Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

LITERATURA POLICIAL

UM TIRO NO PEDANTISMO INTELECTUAL


"Não há nada que antes não tenha sido outra coisa, pensava Mma Ramotswe."
(personagem de Alexander McCall Smith,
a única mulher detetive particular em toda Botsuana)

Antes que alguém já saia torcendo o nariz para o tema, mais nos compensa repensar o quanto esse crime compensa. Se para alguns de nossos intelectuais os romances policiais estariam fadados a carregar eternamente o rótulo de subliteratura, para a maioria de intelectuais e escritores, tal colocação não passa de claro preconceito criado a partir de uma outra grande distorção - a de que toda a literatura que envolve crime e mistério é de baixa qualidade. A verdade é que tais intelectuais vivem de dar tiros no próprio pé, e esquecem que muitos de nossos autores clássicos produziram seus contos e romances de mistério, de inconteste qualidade e importância. São livros recheados com todos os elementos execrados pelos tão exigentes detratores. Nas tramas, o crime, os processos, as deduções e as investigações.

Não é preciso ter tanta acuidade de detetive para lembrar de Emile Zola que nos brindou com obras como "Tereza Raquim", "Germinal" e a "Besta Humana" que, certa feita, escreveu que "toda a obra de arte é um pedaço da natureza, visto através de um temperamento". Dessa forma, os elementos policialescos e os crimes em si, fazem parte de nosso dia-a-dia, uma realidade que, nem por ser trágica e incluir muitas vezes elementos repugnantes, deve ser ignorada pelo artista. Talvez seja por isso mesmo que no início do século passado, Enrico Ferri, psicólogo e criminalista, professor da Universidade de Roma e de Bruxelas, afirmou que "Besta Humana" e ainda "Crime e Castigo", de Dostoievsky eram, para a psicopatologia e para a antropologia criminal, "um meio de propaganda, mil vezes mas rápido que a observação estritamente erudita". Citando aqui Dostoievsky, lembramos que no universo da literatura russa, temos Leon Tolstoi que além de romances perfeitos como Anna Karenina e Guerra e Paz, escreveu contos de fina ironia e sátira onde a figura da lei era colocada em cheque. Basta conferir "O Custo Da Justiça".

LITERATURA POLICIAL
ONDE ENCONTRAR

Nas boas casas e livros do ramo, e mais aqui e ali e vez por outra tanta no acolá. Pode ser encontrada de diversas formas e, dificilmente, um leitor pode correr o risco de dizer que nunca leu esse tipo de livro. Segundo o escritor Ignácio de Loyola Brandão, o gênero policial pode ser encontrado até na Bíblia. Basta ler Caim e Abel. "Gosto e leio muitas histórias policiais e acho que, como todo o gênero, tem produções boas e más. Mas é um estilo extremamente fascinante e muito importante na formação de um escritor, pois com os bons policiais você aprende muito em relação à arte da narrativa. Na verdade, o que existe é um grande preconceito por parte dos falsos intelectuais que se postam contra a literatura policial. Meus autores prediletos no gênero são George Simenon, Raymond Chandler, Patrícia Highsmith e Agatha Christie”.

A Ediouro lançou um “catatau” especialíssimo organizado por Flávio Moreira da Costa - "Os 100 melhores contos de crime e mistério". Jornalista desde os 15 anos, o gaúcho Flávio Moreira da Costa foi crítico de cinema, música e literatura. Redator, editor e tradutor, tem hoje cerca de 30 livros publicados. Segundo ele , "o homem é o único animal que mata seu semelhante por razões que não sejam sua própria sobrevivência". Temos aqui uma ficção que beira a realidade, tratando de um assunto por demais comentado em nossos dias, sobretudo devido à crescente globalização do crime. Os textos registram uma faceta da humanidade sempre presente e cada vez mais visível e ameaçadora. A antologia, organizada com brilhantismo, pode ser considerada a mais completa da literatura de crime e mistério até hoje publicada no país. A primeira história da coletânea é do Antigo Testamento - A história de Sansão, depois passamos por Sófocles - Édipo Rei. Mil e uma noites, Perrault, Voltaire, Honoré de Balzac, Robert Louis Stevenson, Apollinaire, Guy de Maupassant, Kafka, Dickens, Edgard Allan Poe...

UM REINADO DE RAINHAS E DETETIVES

Agatha Christie é certamente a mais conhecida escritora de romances policiais. É chamada de a Rainha do Crime, mas o que na verdade intriga a muitos é como uma mulher, saída da era vitoriana,conseguiu criar tramas e enredos tão verossímeis, e ao mesmo tempo, construir histórias passíveis de serem consideradas crimes perfeitos. Com seus mais de 80 livros publicados, incluindo romances, contos, peças e até obras a quatro mãos, ela é uma das autoras mais traduzidas em todo o mundo e o maior sucesso do teatro inglês depois de Shakespeare. Durante um certo período de sua carreira, tentando livrar-se do rótulo de escritora de livros policiais e indo de encontro aos seus críticos ferrenhos que a acusavam de reles comerciante, Agatha escreveu uma série de romances utilizando-se do pseudônimo literário de Mary Westmacott. Mas, mesmo assim, não conseguiu evitar de permear essas histórias com certa dose de suspense. Por certo não figuram na obra Hercule Poirot ou Miss Marple, seus mais famosos detetives. Mas, com certeza, foi Dame Agatha que abriu as portas para várias outras escritoras de mistério.

Mulheres como P. D. James, na verdade Phyllis Doroty James, que nasceu em Oxford, Inglaterra, em 1920. Trabalhou no Serviço Nacional de Saúde, no Serviço de Ciência Forense e no Departamento de Lei Criminal, onde aprendeu "coisas úteis" para seus livros. Iniciou sua carreira literária aos 42 anos, com a publicação de "Over her face", seguido por mais treze romances que consolidaram sua reputação como uma das principais escritoras de livros policiais da atualidade. Em 1991, recebeu da rainha Elizabeth o título de Baronesa James of Holland Park. Seu mais recente livro, relançado no Brasil pela Cia das Letras é "A morte de um perito".

Mas outras mulheres passaram a dominar a cena. Mulheres fortes e decididas como Patrícia Highsmith, que com o seu talentoso Mr. Ripley subverteu a idéia do criminoso ser sempre capturado. Ou ainda escritoras cuidadosas como Mary Higgins Clark (publicada pela Record) com tramas urdidas como um bom tricot. E ainda mulheres exóticas, de lugares distantes como a Nova Zelândia, a senhora Ngaio Marsh. A lista é intensa e imensa - Sara Paretsky, (Ed.Rocco), Ruth Rendell (Ed.Rocco), Lyza Cody,l Lillian O’Donnell, Patrícia Cornwell (Cia das Letras), ou ainda Antonia Fraser que além de ser autora de romances policiais é historiadora e muitas outras mais.


COMO CRIAR UM DETETIVE


O primeiro detetive criado para compor a estrutura do romance policial foi obra e graça de Edgard Allan Poe. Sem dúvida, é ele o criador da moderna literatura policial. Americano de Boston (Massachusetts) que, a priori, deveria também ser o mais belo exemplo de conservadorismo, Poe, além de alcoólatra era um gênio pouco compreendido. Nascido em 1809, é um dos escritores de suspense e terror que teve a vida mais conturbada, morrendo na mais completa miséria e degradação, vitima da bebida, em 1849, após vários dias de impressionante delírio. Os que acompanharam sua agonia disseram que suas últimas palavras foram – “Senhor, ajudai minha pobre alma”. Algo digno para qualquer personagem do gênero. Seu maior divulgador post-mortem foi Charles Baudelaire, que o via como a “cristalização da genialidade e do delírio humano”.

A importância de Edgard Allan Poe pode ser medida na proporção direta de sua popularização, de quadrinizações a centenas de filmes baseados ou livremente inspirados em seus contos e poemas. “Os Crimes da Rua Morgue” é, com certeza, a pedra angular de sua obra e da criação da figura do detetive. É nessa novela que aparece o personagem Dupin, um policial que “gostava de exercitar sua capacidade analítica”.

Frente a um gancho como esse, era óbvio que outros seguiriam essa seara. Vai daí que surge um inglês também dado ao fantástico e que tinha tudo para ser outro escritor conservador. Sir Arthur Conan Doyle certa feita tomou a decisão de “construir uma obra imortal” e assim, sem dó ou razão, assassinou seu personagem e a sua galinha dos ovos de ouro. Matando Sherlock Holmes pensou em livrar-se da maldição de ter criado tão sedutor personagem, com o qual não gostaria de ser lembrado. Foram apenas nove volumes, mas que ofuscaram para sempre qualquer outra tentativa de projetar-se com uma “obra mais séria”. Chegou a pedir um valor proibitivo para um editor usando como pretesto não retomar o personagem, e mesmo assim, teve de ressuscita-lo, algo até simples para quem começava a tomar gosto pelo então chamado “espiritismo”. O herói da Baker Street era, definitivamente, um espectro em sua vida, assim como seu fiel escudeiro o Dr. Watson.

Mas nem só de detetives afáveis e dândis vive a literatura policial. Chesterton, por exemplo, tradicional pensador católico, frasista incorrigível, criou padre Brown. Inglês, como outros tantos escritores de mistério, tem a seu favor ter criado a figura de um detetive de características singulares. O padre Brown é a própria irreverência de G.K.Chesterton que criando esse tipo de anti-detetive, talvez a principio só para satirizar os outros romances policiais acaba por transforma-lo em sucesso. Com padre Brown, a pureza e a simplicidade são amparadas pela sua fé católica que se contrapõem à necessidade dos já famosos raciocínios dedutivos e científicismos quase irreais.

Mas os judeus acabaram por também ganhar seu personagem. Harry Kemelman, da Nova Inglaterra, integrou os costumes judaicos ao romance policial. Em seus livros não há a violência explícita, só a constatação de seus estragos, não há devassidão, mas entrega ao amor e o respeito entre as pessoas. E por fim, existem os originalíssimos caminhos e métodos investigativos do rabino David Small. A Cia das Letras publicou no Brasil quatro livros com o personagem.

Outros detetives são pouco dados a sutilezas. Em contraste com o belga Poirot, só mesmo o francês Maigret. Criação genial de Georges Simenon (que também produziu romances não policiais e sem o seu mais famoso personagem), Maigret tem como linha do humor suas idiossincrasias. Não violento, quando não está tentando resolver os intrincados casos está em sua casa, no Boulevard Richard Lenoir, fumando cachimbo, um dos muitos de sua coleção, ou bebericando um beaujolais. Em tempo, ele adora gerânios.

Outro estranho personagem é o Nero Wolf, o gordo detetive que resolve seus problemas sem nunca sair de sua casa. O personagem de Rex Stout é um tanto bizarro, trabalha por dinheiro e tem uma grande legião de fãs. O romance noir também nos deu Sam Spade, os detetives dos escritórios obscuros, que dão tapa na cara de mulher, bebem Bourbon e fumam como loucos. Raymond Chandler e Dashiel Hammet (do Falcão Maltês, lembram?) são os mais soturnos criadores desse estilo.

Outro inglês, mais precisamente um londrino, que tinha uma legião de defensores, mesmo com seu estilo pouco cordato era Edgard Wallace. Traduzido para mais de 15 idiomas, escreveu cerca de 150 novelas em 27 anos. Em certa época, um em cada quatro livros ingleses vendidos era de sua autoria. Talvez acabe sendo somente lembrado por uma obra que nada tem de detetivesca – “King Kong”. Edgard Wallace morreu em 1932, em Hollywood, de pneumonia dupla, mas até hoje seus livros continuam sendo reeditados. Conta-se que Edgard Wallace ditou de uma vez uma novela completa entre a noite de uma sexta-feira e a manhã do domingo.

PROLÍFICOS

Em meio a essas extensas obras, muitos acabam por desconfiar da prolificidade. Nos socorremos então da nossa mais importante escritora, Lygia Fagundes Telles, que também figura na galeria do livro de Flavio Moreira Costa com o conto “As Formigas” . Lygia é categórica em afirmar que “não existem gêneros menores na literatura. O que existem são escritores menores”.

Para Lygia, a literatura policial é tão importante quanto a do gênero mágico, intimista ou fantástico – “ são importantes na medida em que os escritores também o são. Os maiores escritores do mundo já trataram, de uma forma ou outra, de temas policiais.” Lygia vai longe e salienta que, “ na literatura policial, exige-se uma série de qualidades do escritor, que são indispensáveis. Esse tipo de literatura revela muito da grandeza do escritor, pois é nítido detectar-se se o autor é ou não um bom escritor”. Essa literatura difere da fantástica “pela primeira explicar os fatos e a segunda parar em suas fronteiras”.

É curioso constatar que no Brasil é preciso relembrar incisivamente nossos escritores que usaram algo no tema. Além de Lygia, precisamos destacar Machado de Assis (A Cartomante), Antonio de Alcântara Machado (Amor e Sangue), Aníbal Machado (A Morte da Porta Bandeira), o nosso querido Loyola, e ainda Monteiro Lobato (O Estigma), Marcos Rey, agora relançado pela Cia das Letras. Não dá para deixar de fora Rubem Fonseca e o seu “O Cobrador” ou ainda os novos como Tony Belloto e seu “Belline e a Esfinge”. No final da década de setenta, tempos difíceis de repressão, os brasileiros reuniram-se em uma coletânea policial intitulada muito apropriadamente de “Chame o Ladrão”. Outro brasileiro que está sendo reeditado é Paulo Corrêa Lopes.

Certa feita, conversando com o então só escritor e não político Fernando Gabeira, ele disse-me que “sob todos os aspectos, tão importante quanto qualquer outro gênero, na medida que é a continuidade popular de clássicos como “Crime e Castigo” ou ainda tragédias gregas”. Falou que a discussão sobre a qualidade de uma obra de literatura policial é “uma discussão muito parecida se uma língua é ou não um dialeto. A questão depende do poder de quem está definindo a coisa. A literatura policial pode ser uma denúncia e uma crítica da sociedade, uma visão tão crítica quanto a literatura política o é. Quando uma peça como A Ratoeira, de Agatha Christie, fica 20, 30 anos em cartaz, é um fenômeno que está merecendo um estudo mais profundo.”


E MUITOS OUTROS CRIMES


A Editora Record, por exemplo, publicou a sua Coleção Negra, com textos de romance noir. Um dos destaques é o livro “A Última Dança” de Ed McBain sobre quem a Publishers Weekly escreveu o seguinte – “McBain é tão bom que deveria ser preso por isso”. Outro livro fantástico é o de Alexander McCall Smith, nascido no Zimbábue, professor em Botsuana e que hoje leciona na Universidade de Edimburgo - Escócia. O livro tem o título “Agência Nº1 de Mulheres Detetives” (Cia das Letras) e conta a história de uma detetive mulher na pequena cidade de Gaborone, Botsuana. No mínimo instigante. Denis Lehane é outro destaque da mesma editora, é dele “Apelo às Trevas” e o sucesso “De Meninos e Lobos”, já filmado por Clint Eastwood. Ainda na Coleção Negra, vale destacar o noir europeu de Andréa Camilleri (O Cheiro da Noite), ainda Michael Conelly (Mais Escuro que a noite), Walter Mosley e o admirável “Uma Volta com o Cachorro”. Fechando o noir americano a coletânea “Mistério à Americana”.

Curioso é ainda o livro de Mark Bowden (Editora Landscape) – “Achado não é roubado” que conta a história do homem que encontrou um milhão de dólares. Para esse, o crime o compensaria, e muito. Sendo assim, dizer que o crime compensa não é uma afirmação leviana. Compensa sim, e não apenas para os ladrões de colarinho branco nesse nosso país de impunidades. São muitos os escritores policiais pelo mundo vivendo de direitos autorais. Talvez não no Brasil, como bem sabemos. Raro é o crime compensar para os personagens desses mesmos autores, pois eles sempre terão pela frente um Poirot ou um Maigret, que ao contrário dos nossos “sherloques” não aceitará propina. Requintados ou grotescos esses policiais nos crimes da literatura são sempre melhores que os da vida real de qualquer país. Ou mais virulentos em um estilo pouco politicamente correto, o certo que na grande maioria das vezes, ao menos na literatura, o criminoso sempre leva a pior!

Resta a minha boa intenção de solucionar esse caso sobre a importância da literatura policial e socorro-me do mestre Edgard Allan Poe – “Depois de ter ouvido o que recentemente ouvi, seria por certo estranho que eu permanecesse em silêncio a respeito do que tanto vi como ouvi já faz tempo. (in O Mistério de Maria Roget)


Myrtha Ratis
Jornalista

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

BONDADE

um lançamento da Bertrand Brasil

 

BONDADE

de Carol Shields

Ficção Estrangeira - Romance

Páginas : 272

 

Casada há 26 anos com um médico bem-sucedido e mãe de três filhas crescidas, Reta Winters, personagem apresentada por Carol Shields em Bondade, possui motivos que ultrapassam o seio familiar para ser considerada uma pessoa feliz. Trabalha como tradutora de uma famosa intelectual feminista francesa, além de ser autora de um romance que lhe rendeu um singelo sucesso, a ponto de seu editor ter-lhe requisitado a continuação do mesmo. Tudo parece perfeito até que, na primavera de seus 44 anos, em Ontário, onde reside, sua filha mais velha, Norah, toma a decisão repentina de sair de casa para pedir esmolas numa esquina de Toronto. Tudo que carrega consigo é um pratinho de esmolas nas mãos e, no pescoço, uma placa pendurada com a palavra BONDADE escrita à mão. Neste romance, a autora vencedora do Pulitzer e do Canada Council Major Award retrata, de forma intensa e inteligente, com pitadas de humor e perspicácia, a trajetória de Reta em sua busca por tantas respostas.

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LANÇAMENTO BERTRAND BRASIL


O BATISMO DO REI ( CRISTÃOS VOL. II)

 

de Max Gallo

 

Em sua nova trilogia, Max Gallo – autor do qual a Bertrand Brasil já publicou as séries Os Patriotas e Victor Hugo – apresenta uma fascinante saga histórica ambientada na Idade Média. Os Cristãos traz o surgimento da França cristã por meio de três personagens primordiais: Martinho, o primeiro evangelizador dos gauleses; Clóvis, o bárbaro convertido que unificou a Gália e tornou-se o primeiro rei cristão; e Bernardo de Clairvaux, o grande fundador da ordem cisterciense que preconizou a segunda cruzada. O Batismo do Rei é o segundo volume da série, que conta a história de um dos três pilares nos quais se fundamenta a França cristã: Clóvis.

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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Martins Editora lança a história de Frank Lucas

O livro Gângster americano e outras histórias de Nova York, de Mark Jacobson, inspirou o filme de Ridley Scott que estréia no Brasil no próximo dia 25 de janeiro


Gângster americano e outras histórias de Nova York
Mark JacobsonPrefácio de Richard Price
Tradução de Vera Ribeiro e Maria do Carmo Zanini
448 p.

A Martins Editora acaba de lançar Gângster americano e outras histórias de Nova York. Escrito por Mark Jacobson, um dos representantes do jornalismo literário americano (New Journalism), o livro traz uma coletânea de crônicas-reportagens e conta a história verídica do narcotraficante Frank Lucas, que entre 1968 e 1973 ganhou 250 milhões de dólares vendendo cocaína e heroína no Harlem. Frank aproveitou-se de um esquema de corrupção que envolvia três quartos da polícia de Nova York. Além disso, fez uma conexão direta com os comandos militares americanos na guerra do Vietnã e importou a heroína do Sudeste Asiático dentro dos caixões dos mortos em combate.

Se não tivesse nascido negro e pobre, Frank Lucas poderia ter sido um político corrupto e rico. Como esse Sonho Americano não estava disponível, ele se tornou um rico narcotraficante. Uma história de sucesso, do outro lado da lei. Mas Frank não é o mafioso dos filmes de Coppola e Scorsese. Sua ascensão e reinado foram tão improváveis que até a polícia demorou a reconhecer que esse homem elegante, carismático e implacável era dono do Harlem e poderoso narcotraficante. O investigador do FBI Richie Roberts foi quem conseguiu desvendar seus crimes.

A história de Frank Lucas será contada, também, na megaprodução O gângster, de Ridley Scott, estrelada por Denzel Washington (Frank Lucas) e Russell Crowe (Richie Roberts). Ao lado de Al Capone e Vitto Corleone, Frank Lucas será conhecido no mundo todo. Em 2000, contudo, ele era apenas um suvenir de uma Nova York suja e violenta, a Cidade do Medo da era pré-Giuliani, antes da "revitalização" dos bairros menos nobres. Foi o artigo de Mark Jacobson na revista New York que introduziu o velho manda-chuva do tráfico no universo contemporâneo das celebridades instantâneas e inspirou o filme. Essa crônica-reportagem abre a coletânea, mas o espectro de Lucas - a Sombração do Harlem - escapa pelas margens das páginas, inunda a cidade e os artigos selecionados dentre os 12 milhões de histórias que Nova York tem a contar.

"Lucas está em toda parte. Paira sobre as pessoas que se acomodavam no sofá mais confortável da cidade para fumar um bom charuto dominicano, os viciados que vendiam até xarope para tosse nas esquinas, a empresa de táxi que empregava artistas e escritores no turno da noite, as ruínas do World Trade Center e as teorias conspiratórias." A prosa e o olhar de Mark Jacobson revelam saudades de uma Nova York mais selvagem, autêntica e diversa. "Hoje, a Home Depot tem uma megaloja no Harlem. O que gângsteres como Frank Lucas, que extorquiam dinheiro dos comerciantes em troca de "proteção", podem fazer agora? Entrar e pedir para falar com o subgerente? Aquele lugar é tão grande [...] que não se consegue encontrar o coração de nada para espetar a faca. O homem independente não tem a menor chance. É um sinal dos tempos."

Mark Jacobson (Estados Unidos, 1948). Jornalista, roteirista e escritor, editor convidado das publicações Rolling Stone, The Village Voice, Esquire e New York. É autor de 12,000 miles in the nick of time: a semi-dysfunctional family circumnavigates the globe; Teenage hipster in the modern world; e dos romances Gojiro e Everyone and no one.

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NOTÍCIAS DE OLINDA

Tem sambada de Coco do Grupo Bongar nesta sexta-feira, na Casa da Cultura.

A brincadeira faz parte da programação carnavalesca da Fundarpe. O grupo se apresenta a partir das 13h. Esperamos todos lá!
E no dia 31 tem mais sambada de Coco. Vai ser no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano (no Joana Bezerra). É uma festa para os funcionários e para quem freqüenta o Fórum. Portanto é aberta ao público. A sambada será às 17h30.
E neste domingo (20) tem toque de Obaluaiê na Casa Xambá. É o primeiro toque do ano. Como sempre, a Casa está aberta a todos que queiram participar da festa. Das 16h às 20h.
A Xambá fica na Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão do Gelo - Olinda. Informações (81) 3443.1115
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

HISTÓRIA - UM POUCO MAIS...

DOIS LANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS

DA BERTRAND BRASIL



O MANTO DO SOLDADO (CRISTÃOS VOL. I)
Max Gallo
Páginas : 266
Em sua nova trilogia, Max Gallo – autor do qual a Bertrand Brasil já publicou as séries Os Patriotas e Victor Hugo – apresenta uma fascinante saga histórica ambientada na Idade Média. Os Cristãos traz o surgimento da França cristã por meio de três personagens primordiais: Martinho, o primeiro evangelizador dos gauleses; Clóvis, o bárbaro convertido que unificou a Gália e tornou-se o primeiro rei cristão; e Bernardo de Clairvaux, o grande fundador da ordem cisterciense que preconizou a segunda cruzada. Em O Manto do Soldado, o primeiro volume, Gallo apresenta a discussão entre Julius Galvinius e seu filho, Antonius, na defesa de dois mundos sempre em confronto. Julius pretende convencer seu filho a voltar à tradição, enquanto este tenta converter o pai à nova fé. O centro da discussão acaba sendo a vida de são Martinho, também dividido entre duas concepções de mundo. Martinho, através de suas preces e solidão, decidiu dedicar-se a Deus. Contudo, Deus preferiu agir de outra forma. Martinho foi eleito bispo de Tours e chamado para converter os pagãos e destruir o antigo culto. Suas armas eram apenas a prece e a prédica. Sua disciplina e a pobreza em que viveu, somadas aos milagres que realizou, fizeram com que surgisse em torno dele uma comunidade cada vez mais crescente e que de pronto o reconheceu como o primeiro mestre cristão. A série Os Cristãos, de Max Gallo, segue com O Batismo do Rei e A Cruzada do Monge, apresentando os outros dois pilares de sustentação da França cristã.
O EGITO DOS GRANDES FARAÓS
Christian Jacq
Páginas : 308
Depois da série Ramsés, seu grande sucesso, o escritor e egiptólogo Christian Jacq apresenta mais uma obra de não-ficção, parte de seus estudos arqueológicos sobre o Antigo Egito. Em O Egito dos Grandes Faraós, Jacq compartilha com os leitores os segredos e os mistérios dos faraós que, desde a Iª dinastia, iniciada em 2950 a.C., até o domínio dos Ptolomeus, que se encerrou em 30 a.C., legaram sua história e suas lendas à humanidade. Entre eles estão Djoser, o magnífico; Snefru, o construtor; Amósis, o libertador; Pépi II e seu reinado mais longo da História; Hatshepsut, a rainha-faraó; Amenófis, o faraó desportista; Akhenaton, o herético; Tutankhamon, o desconhecido; Ramsés III, o último grande faraó; Nectanebo II, o último faraó egípcio; Cleópatra e Antônio, um amor único; e muitos outros.“Fundiram-se no rei uma pessoa divina e uma pessoa humana”, escreve o autor, “formando uma personalidade única e incompatível, eixo de uma civilização que se estendeu ao longo de vários milênios e cuja grandeza vamos descobrindo a cada dia que passa. Os faraós eram homens excepcionais, e o modelo político e social que forjaram era também fora do comum. Partamos então para a sua descoberta.”
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

O CASTELO BRANCO



Orhan Pamuk
Tradução Sergio Flaksman
MAIS UM LANÇAMENTO DA CIA DAS LETRAS. Primeiro romance de Orhan Pamuk, O castelo branco conta a história de um acadêmico veneziano aprisionado pelos turcos no século XVII. Graças aos seus conhecimentos, o italiano escapa do chicote e dos remos da esquadra, mas acaba vendido em uma feira de escravos e, depois de ser comprado por um paxá, é dado de presente a Hoja, um estudioso turco. Quando amo e escravo se encontram, um choque: os dois homens são tão parecidos entre si que chegam a se confundir. Além disso, dividem inúmeros interesses científicos e intelectuais. A partir daí, a vida de ambos se entrelaça, e tem início uma longa e complexa relação.Sem nunca abandonar a esperança de voltar à terra natal, o veneziano ensina a Hoja tudo o que aprendera em seu país, e os dois ainda investigam alguns fenômenos naturais. Até que o mestre fica obcecado por uma pergunta: o que faz de nós o que somos? Sem ter uma resposta exata, o escravo procura as pistas, e os dois concluem que a chave dessa questão de identidade está nos sonhos e nos pecados de ambos. Eles então se dedicam a uma longa expiação, na qual narram em pormenores todos os acontecimentos de suas vidas.A intrincada tapeçaria da trajetória dos dois, de obscuros curiosos de província a conselheiros diretos do sultão da Turquia, encobre um estudo delicado e complexo das relações entre a Europa e a Turquia. Mas a principal investigação de Pamuk nesta narrativa fluida e criativa é sobre a questão ancestral que perturba Hoja e ecoa em todos nós: o que, afinal, forma a nossa identidade e define quem somos?

"Pamuk ganhou o direito de ser comparado a Jorge Luis Borges e Italo Calvino, autores que pairam sobre o livro como dois anjos da guarda." - The New York Times

"Um livro brilhante não pelo retrato que oferece de uma época, mas pela investigação do mito da individualidade; e porque Pamuk condensa nessa história simples muitas reflexões profundas." - Guardian

"Um romance maravilhoso sobre influências estrangeiras e fusões culturais." - Independent
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Doris Lessing - Prêmio Nobel de Literatura.

A escritora Doris Lessing é a vencedora do prêmio Nobel de Literatura 2007. Segundo a Academia Sueca, Lessing foi escolhida por transmitir a "experiência épica feminina", que "com ceticismo, paixão e força visionária" colocou sob escrutínio uma civilização dividida. Ela é a 11a. mulher a ganhar o prêmio.Filha de pais britânicos, Doris Lessing nasceu em Kermanshah, Pérsia, atual Irã, em 1919. Aos cinco anos mudou-se para a Rodésia (atual Zimbábue), na África, onde viveu até 1949, quando mudou-se para a Inglaterra.De sua autoria, a Companhia das Letras publicou os romances Amor, de novo e O sonho mais doce, além dos dois volumes de sua autobiografia: Debaixo da minha pele e Andando na sombra, e ainda este ano lançou o livro As avós.

AS AVÓS
Doris Lessing
Tradução Beth Vieira
Roz e Lil são amigas inseparáveis desde a infância. Cresceram, casaram, tiveram filhos, e vivem na paradisíaca bacia de Baxter, um lugar cercado de rochas por todos os lados. O ambiente protegido, "bocejante", além do qual o "verdadeiro oceano rugia e roncava", é o cenário ideal para uma relação cada vez mais simbiótica. Morando em casas vizinhas, elas criam os filhos por conta própria - e eles se tornam adolescentes encantadores. Tão encantadores e próximos, que Roz e Lil não tardam a se envolver uma com o filho da outra. Num efeito ambíguo e desconcertante, típico da grande literatura, o que poderia parecer repulsivo é tratado com naturalidade e bom-humor, fazendo a quebra de tabus soar como regra, e não como dramática exceção. Temas como amizade, maternidade e sexualidade ganham novos contornos enquanto Doris Lessing esmiúça as complexidades e armadilhas da forte ligação entre essas duas mulheres, e retrata a força com que elas confrontam as convenções familiares e sociais de sua época.
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

A MULHER QUE DESVENDAVA A MORTE

 



OUTRO LANÇAMENTO DA ROCCO. NÓS RECOMENDAMOS!

A MULHER QUE DESVENDAVA A MORTE
Uma investigação criminal na Inglaterra do séc.XII
Ariana Franklin
Tradução:Waldéa Barcelos
Páginas:416

Quatro crimes bárbaros
Um homicida incompreensível
E uma mulher capaz de revelar os segredos da morte
em plena Idade das Trevas


"Quem não perde um episódio do seriado C.S.I. Las Vegas ou acompanha as aventuras de médicos-legistas convertidos em detetives de romances policiais vai se deliciar com A mulher que desvendava a morte, da inglesa Ariana Franklin. O romance traz como personagem principal uma legista, Adélia, encarregada de desvendar os tenebrosos assassinatos de quatro crianças em Cambridge. Porém, há um pequeno diferencial que torna o livro muito mais instigante do que qualquer série de televisão: a história se passa em plena Idade Média, na Inglaterra do século XII. Baseada em ampla pesquisa, a autora descobriu que a Escola de Medicina de Salerno, que, na época, pertencia ao reino da Sicília, realmente formava mulheres, e foi lá que recrutou sua protagonista.
A história começa quando a brutal morte de uma criança cristã, em Cambridge, e o desaparecimento de outras três provocam uma ira popular contra os judeus – ao contrário do que ocorria no resto da Europa, eles viviam em relativa tranqüilidade na Inglaterra – acusados de usar as crianças em rituais macabros.
A situação torna praticamente incontornável a demanda popular pela expulsão dos judeus da Inglaterra. O rei, no entanto, reluta em ceder aos apelos de seus súditos. Não por caridade ou humanismo, mas porque os judeus são sua principal fonte de arrecadação de impostos. Sua saída é mandar vir de Salerno um especialista na “arte da morte”, que possa descobrir o verdadeiro assassino. O que ninguém esperava era que O especialista fosse, na verdade, A especialista.
Como os protagonistas de C.S.I., a personagem de A mulher que desvendava a morte vai lançar mão das mais sofisticadas técnicas da medicina e análise forense de seu tempo, além de um indiscutível talento para a investigação, para descobrir a identidade do assassino antes que ele ataque novamente.
Ariana Franklin baseou-se em fatos reais para criar sua protagonista. Especialista em história medieval, ela descobriu que a Escola de Medicina de Salerno, o mais importante centro de pesquisa na área à época, autorizava a autópsia de cadáveres para estudo de anatomia e possuía várias mulheres entre os cientistas. Uma delas, conhecida apenas como Tórtula, e de quem se sabe somente que foi casada e mãe de dois filhos, deixou vários artigos que foram referência na área médica por mais de 500 anos. Seus textos acabam de ser traduzidos pela Universidade do Arizona e mostram que, em meio à caça às bruxas da Idade Média, era possível encontrar pesquisas científicas sobre o funcionamento do corpo humano.
Além de ser um romance policial instigante, A mulher que desvendava a morte tem, pelo menos, dois grandes méritos. O primeiro é agregar à trama os grandes debates da Idade Média: Cristandade x Islã, Cristãos x Judeus, Ciência x Superstição, Lei dos homens x Lei de Deus. O segundo é oferecer uma minuciosa reconstituição histórica da Inglaterra da Idade Média, que, diferentemente da idéia generalizada, viveu grandes rasgos de luzes da ciência em meio às trevas religiosas."
“Combinação perfeita de CSI com Canteburry Tales.”
Kirkus Review
“Um livro irresistível, único e vibrante.”
The New York Times
“Franklin misturou habilmente fatos históricos e ficção arrepiante.”
Publishers Weekly
“Espantoso… maravilhosamente urdido, com dezenas de reviravoltas… Um mistério histórico brilhantemente bem-sucedido tanto como ficção histórica quanto como thriller policial.”
The Washington Post
sinto-me:
publicado por o editor às 10:43
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UM POUCO MAIS DE ISLÃ



A Editora Rocco nos brinda neste final de ano com um lançamento de pêso- GAROTAS DA PÉRSIA

GAROTAS DA PÉRSIA
Nahid Rachlin
Tradução:Ana Deiró
Páginas:340

"Em seu primeiro livro de não-ficção, a escritora Nahid Rachlin traça um preciso e delicado retrato de sua própria família, dividida entre o peso da tradição e o desejo de liberdade na paternalista sociedade iraniana. Rachlin fia-se por sua tempestuosa relação familiar e pelo forte vínculo de amizade com sua irmã mais velha, Pari, para dar forma às lembranças no lançamento Garotas da Pérsia.
A narrativa começa quando Nahid, ainda na infância, é tirada da tia Maryam, que a criava como filha em Teerã. Sua mãe biológica, Mohtaram, resolvera entregar seu quinto bebê como um presente para a irmã favorita, viúva, sem filhos e ansiosa por ter uma criança nos braços. Tudo correu bem até Nahid completar 9 anos e seu pai decidir que era a hora de levá-la para morar com ele e o resto da família, na cidade de Ahvaz. Retirada abruptamente de um universo conhecido, a menina se viu presa a um lugar estranho, com costumes diferentes e pessoas com as quais não possuía laços afetivos.
Aos poucos, ela se aproxima da irmã mais velha, Pari, e as duas se tornam melhores amigas. Apesar de terem em comum o desejo de seguirem destinos próprios, que fogem aos estabelecidos pela sociedade patriarcal em que vivem, Pari, fã das estrelas de Hollywood, sonha ser atriz, enquanto Nahid almeja seguir a carreira literária – apenas Nahid consegue atingir seu objetivo, ao convencer o pai a mandá-la fazer faculdade nos Estados Unidos.
Ao chegar na faculdade, Nahid se sente deslocada – não concorda com os costumes machistas de sua terra natal, mas também não se encaixa nos padrões norte-americanos. O choque cultural é amenizado quando ela se muda para Nova York, conhece o homem que se torna seu marido e forma uma família. Ainda assim, a escritora continua com a sensação de não pertencer a um lugar.
Enquanto isso, no Irã, a sorte de Pari não é nada boa: atrelada a um casamento arranjado pelo pai, com um marido por quem não é apaixonada e que a mantém prisioneira dentro de casa, ela decide se divorciar e sofre as conseqüências, sendo afastada do filho.
Paralelamente, a autora traça um panorama político do Irã e das relações do país com os Estados Unidos, em diferentes épocas. Em 1955, o Tratado de Amizade entre as duas nações acabara de ser assinado e o jovem xá estava determinado a modernizar o país. Uma das medidas adotadas por ele foi tornar opcional o uso de chador para as garotas. Anos mais tarde, quando o aiatolá Khomeini chega ao poder, o radicalismo se instala. A morte de Khomeini, em 1989, diminui a rigidez dos costumes. E, embora o governo de Muhamad Khatami, de 1997 a 2005, seja um período de reforma relativa, a autora constata que as regras no Irã estão sempre em mutação.
A morte prematura de Pari, que cai de uma escada em circunstâncias misteriosas, faz com que Nahid volte sozinha ao Irã – antes disso, ela só havia estado lá uma vez, com o marido, 12 anos depois de ter chegado aos Estados Unidos. A viagem permite que a autora se confronte com o passado e avalie o que o futuro lhe reserva. Mais do que a história de Nahid, Garotas da Pérsia mostra as vidas interligadas das mulheres de sua família, traçando um panorama do universo feminino no mundo islâmico e revelando trajetórias de ambição, mágoa, opressão, amor fraternal e esperança. "
sinto-me:
publicado por o editor às 10:41
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