e irreconciliáveis conflitos, pois o Tratado de Versalhes (1919) disseminou um forte sentimento nacionalista, que culminou no totalitarismo nazi-fascista. As contradições se aguçaram com os efeitos da Grande Depressão. Além disso, a política de apaziguamento, adotada por alguns líderes políticos do período entre guerras e que se caracterizou por concessões para evitar um confronto, não conseguiu garantir a paz internacional. Sua atuação assemelhou-se à da Liga das Nações: um órgão frágil, sem reconhecimento e peso, que deveria cuidar da paz mundial, mas que fracassou totalmente.


O líder alemão de origem austríaca Adolf Hitler, Führer do Terceiro Reich, pretendia criar uma "nova ordem" na Europa, baseada nos princípios nazistas que defendiam a superioridade germânica, na exclusão — e supostamente eliminação física incluída — de algumas minorias étnicas e religiosas, como os judeus e os ciganos, bem como deficientes físicos e homossexuais; na supressão das liberdades e dos direitos individuais e na perseguição de ideologias liberais, socialistas e comunistas.

O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados ( liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos ) e Eixo ( Alemanha, Itália e Japão ).

A assinatura do tratado de paz no final da Primeira Guerra Mundial deixou a Alemanha humilhada e despojada de suas possessões. Perdeu seus territórios ultramarinos e, na Europa, a Alsácia-Lorena e a Prússia Oriental. Os exércitos aliados ocuparam a região do Reno, limitaram rigorosamente o tamanho do Exército e da Marinha alemães, e o seu país foi obrigado a pagar indenizações pela Primeira Guerra Mundial que logo provocaram o colapso de sua moeda e causaram desemprego em massa.

Assim, foi numa Alemanha envenenada pelo descontentamento que Adolf Hitler ergueu a voz pela primeira vez. Apelando para a convicção do povo alemão de que tinham sido brutalmente oprimidos pelos vencedores da guerra, logo conseguiu uma larga audiência. Falava de grandeza nacional e da superioridade racial nórdica, denunciava judeus e comunistas como aqueles que haviam apunhalado a Alemanha pelas costas e levado o país à derrota, e por meio de um programa intensivo de propaganda criou o Partido Nacional-Socialista, que em 1932 tinha 230 lugares no Parlamento alemão e cerca de 13 milhões de adeptos. Depois da morte do Presidente Hindenburg, em 1934, o poder de Hitler tornou-se absoluto. No verão de 1934, eliminou implacavelmente os rivais e, desprezando a regra de lei, estabeleceu um regime totalitário.


Em seguida deu inicio a um programa de rearmamento, em contravenção ao Tratado de Versalhes, mas sem ser impedido pelos demais signatários, e no começo de 1936 já estava confiante o bastante para enviar tropas alemães para reocupar a região do Reno. Mais uma vez os Aliados não fizeram nenhuma tentativa para detê-lo, e a operação foi bem sucedida. Mais tarde, no mesmo ano, ele e seu aliado italiano fascista Benito Mussolini enviaram auxílio a Franco na Guerra Civil Espanhola e assinaram um pacto unindo-os no Eixo Berlim-Roma.

A preocupação primária de Hitler durante esse período foi com a necessidade alemã de Lebensraum, ou seja, espaço vital. Se o país devia passar de nação de segunda categoria para primeira potência mundial, necessitava de espaço para se expandir, e se precisava comportar uma população em rápido crescimento e exigindo prosperidade, necessitava de terras para cultivo e matérias-primas para energia e indústria.

Começou olhando na direção da Áustria, que já possuía um forte movimento nazista, mas cujo chanceler estava ansioso por conservá-la como nação independente. Os exércitos de Hitler avançaram assim mesmo e, em 1938, entraram em Viena, sem encontrar oposição. Hitler tivera êxito pela combinação de uma diplomacia de força e um hábil desenvolvimento de sua máquina de propaganda.

A Checoslováquia seria a próxima vítima. A região fronteiriça, conhecida como Sudetos, tinha uma população alemã que se sentia excessivamente discriminada tanto pelos tchecos quanto pelos eslovacos. A região era rica em recursos minerais, tinha um grande exército, e ostentava fábricas de equipamento bélico Skoda. Incitando o descontentamento da população germânica, Hitler foi capaz de fomentar a agitação na Checoslováquia, que levou a um confronto armado na fronteira. Nessa altura, o primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, representando os defensores da Checoslováquia - Inglaterra, França e Rússia -, foi à Alemanha acalmar Hitler. O resultado de uma série de reuniões foi que, a menos que os Sudetos fossem anexados à Alemanha, Hitler começaria uma guerra; mas se suas reivindicações territoriais na Checoslováquia fossem atendidas, não faria reivindicações posteriores no resto da Europa. A França e a Inglaterra concordaram - apesar de suas promessas de proteger a Checoslováquia -, e Hitler, quebrando também a sua promessa, mais tarde invadiu a Checoslováquia inteira. Considerou que a Inglaterra não estaria preparada para lutar por aquele país, e que a França não ia querer lutar sozinha - e estava certo; mas na vez seguinte, quando invadiu a Polônia, elas declararam guerra.

Como a história provaria mais tarde, a declaração veio com excesso de atraso. As vacilações das potências ocidentais haviam permitido que Hitler alcançasse uma força armada e uma posição na Europa, cujo desalojamento levaria seis anos de carnificina.

A Segunda Guerra Mundial, por sua amplitude e duração, contou com inúmeras campanhas e batalhas importantes. Neste texto, iremos nos reportar apenas àquelas que tiveram influência decisiva na evolução do conflito.
Empregando de forma combinada todos os elementos militares de que dispunham (aviação de assalto, aviação de bombardeio, blindados, artilharia e infantaria), os alemães criaram uma tática de combate denominada Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago), de efeito esmagador. Ela lhes permitiu dominar rapidamente a Polônia e, em 1940, praticamente toda a Europa Ocidental – inclusive a França, que foi obrigada a se render. Mas a falta de recursos navais impediu Hitler de invadir a Grã-Bretanha e o levou a atacar a URSS. Os alemães avançaram profundamente no território soviético, até serem finalmente detidos na Batalha de Stalingrado (nov. 42/fev. 43). O Japão, envolvido contra a China desde 1937, atacou os EUA em dezembro de 1941, bombardeando a base naval de Pearl Harbor, no Havaí. Os japoneses conquistaram todo o Sudeste Asiático e o Pacífico Central, chegando às fronteiras da Índia e próximo da Austrália. Todavia, derrotados pelos norte-americanos na batalha naval de Midway (jun. 42), passaram a lutar defensivamente, de forma obstinada e até mesmo desesperada, tendo em vista que se tornou habitual lutarem até à morte, inclusive através de ataques suicidas.

A Itália foi invadida pelos Aliados em 1943. Mussolini, refugiado no norte do país sob a proteção dos alemães, foi capturado por guerrilheiros comunistas italianos e assassinado em abril de 1945. Hitler suicidou-se três dias mais tarde, quando os soviéticos se encontravam a três quarteirões de seu abrigo subterrâneo, em Berlim. A Alemanha capitulou pouco depois, em 8 de maio. Antes, em junho de 1944, ocorrera o célebre Dia D, quando tropas anglo-americano-canadenses desembarcaram na Normandia – região da França, então ocupada pelos alemães.

O Japão somente se rendeu em 15 de agosto de 1945, quando o imperador Hirohito anunciou pessoalmente, pelo rádio, a capitulação do país. Essa decisão foi conseqüência dos devastadores efeitos produzidos pelo bombardeio atômico das cidades de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos respectivamente em 6 e 9 daquele mês.

O emprego de bombas atômicas contra o Japão, a fim de forçá-lo a cessar a luta, foi ordenado pelo novo presidente dos EUA, Truman (o presidente Franklin Roosevelt falecera em abril de 1945). Atualmente, os historiadores tendem a considerar que a ação norte-americana foi desnecessária, já que a capacidade de resistência dos japoneses estava em seu limite. Assim sendo, os bombardeios atômicos (com cerca de 200 mil vítimas fatais, sem considerar as seqüelas da radioatividade) teriam sido, fundamentalmente, um meio de intimidar a URSS – já no contexto da futura Guerra Fria.

Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades.Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.

Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU ( Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período conhecido como Guerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados.  (E.C.)


O capítulo que faltava da Segunda Guerra Mundial

FIM DE JOGO, 1945

de David Stafford


Tradução: Joel Macedo



Formato: 16 x 23

704 páginas


O LIVRO

Concluir a narrativa da Segunda Guerra Mundial no Dia da Vitória é deixar a história apenas parcialmente contada. A guerra não termina quando cessam as batalhas. Soldados derrotados enfrentam longos dias como prisioneiros, os feridos continuam a morrer, pais buscam obstinadamente pelos filhos desaparecidos e os vitoriosos embarcam em missões épicas para caçar líderes inimigos.

Em Fim de jogo, 1945, o historiador David Stafford preenche algumas lacunas do conhecimento sobre o fim da Segunda Guerra. Ele revela como, para muitas pessoas, 8 de maio de 1945 – o Dia da Vitória na Europa – foi apenas uma breve pausa na ação. O horror e a dificuldade continuaram por muito tempo depois que os Aliados aceitaram a rendição incondicional da Alemanha Nazista.

Para narrar em detalhes o contexto do final do conflito, o autor entrelaça as vidas de pessoas comuns com as maquinações de líderes políticos e militares. Baseando-se em diários, cartas, testemunhos pessoais, memórias e uma extensa bibliografia, ele remonta a elaborada teia de eventos que levaram à verdadeira resolução da guerra. A invasão soviética, o suicídio de Hitler e a consequente rendição por parte do Eixo são partes-chave da história, mas não eram as únicas tramas em jogo à época.

Stafford relata histórias de homens e mulheres notáveis. Entre eles, Robert Ellis, um jovem soldado americano que tenta manter a alma intacta em meio à brutalidade da batalha, lutando em território italiano; Robert Reid, um correspondente de guerra viajando com o exército do general George Patton; Reginald Roy, um soldado canadense que enfrenta bravamente a resistência nazista na costa holandesa; e Francesca Wilson, que trabalha na ajuda humanitária e tenta desesperadamente mitigar o sofrimento trazido pela guerra.

Aclamado pela crítica, Fim de jogo, 1945 reconstrói os meses turbulentos que moldaram o mundo moderno. Mais do que os principais eventos que levaram ao fim do maior conflito humano já ocorrido – como as mortes de Hitler e Mussolini e a libertação dos prisioneiros dos campos de Buchenwald e Dachau –, o livro oferece um panorama pouco conhecido de homens e mulheres comuns, da Europa em meados dos anos 40 e da derrota do fascismo.
 


A  CRITICA

“Fascinante... Tenta colocar um rosto humano na desconcertante escala de morte e devastação. David Stafford faz isso de forma extraordinária.” – The Times

“Stafford reuniu uma galeria extraordinária de histórias humanas – heroicas, trágicas, infames, comoventes.” – Daily Mail

O AUTOR

David Stafford é historiador e ex-diplomata que tem escrito extensivamente sobre a inteligência, espionagem, Churchill e da Segunda Guerra Mundial. O ex-diretor do projeto no Centro para o Estudo das duas guerras mundiais, na Universidade de Edimburgo, ele  é um membro honorário da Universidade e Professor Adjunto da Universidade de Victoria, em British Columbia, onde ele e sua esposa vivem agora .

Frequentemente atuou como consultor na TV e  na rádio, escreveu documentários de rádio para a Canadian Broadcasting Corporation e  BBC, e seu livro mais recente, Dez dias para o dia D , formaram a base para um docudrama em duas partes do  Channel Four . Atuando é consultor histórico em um documentário de TV que está sendo feita por ORTV de Londres baseado em seu livro, Spies Beneath Berlin.
É crítico literário regular, aparecendo no the Times (London), BBC History Magazine, The Spectator, The Times Literary Supplement, The New York Times,o Times Herald Tribune(Paris), e Saturday Night e o Globe and Mail (Toronto).

David Stafford nasceu em Newcastle-upon-Tyne, tem titulos da Universidade de Cambridge e da Universidade de Londres (London School of Economics and Political Science), e quando ele não está escrevendo livros é um ávido leitor de ficção e um devotado fan das óperas de Mozart.

Em Abril de 2005 foi nomeado pelo primeiro-ministro para escrever a história oficial do SOE na Itália (Parte II, 1943-1945), que foi publicado pelo Bodley Head em março 2011.

LEIA UM TRECHO DO LIVRO EM PDF

 


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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Juca Kfouri afirma que presidente da CBF foi “fartamente” responsável pela prisão de Vladimir Herzog

 



O jornalista Juca Kfouri publicou em seu blog do Uol, nesta terça-feira, 26, que o  presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, foi serviçal da ditadura e um dos responsáveis pela prisão de Vladimir Herzog - que foi morto pelos militares.

Kfouri afirma que Marin é “fartamente” responsável pela prisão que resultou no assassinato de Herzog, em 1975. “Na época, Marin era deputado e em discursos elogiava o trabalho do torturador Sérgio Paranhos Fleury e colaborava com as denúncias sobre a existência de comunistas na TV Cultura, cujo jornalismo era dirigido por Herzog”, publicou.

Na opinião do jornalista, este é o motivo pelo qual Dilma Rouseff não recebe Marin, que trata assuntos relativos ao governo Federal em audiências com o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele está no comando da CBF e do Comitê Organizador Local para a Copa do Mundo de 2014 (COL), desde março de 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira.

Prisão e morte de Vlado
Herzog foi torturado e morto nas dependências da Operação Bandeirantes (Oban), por agentes do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), durante o regime militar, e tornou-se símbolo na luta pela restauração da democracia no Brasil.

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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Resenha - lançamento - Introdução à filosofia política de Colin Bird

 

Introdução à filosofia política
de Colin Bird


Páginas: 336


Este livro proporciona uma abrangente introdução à filosofia política. Ao combinar uma discussão de figuras históricas e contemporâneas, com vários exemplos da vida real, ele cobre uma gama excepcionalmente ampla de tópicos da área, incluindo a distribuição justa da riqueza, tanto dentro dos países quanto globalmente; a natureza e a justificação da autoridade política; o significado e a importância da liberdade; argumentos a favor e contra o regime democrático; o problema da guerra; e as razões para a tolerância na vida pública. A obra ainda oferece uma discussão acessível, não técnica, de perfeccionismo, utilitarismo, teorias do contrato social e de formas recentemente populares de teoria crítica. No decorrer do texto, o livro desafia os leitores a pensar de maneira crítica sobre argumentos e instituições polí-ticas que normalmente poderiam admitir como naturais. Trata-se de um texto provocativo para todo estudante de filosofia e ciência política.


Colin Bird é professor adjunto do Departamento Woodrow Wilson de Política da Universidade de Virgínia. Também é autor de The Myth of Liberal Individualism. Nesta obra, ele explora a filosofia política. Na primeira parte, trata de questões gerais, como algumas das dificuldades geradas pela busca por justificação na vida política, as duas estratégias historicamente influentes que os filósofos políticos estabeleceram para lidar com essas questões, o perfeccionismo clássico de Platão e Aristóteles e o utilitarismo moderno de Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Já na segunda parte, leva em consideração uma série de tópicos mais específicos da área, justiça global, a natureza e a justificação da autoridade política, o conceito de liberdade e como ele poderia ser entendido, os ideais do regime democrático e algumas das dificuldades que levantam, a contribuição dos filósofos para o nosso entendimento da guerra e da violência, a base para a tolerância e o acordo mútuo entre grupos com visões éticas opostas, além de discorrer sobre os escritos de críticos radicais como Rousseau, Marx e Foucault, e as implicações de seus argumentos para as discussões contidas neste livro.

UM LANÇAMENTO




Confira um pouco do livro em
http://www.bancadigital.com.br/madras/reader2/default.aspx?lT=home&pID=106

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

O maior dia da história



O maior dia da história

Como a Primeira Guerra Mundial realmente terminou

de Nicholas Best

332 Páginas
 

O texto ágil e atraente de Nicholas Best relata, de forma surpreendente, recortes do último ato da Primeira Grande Guerra. As ofensivas militares, a rendição alemã e todas as reviravoltas do fim da mais sangrenta guerra contadas a partir de material nunca antes publicado, de fontes tanto militares quanto civis. Da então adolescente Marlene Dietrich, em Berlim, a Gandhi, doente em sua cama; das farras das tropas aliadas às histórias de pessoas comuns, o autor relata novos fatos e todos os ângulos de um dos momentos históricos mais relevantes para a sociedade atual, de forma inédita e fascinante.

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