Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015

O Direito de voto A controversa história da democracia nos Estados Unidos de Alexander Keyssar  

 

 

O Direito de voto
A controversa história da democracia nos Estados Unidos
de Alexander Keyssar


 


Do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
unesp - unicamp - puc/sp

Formato: 16 x 23
Páginas: 618
Edição: 1ª
Ano: 2014
Acabamento: Brochura com orelhas
Peso: 940g





Por que os donos do poder político passam a compartilhar esse poder com os outros, milhões de outros, na história moderna, por meio da ampliação do direito de voto? Como isto aconteceu nos Estados Unidos? Por que, no país, esse direito expandiu-se em certas épocas e certos lugares, enquanto se restringiu em outros? Qual é o papel das guerras na ampliação do direito de votar? Estas são algumas das questões que Alexander Keyssar busca responder neste livro, uma crônica da história do direito ao voto nos Estados Unidos do fim do século 18 aos anos 2000.

Registro da evolução das leis que definiram e circunscreveram o eleitorado americano, a obra faz uma narrativa minuciosa acerca dos diferentes modos pelos quais as mulheres, os afro-americanos, os trabalhadores da indústria, os imigrantes e muitos outros grupos adquiriram e, às vezes, perderam o direito de voto. E mostra que as questões que permeiam esse direito caminham juntas às indagações sobre as origens da democracia e os obstáculos ou ameaças à existência desse regime: “A evolução da democracia, assim como a do direito de voto, raramente seguiu um caminho reto e sempre foi acompanhada de profundas contracorrentes antidemocráticas”, escreve Keyssar. “A história do sufrágio nos Estados Unidos é uma história de expansão e contração, de inclusão e exclusão”.

No caso da expansão do sufrágio nos Estados Unidos, o autor mostra que ela foi lenta, e gerada por diversas forças e fatores chave, alguns dos quais celebrados há muito tempo por estudiosos e jornalistas, como a dinâmica de acordos fronteiriços, a emergência de partidos políticos concorrentes, o crescimento das cidades e da indústria, o florescimento dos ideais e convicções democráticas e a campanha efetiva de mobilização por parte dos próprios grupos sem direito ao voto.

As principais expansões do sufrágio na história americana, no entanto, aconteceram durante ou como consequência de guerras. Os exércitos deviam ser recrutados quase sempre das chamadas classes inferiores da sociedade, mas não se podia obrigá-las a pegar em armas enquanto lhes era negado o direito ao voto. Ao lado disso, guerras demandavam mobilizar o apoio popular, ou seja, tornar politicamente influente qualquer grupo social excluído do sistema político.

Os Estados Unidos chegaram aos anos 1960, quando a maioria dos afro-americanos não podia votar no Sul,com grandes restrições ao direito de voto. Até 1920 as mulheres eram impedidas de votar na maior parte das jurisdições. E, por muitos anos, os imigrantes asiáticos foram privados do direito de voto porque não podiam tornar-se cidadãos, ao mesmo tempo que  mesmo entre nativos americanos era muito mais frequente a ausência do que a existência desse direito. “Apesar de seu papel pioneiro na promoção dos valores democráticos, os Estados Unidos foram um dos últimos países no mundo desenvolvido aatingir o sufrágio universal”, escreve Keyssar.




 

 

O direito de voto: a controversa história da democracia nos Estados UnidosEscrita pelo historiador Alexander Keyssar, da Harvard University, publicação premiada ganha edição em português 

Com uma palestra intitulada “O direito de voto e a recente (e próxima) eleição nos Estados Unidos”, o historiador Alexander Keyssar, professor titular de História e Política Social da Harvard University, lançou em São Paulo o seu livro O direito de voto: a controversa história da democracia nos Estados Unidos.
Em 2001, ano seguinte ao lançamento na América do Norte, a obra – cujo título em inglês é The right to vote: the contested history of democracy in the United States – recebeu prêmios da American Historical Association e da Historical Society, dos Estados Unidos, além de figurar entre as finalistas para o Pulitzer Prize e o Los Angeles Times Book Award. A edição brasileira se baseia no texto revisado de 2009.
No Brasil a convite do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu) – financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) –, Keyssar iniciou a sua palestra comentando o resultado das eleições legislativas norte-americanas ocorridas no início de novembro, que deram aos republicanos o controle do Senado e aumentaram sua maioria na Câmara.
“A participação foi extremamente baixa: 36% dos eleitores votaram e os republicanos receberam 52% dos votos. Fazendo a conta, 52% de 36% significam que a maioria republicana foi obtida com apenas 18,5% dos eleitores. Foi um voto predominantemente protestante e masculino”, disse.
Segundo o historiador, além do baixo comparecimento às urnas, um aspecto notável dessa campanha foi o montante de dinheiro investido. “Houve um aporte sem precedentes. Dinheiro não das campanhas oficiais, não dos partidos, não dos candidatos, mas de outras organizações, muitas vezes secretas. Dinheiro de corporações. Especialmente em alguns estados ocorreram verdadeiras inundações desse tipo de dinheiro. E não foi uma eleição presidencial. Enormes quantidades de dinheiro foram investidas na compra de horários na televisão”, afirmou. Aqui, é preciso lembrar que não existe horário eleitoral gratuito nos Estados Unidos.
Outro fator evidenciado, segundo ele, foi o conflito legal e político sobre quem podia e quem não podia votar. Em muitos estados, até 10 dias ou uma semana antes das eleições, não estava claro que leis regeriam o direito de voto.
“Havia a lei exigindo que os eleitores mostrassem uma identificação com fotografia. No Texas, por exemplo, onde a exigência de identificação fotográfica é muito estrita, carteiras de estudantes universitários com fotografias não foram aceitas como documentação de identificação, mas licenças para dirigir veículos sim. Então houve casos de pessoas que não puderam votar porque haviam ficado incapacitadas de guiar e, por isso, não tinham renovado suas carteiras de motorista”, exemplificou Keyssar. Diferentemente do que ocorre no Brasil, não existem, nos Estados Unidos, documentos como a carteira de identidade e o título de eleitor.
O historiador enfatizou que os empecilhos observados nas últimas eleições norte-americanas não constituem exemplos pontuais. Conforme argumentou, o país possui várias barreiras para impedir o direito de voto.
Enquanto as eleições brasileiras são realizadas em geral aos domingos, as norte-americanas ocorrem durante a semana, em dias de trabalho normal, o que prejudica o comparecimento dos eleitores aos locais de votação. Em alguns estados, o fato de a pessoa ter cometido algum crime faz com que ela perca o direito de voto para o resto da vida, mesmo depois de ter cumprido sua pena e ter sido reintegrada à sociedade. “De uma maneira ou de outra, são colocados obstáculos no caminho que leva as pessoas ao voto”, resumiu.
“A justificativa oficial para alguns desses obstáculos é que eles se destinam a impedir fraudes. Mas o que realmente fazem é impedir que certos segmentos da sociedade votem. São segmentos basicamente constituídos por pessoas pobres – em especial os idosos e os jovens pobres. Pessoas que não têm carteiras de motorista nem passaporte”, disse.
De acordo com a análise do professor, há apenas um tipo de fraude que a apresentação da identidade poderia prevenir, que é a pessoa tentar se passar por outra – aquilo que, em inglês, é chamado de impersonation fraud (‘fraude de representação’).
Mas, segundo ele, esse é um crime praticamente inexistente nos Estados Unidos. “No estado de Indiana, que aplica estritamente essa lei, não foi constatado um único caso como esse em 50 anos”, ironizou.
A crise da eleição presidencial de 2000
Keyssar apontou como uma das causas dessa obstrução do voto em épocas recentes o ensinamento proporcionado pela eleição presidencial de 2000. Naquela ocasião, embora o candidato democrata Al Gore tenha obtido a maioria dos votos populares, com uma margem de mais de 500 mil votos sobre o republicano George W. Bush, foi este que conquistou a Presidência, graças à sua controversa vitória no estado da Flórida.
Com os 25 votos da Flórida, Bush suplantou Gore no Colégio Eleitoral. E o resultado, que repercutiu fortemente no mundo durante oito anos seguidos, foi conseguido com apenas cerca de 500 votos a mais na Flórida.
“Isso trouxe para os políticos profissionais e para os líderes partidários o entendimento de que cada voto de fato conta. E não apenas cada voto que o seu candidato recebe, mas, igualmente, cada voto que o adversário deixa de receber. Daí o interesse em obstruir os potenciais eleitores do adversário. Após 2010, os republicanos assumiram o controle de vários governos estaduais e utilizaram essa posição para mudar as leis de acordo com suas conveniências”, afirmou Keyssar.
A eleição presidencial de 2000 representou a mais grave crise do sistema eleitoral norte-americano, de acordo com o historiador. Além da contradição entre o voto popular (baseado no princípio “uma pessoa, um voto”) e a composição do Colégio Eleitoral (que favorece as áreas culturalmente mais atrasadas do país), houve várias acusações de fraude na Flórida, então governada pelo irmão de George W. Bush, John Ellis Bush, mais conhecido como “Jeb”, provável candidato republicano às eleições presidenciais de 2016.
A secretária de estado da Flórida, Katherine Harris, responsável pela administração das eleições em âmbito estadual, era também copresidente da campanha de Bush.
Segundo Keyssar, as fraudes teriam ocorrido tanto no processo de votação quanto na contagem dos votos, com indícios de discriminação racial e exclusão de comunidades pobres e de minorias. O tema é analisado no nono capítulo do livro.
Após prolongado embate judicial entre os dois concorrentes, a controvérsia foi encerrada com a decisão da Suprema Corte, ordenando a suspensão da recontagem dos votos da Flórida, com base no artigo 2, inciso 1, da Constituição norte-americana, que diz: “Cada estado nomeará, do modo que seu legislativo disponha, certo número de eleitores”.
Isso significava que, mesmo que Gore tivesse recebido a maioria dos votos populares na Flórida, isso não lhe asseguraria os 25 representantes do estado, pois a decisão final caberia ao Legislativo estadual (então, majoritariamente republicano).
De acordo com cinco juízes da Suprema Corte, o texto da Constituição indicava claramente que “o cidadão individual não tem o direito constitucional federal de votar em eleitores para o presidente dos Estados Unidos, a menos que e até que o Legislativo do estado escolha uma eleição em âmbito estadual como meio de executar seu poder de nomear os membros do Colégio Eleitoral”.
“Muitos norte-americanos se surpreendem quando eu digo isto, mas o fato é que o direito de voto não está assegurado pela Constituição dos Estados Unidos”, comentou Keyssar.
Há vários motivos para tanto, explicou o historiador. Um foi que não estava claro, na época da redação da Constituição, se o voto era realmente um direito ou um privilégio. Outro, que a decisão sobre quem poderia votar ou não foi deixada para os estados. Assim, em vez da criação de um sistema nacional, adotou-se um quadro completamente descentralizado acerca dos direitos eleitorais.
Expansões e contrações da democracia
O contraditório encadeamento de causas e efeitos que conecta esse ato fundador à contemporaneidade é o fio condutor do livro de Keyssar. No decurso da história norte-americana, houve momentos de expansão real da democracia, como a inclusão da 15ª emenda à Constituição, que, em 1869, após a devastação causada pela Guerra Civil, estendeu o voto à população negra, estabelecendo que o direito dos cidadãos dos Estados Unidos ao voto não seria “negado ou reduzido pelos Estados Unidos ou por qualquer estado por motivo de raça, cor ou condição prévia de servidão”.
E momentos de contração democrática, como o ocorrido nos estados do Sul entre 1890 e 1905, quando, sem violar abertamente a 15ª emenda, uma série de modificações nas leis eleitorais foram feitas de modo a excluir os afro-americanos: instituição de taxas eleitorais a serem pagas; imposição de um teste de alfabetização exigindo dos potenciais eleitores a demonstração de que poderiam compreender e interpretar a Constituição; requisitos de residência por longo tempo na área da circunscrição eleitoral; cassação de direitos eleitorais para homens condenados por delitos menores como vadiagem e bigamia.
Uma forma ardilosa de impedir o voto dos negros foi criar as chamadas “Primárias Brancas” (“White Primaries”). Para votar nas eleições primárias para candidatos do Partido Democrata (que era, então, a força política mais conservadora e dominante no Sul), a pessoa devia ser branca e não imigrante. O argumento utilizado pelos racistas era de que, por se tratar de eleições primárias, a 15ª Emenda não se aplicava.
“O que é menos conhecido”, disse Keyssar, “foi que no Norte houve um movimento similar contra trabalhadores, imigrantes e pessoas pobres em geral”.
O historiador procurou evidenciar os mecanismos econômicos, sociais, políticos e culturais subjacentes a esse vaivém dos direitos. Como, por exemplo, o crescimento da classe trabalhadora e a chegada maciça de 25 milhões de imigrantes no período compreendido entre o fim da Guerra Civil e a Primeira Guerra Mundial.
Esses imigrantes, escreveu no livro, eram “homens e mulheres que não falavam inglês, cujas culturas eram estrangeiras, a maioria dos quais era católicos ou judeus”. E acrescentou: “Aos olhos de muitos norte-americanos da velha cepa, essa massa de trabalhadores imigrantes constituía um acréscimo indesejável ao eleitorado”.
Segundo projeção feita pelo Census Bureau, a agência responsável pelas estatísticas populacionais nos Estados Unidos, a atual minoria, constituída por cidadãos de origem negra, hispânica, asiática etc., será maioria por volta do ano de 2042. Resta saber como um sistema eleitoral historicamente moldado pelos interesses da elite branca será impactado por essa nova realidade.
 
 

 

 
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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Espaços da democracia de Iná de Castro, Juliana Nunes Rodrigues, Rafael Winter Ribeiro

 


Espaços da democracia

de    Iná de Castro, Juliana Nunes Rodrigues, Rafael Winter Ribeiro

 


Gênero:     Política
Páginas:     360
Formato:     16 x 23 cm

  

O espaço é, por excelência, o lugar da política, e esta não pode ser pensada sem ele.

Democracia e geografia têm um encontro marcado em Espaços da democracia – Para a agenda da geografia política contemporânea. Se o espaço é, por excelência, o lugar da política, que não existe no vazio da imaginação, a democracia é a política em sua forma mais pura, é a possibilidade de convívio dos indivíduos livres e diferentes, porém tornados iguais pela lei.

A geografia, por sua vez, constitui o viés analítico que busca compreender a ordem espacial que resulta dessas relações. Tecem-se, assim, discussões acerca das muitas possibilidades de encontro da geografia com a política e sua expressão na territorialidade democrática.

Embora realizado principalmente por geógrafos, o livro não é voltado apenas para esses profissionais. Na realidade, trata-se de uma obra destinada a todos aqueles que se preocupam com a espacialidade da política em geral e da democracia em particular, e também é voltada para professores e estudantes de geografia e de ciências sociais.

Ao trazer contribuições de geógrafos para pensar a democracia, o livro pretende não só trazer este tema para a agenda da geografia, mas também provocar o debate com os demais campos do conhecimento que se preocupam com a política, além de incluir nele a perspectiva geográfica.




OS AUTORES
 
Iná Elias de Castro é professora titular da UFRJ, mestre em Geografia (UFRJ) e doutora em Ciência Política (IUPERJ). Fez pós-doutorado na Université Paris-Sorbonne, Paris VII, França. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Política e Território (GEOPPOL). Desenvolve pesquisas em Geografia Política.

Juliana Nunes Rodrigues é professora adjunta da UFF, doutora em Geografia pela Université Jean Moulin Lyon 3, França, pós-doutoranda em Geografia pela UFRJ. Desenvolve pesquisas em Geografia Política.

Rafael Winter Ribeiro é professor adjunto da UFRJ, mestre e doutor em Geografia pela UFRJ, com estágio de doutorado na Université de Pau, França. Vice-coordenador do GEOPPOL. Desenvolve pesquisas em Geografia Política nos temas: políticas públicas e cultura.   



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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Título da postagem

 

 

Do povo para o povo

de    Roger Osborne

Título Original:     Of the People, by the People: A New History of Democracy
Tradutor:     Ludmila Hasimoto

Páginas:     476
Formato:     16 x 23 cm

  

A democracia é o motor da prosperidade ou um luxo que só os prósperos podem ter?

Do povo para o povo, de Roger Osborne, apresenta sob um novo olhar a história da democracia. Para isso, prova que os sistemas são sempre um reflexo da cultura e da história locais em que nascem e surgem por meio de oportunidades passageiras. Explica como o passado e as diferentes democracias se combinam para formar o presente. A narrativa começa na Grécia Antiga e estende-se até a Primavera Árabe.

A maioria dos livros sobre o assunto se concentra na teoria e na análise políticas, numa vã tentativa de definir esse tipo de governo. Do povo para o povo usa uma abordagem diversa, levando em conta as histórias das diferentes democracias dos últimos dois mil e quinhentos anos. De Atenas à Grécia, de Jamestown a Nova Délhi, de Putney a Pretória.

Um dos grandes êxitos do autor foi escolher apenas estudar e narrar a ascensão e a queda da democracia ao longo dos tempos, em vez de se aprofundar sobre alguma teoria particular acerca do surgimento de tal sistema político. Osborne fornece um contexto social, cultural e histórico que ilustra a consolidação da democracia ao longo dos séculos.

Do povo para o povo é um estudo amplo e preciso do tema, abordando épocas e episódios muito avaliados pela maioria das pessoas, como a Revolução Francesa e a democratização da Índia, além de outros menos conhecidos, como a criação das Três Ligas, na Suíça.

A CRITICA

“Roger Osborne desafia as suposições que fundamentam a sociedade ocidental.” (Observer)

“Um trabalho admirável: recontar a história da democracia de forma tão vívida não é tarefa fácil. Seu trabalho serve como um lembrete: o preço da liberdade democrática é a eterna vigilância.” (BBC History Magazine)

“Uma escrita lúcida, uma prosa precisa que passa com leveza as informações mais complexas.” (Independent on Sunday)


O AUTOR
Roger Osborne nasceu em Scarborough, na costa norte da Inglaterra. Com seus livros, tem inovado a forma de ver o passado e o modo como ele afeta o presente. Do povo para o povo é sua estreia no Brasil.





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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Era uma vez um casal diferente

Era uma vez um casal diferente
A temática homossexual na educação literária infanto-juvenil

de Lúcia Facco

Esta obra discute até que ponto a educação literária de crianças e adolescentes pode diminuir o preconceito e a discriminação, mostrando como determinados títulos trabalham a temática de forma adequada. Com caderno de atividades especialmente direcionadas a professores.


O livro mostra como a literatura infanto-juvenil pode ajudar os educadores a trabalhar temas delicados como a discriminação por diferença de classe social, de etnia, de orientação sexual, de gênero etc. A autora mistura depoimentos pessoais em um texto com forte embasamento teórico. A obra traz ainda um encarte com sugestões de trabalhos a serem desenvolvidos com estudantes de diversas faixas etárias, com pais e professores, tudo a partir da literatura.

“O título já define com irretocável precisão seu conteúdo: “Era uma vez”, pano de fundo da pesquisa; “um casal diferente”, a base sociocultural da arte literária; tudo se aprofunda e aperfeiçoa com a proposta de educação social real, a indispensável educação literária. É a leitura integral da arte da palavra, a mesma palavra que usamos para expressar sentidos, emoções, ideias, pensamentos, reflexões, agressões, ironias, agregações e desagregações. Trata-se, assim, da soma profunda e articulada de educação, literatura e homossexualidade. Como se orientam a leitura, a análise e a compreensão da arte da palavra na escola? Algumas páginas do livro deveriam ser distribuídas aos passantes, nos mais diversos espaços públicos. Haveria grandes mudanças em nossa sociedade, posso garantir”, afirma a escritora Cyana M. Leahy-Dios, tradutora e doutora em Educação Literária pela Universidade de Londres, que escreve na quarta capa do livro.

Clique aqui para ler o
sumário e as primeiras páginas
deste livro




A AUTORA
Lúcia Facco

É graduada em Letras (protuguês-Francês), especialista e mestre em Literatura Brasileira, doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de janeiro (Uerj), crítica literária e escritora. Tem Várias publicações técnico-científicas, além de livros de ficção.

É autora dos livros As heroínas saem do armário (GLS, 2004), Lado B (GLS, 2006) e Era uma vez um casal diferente (Summus, 2009).

A preocupação com a violência que permeia as relações entre “diferentes”está presente em seus textos acadêmicos e em sua literatura, mas de uma maneira calma, que tranqüiliza os seus leitores e lhes transmite a confiança em um mundo mais pacífico.

Mora com sua família “diferente” e seus bichos no Rio de Janeiro, no charmoso bairro de Santa Teresa, onde tece histórias e reflexões.

LANÇAMENTO

AUTORA DE “ERA UMA VEZ UM CASAL DIFERENTE” AUTOGRAFA NA LIVRARIA SARAIVA (RJ), DIA 4 DE ABRIL

A Summus Editorial e a Livraria Saraiva (Shopping Rio Sul-RJ) promovem no dia 4 de abril (sábado), das 19h às 22h, a noite de autógrafos do livro Era uma vez um casal diferente, de Lúcia Facco. A obra discute até que ponto a educação literária de crianças e adolescentes pode diminuir o preconceito e a discriminação. A autora mostra como determinados títulos trabalham a temática de forma adequada. A Saraiva MegaStore Shopping Rio Sul fica Rua Lauro Müller, 116 – 3ª piso, Botafogo – Rio de Janeiro.

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL COMPLETA 90 ANOS

O fim da Primeira Guerra Mundial aconteceu no dia 11 de novembro de 1918 e para marcar o 90º aniversário de seu fim, cerimônias foram realizadas em diversos países do mundo. Na França, o principal evento realizado para marcar o fim do conflito que se estendeu entre 1914 e 1918, deixou mais de 20 milhões de mortos e dividiu o mundo, foi em Verdun (onde tropas francesas e alemãs travaram um combate de oito meses, o mais longo da Guerra). O presidente francês Nicolas Sarkozy e o príncipe Charles, da Inglaterra, participaram da cerimônia. Centenas de pessoas se concentraram perto de um grande ossuário em Douaumont, onde os restos de soldados desconhecidos dos dois lados estão enterrados. A Grã-Bretanha marcou a celebração com os três veteranos britânicos vivos , Herry Allingham, de 112 anos, Harry Patch, de 110, e Bill Stone, de 108, que representaram a Aeronáutica, o Exército e a Marinha em uma cerimônia no Cenotáfio de Londres, e observaram dois minutos de silêncio em homenagem aos mortos. Na Austrália, , uma cerimônia no Memorial da Guerra de Canberra lembrou a morte de 60 mil soldados.



A Primeira Guerra Mundial é considerada por muitos historiadores como um marco no início do século XX. Foi a partir da Guerra que novas correlações de forças estabeleceu-se no mundo, marcando o declínio da Europa e a ascensão dos EUA à condição de principal potência mundial.

No dia 10 de agosto de 1914, a França declarou guerra ao Império Austro-Húngaro dando início a Guerra.

A HISTÓRIA

A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de 1939, Guerra das Guerras ou ainda como a Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre Agosto de 1914 e 11 de Novembro de 1918.

A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente (liderada pelo Império Britânico, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917) que derrotou a Tríplice Aliança (liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da Europa e do Médio Oriente.

No início da guerra (1914) a Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da Grã-Bretanha e da França a fizeram firmar em 26 de abril de 1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra em um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o Trentino, o Tirol, Trieste, Gorizia, Ístria (com exceção da cidade de Fiume), parte da Dalmácia, um protetorado sobre a Albânia, sobre algumas ilhas do Dodecaneso e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da Alemanha (a Itália já possuía na África a Líbia, a Somália e a Eritréia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao Eixo na Segunda Guerra Mundial.

Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução. No mesmo ano, os EUA, que até então só participavam da guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente.A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de 1939, Guerra das Guerras ou ainda como a Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre Agosto de 1914 e 11 de Novembro de 1918.

O LIVRO

TUDO O QUE VOCÊ DEVE SABER
SOBRE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

1914 – 1918

As campanhas, os personagens e os fatos decisivos do conflito militar que mudou a História do século XX

de Jésus Hernández


Páginas: 352



 
 
 
 
Lançamento comemora os 90 anos do fim da Primeira Guerra Mundial !!!

Há exatos 90 anos, a Alemanha assinou o armistício que encerrou a Primeira Guerra Mundial. Para comemorar o fim da Guerra, a Madras Editora traz para você uma obra que relata tudo o que ocorreu nesse período negro da Guerra entre 1914 e 1918. A obra foi escrita por Jesús Hernández, historiador e jornalista nascido em Barcelona no ano de 1966. Ele é um dos expoentes da divulgação histórica na Espanha e publicou dois livros sobre o conflito de 1939-1945: Las Cien Mejores, Anécdotas de la Segunda Guerra Mundial (2004) e Hechos Insólitos de la Segunda Guerra Mundial (2005). É autor de Enigmas e Mistérios da Segunda Guerra Mundial, publicado em língua portuguesa pela Madras Editora. Em Tudo o que você deve saber sobre a Primeira Guerra Mundial, Jésus faz um relato imprescindível sobre a Grande Guerra, um período histórico fascinante e abundante de acontecimentos, no qual a miséria dos conflitos bélicos alcançou sua máxima expressão. Contudo, os horrores dessa batalha não impediram o estouro de um novo conflito, ainda mais sangrento, apenas 20 anos mais tarde. Assuntos intrigantes fazem parte do livro, como o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, da Áustria, em 28 de junho de 1914. A morte provocou uma série de despropósitos diplomáticos que desencadearam um conflito bélico sem precedentes. Uma disputa crucial para se entender o século XX, as origens do Nazismo, a Rússia Soviética, os conflitos no Oriente Médio e a consolidação dos Estados Unidos como potência mundial. Não é possível compreender o agitado século XX sem conhecer a Primeira Guerra Mundial. No entanto, o conflito de 1914 a 1918 permanece ofuscado pela atenção centrada na Segunda Guerra Mundial. A disputa que se instalou depois do magnicídio em Sarajevo, e que provocou mais de 20 milhões de mortes ao longo de quatro anos, não possui o destaque merecido por sua enorme importância histórica. Conheça as terríveis batalhas de desgaste de Verdun e do Somme, em 1916, e os ressonantes fracassos dos Aliados, de 1917, em Chemin des Dames ou Passchendaele, nos quais os oficiais, tão vaidosos quanto insensíveis, enviaram centenas de milhares de homens à morte. A importância de resgatar acontecimentos marcantes na história mundial é analisar, sob uma nova perspectiva, as motivações e as consequências de um conflito de grandes proporções, como foi o da Primeira Guerra Mundial. Em Tudo o que Você Deve Saber sobre a Primeira Guerra Mundial, os mitos e as lendas surgidos durante a guerra ganharam destaque, assim como os enigmas sem solução, que, quase um século mais tarde, continuam inquietando a imaginação dos aficionados pela história militar. O livro traz um excelente conteúdo a respeito da Primeira Guerra Mundial, com fatos inéditos e detalhes sobre as campanhas, personagens e os fatos mais decisivos do conflito militar que mudou toda a História do século XX.


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