Sábado, 24 de Maio de 2014

Últimos dias da exposição Volpi - A emoção da cor, na galeria Almeida e Dale

 


Mostra que retrata 50 anos da obra do artista fica em cartaz até o dia 29 de maio




Em Abril de 1944, Alfredo Volpi ( Lucca, Itália – 1896, São Paulo, SP – 1988) realizou sua primeira exposição individual na Galeria Itá, em São Paulo, com apresentação de Mário Schenberg. A mostra foi um sucesso e todas as obras vendidas, um feito excepcional na época, e por isso amplamente noticiado.

Setenta anos depois a Galeria Almeida e Dale inaugura, no dia 27 de Março, a exposição VOLPI - A Emoção da Cor, com curadoria de Denise Mattar. A mostra apresentará 80 obras, de diferentes fases, revelando o percurso de Alfredo Volpi, um mestre singular e um dos maiores artistas que o Brasil já produziu.

Na seleção, a curadora priorizou obras inéditas, sem deixar de mostrar alguns trabalhos emblemáticos do artista, e manteve o caráter didático que caracteriza suas montagens. Assim será possível ouvir depoimentos do próprio Volpi e ver imagens de sua longa vida. A mostra apresenta pinturas da década de 1920, quando o artista era considerado um impressionista, revê trabalhos dos anos 1930, período do Grupo Santa Helena, e enfatiza a produção dos anos 1940, fase de transição, na qual se delineia um novo caminho. O Volpi já pleno da década de 1950, época das “bandeirinhas”, evolui para o domínio total da cor e da forma na década de 1960, atingindo em 1970 o ápice nos processos de ritmo e permutação das cores.

Volpi começou como pintor de paredes e viveu praticamente toda a vida numa modesta casa do Cambuci, casado com Judite, a sua “deusa de ébano”, ao lado de muitos filhos adotivos.  Vem daí o mito de sua suposta ingenuidade. Ele de fato era tímido e não gostava de eventos sociais, mas acompanhava tudo à sua volta com olhos muito abertos e gulosos. Saboreava Giotto, Margueritone, Picasso, Cézanne e Dufy - mas seu preferido sempre foi Matisse. Conhecia tudo sobre técnica e usava a têmpera por opção. Fazer chassis, esticar telas e preparar as tintas era para ele parte do processo da pintura. Considerava pintar um trabalho árduo e trabalhava todos os dias. Sua sensibilidade artística era muito apurada e sua obra tem, em todas as fases, características originais e incomuns.

“Existe um equívoco em achar que a obra de Volpi só começa a ter importância nos anos 1950, quando é descoberto pelos concretistas”, diz a curadora Denise Mattar. “Muito antes disso seu trabalho já chamava a atenção. Em matéria de 1935, intitulada Volpi - O Wagner da pintura, escrevia o crítico Virgílio Maurício: ‘Sua pintura é ricamente construída, estranhamente disciplinada, sem nenhuma concessão ao brilho, ao malabarismo, ao virtuosismo e nem mesmo à fantasia. Arte pura, sem artifício(...) Planimetria perfeita, colorido justo, vibratibilidade, são os atributos que vivem na sua tela e que se prolongam em todos os outros trabalhos..’ Essa crítica, escrita sobre a obra figurativa de Volpi, bem poderia se referir aos trabalhos de anos muito posteriores demonstrando a coerência do artista. “

A obra de Volpi vem despertando paixões ao longo de décadas e sobre ele escreveram os mais importantes críticos e artistas brasileiros como: Paulo Mendes de Almeida, Mario Schenberg, Sérgio Milliet, Theon Spanudis, Mário Pedrosa, Willys de Castro, Murilo Mendes, Maria Eugenia Franco, Clarival do Prado Valladares, Flávio Motta, Décio Pignatari, Waldemar Cordeiro, Haroldo de Campos, Olívio Tavares de Araújo, Lorenzo Mammi, Rodrigo Naves, Paulo Pasta, Vanda Klabin, Sonia Salztein, Alberto Tassinari e Paulo Sérgio Duarte, entre outros.

A exposição tem o apoio do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, criado com o objetivo de mapear a obra do artista, hoje reunida num catalogue raisonné virtual.

Serviço

Volpi – A Emoção da Cor

Até 29 de maio

Galeria Almeida e Dale

R. Caconde, 152 - Jardim Paulista, São Paulo - SP

Tel.: 11 3887-7130

De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados das 10h às 14h. Entrada gratuita. Classificação livre.

 

publicado por o editor às 02:45
link | comentar | favorito

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

.subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub